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Atos celebram Consciência Negra

André Henriques/DGABC: Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Feriado foi marcado por manifestações contra o racismo e a intolerância religiosa em Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema


Vanessa de Oliveira
Yara Ferraz

21/11/2015 | 07:00


O Grande ABC foi palco de diversas atividades, ontem, feriado da Consciência Negra e chamou a atenção para questões como o preconceito e a intolerância religiosa. Foram observadas caminhadas, shows, exposições e rodas de capoeira em Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema.

Cerca de 200 pessoas participaram da 2ª Marcha para Zumbi dos Palmares, que saiu da Praça Lauro Gomes e foi até a Igreja Matriz, em São Bernardo. Houve apresentações típicas do Candomblé com integrantes do Ilé Alákéti Asé Airá, do bairro Batistini.

“Queremos chamar a atenção para a intolerância religiosa. Nós queremos ter os mesmos direitos que as freiras e os padres, de poder entrar em qualquer local com as nossas vestes”, disse a mãe de santo Ya Luizinha de Nanã. O pai de santo Marcelo Logunede também chamou a atenção para a incompreensão com as religiões afro. “Queremos ter o direito de expressar a nossa fé, afinal, Deus é um só”, afirmou.

Quem estava fazendo compras na Avenida Marechal Deodoro se surpreendeu com a manifestação cultural. A analista de Recursos Humanos Laiana dos Santos, 25 anos, nunca tinha entrado em contato com a religião, mas dançou ao som dos hinos. “Eu nunca tive nada contra. Agora que estou tendo oportunidade, vejo o quanto é bonito”, opinou.

Houve ainda apresentações de grupos de pagode e das agremiações da Superliga das Escolas de Samba de São Bernardo.

DIADEMA

Cerca de 50 pessoas caminharam da Praça Lauro Michels até o Teatro Clara Nunes, em Diadema, na tarde de ontem. Houve também roda de capoeira, exposição, batalha de rap e apresentações da dança Kizumba.

Para o secretário de Cultura, Gilberto Moura, o evento não é apenas uma festa, mas um protesto. “Precisamos nos lembrar dos assassinatos dos jovens negros na periferia. Ao invés de evoluir, estamos retrocedendo.”
Para quem já sentiu o preconceito na pele, a data é uma das mais esperadas. “Eu sou funcionária de uma UBS (Unidade Básica de Saúde) e muita gente não acreditava na minha formação em medicina. A gente sofre isso todos os dias, por isso, é importante que reflitam pelo menos hoje”, disse Joana Marques, 62.

SANTO ANDRÉ

No município andreense, a Secretaria de Direitos Humanos e Cultura de Paz promoveu, às 10h, caminhada para reforçar a importância do combate ao preconceito. Cerca de 100 pessoas percorreram as ruas Elisa Fláquer, Álvares de Azevedo, Bernardino de Campos e Campos Sales, na região central, até a Concha Acústica da Praça do Carmo. Lá, o público assistiu à diversas apresentações culturais, que se estenderam até às 16h.

Durante o evento, o secretário João Avamileno, que representou o prefeito Carlos Grana (PT), anunciou que será inaugurado, no dia 28, o Centro de Referência da Igualdade Racial, na Rua Sigma, 300, na Vila Mazzei. “Será um espaço para a comunidade levar seus problemas e fazer denúncias”, disse Avamileno. O equipamento receberá o nome de Januário de Camargo, falecido em 1934. O ex-escravo e militante da causa atuou na Prefeitura.

SÃO CAETANO

Em São Caetano, o Clube Tamoyo recebeu, na noite de ontem, a Festa da Comunidade Negra – Lutar, Resistir e Transformar, que levou ao público presente as atrações musicais Banda Sentido Único e Amizade Perfeita, além de exposições sobre o tema. 



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Atos celebram Consciência Negra

Feriado foi marcado por manifestações contra o racismo e a intolerância religiosa em Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema

Vanessa de Oliveira
Yara Ferraz

21/11/2015 | 07:00


O Grande ABC foi palco de diversas atividades, ontem, feriado da Consciência Negra e chamou a atenção para questões como o preconceito e a intolerância religiosa. Foram observadas caminhadas, shows, exposições e rodas de capoeira em Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema.

Cerca de 200 pessoas participaram da 2ª Marcha para Zumbi dos Palmares, que saiu da Praça Lauro Gomes e foi até a Igreja Matriz, em São Bernardo. Houve apresentações típicas do Candomblé com integrantes do Ilé Alákéti Asé Airá, do bairro Batistini.

“Queremos chamar a atenção para a intolerância religiosa. Nós queremos ter os mesmos direitos que as freiras e os padres, de poder entrar em qualquer local com as nossas vestes”, disse a mãe de santo Ya Luizinha de Nanã. O pai de santo Marcelo Logunede também chamou a atenção para a incompreensão com as religiões afro. “Queremos ter o direito de expressar a nossa fé, afinal, Deus é um só”, afirmou.

Quem estava fazendo compras na Avenida Marechal Deodoro se surpreendeu com a manifestação cultural. A analista de Recursos Humanos Laiana dos Santos, 25 anos, nunca tinha entrado em contato com a religião, mas dançou ao som dos hinos. “Eu nunca tive nada contra. Agora que estou tendo oportunidade, vejo o quanto é bonito”, opinou.

Houve ainda apresentações de grupos de pagode e das agremiações da Superliga das Escolas de Samba de São Bernardo.

DIADEMA

Cerca de 50 pessoas caminharam da Praça Lauro Michels até o Teatro Clara Nunes, em Diadema, na tarde de ontem. Houve também roda de capoeira, exposição, batalha de rap e apresentações da dança Kizumba.

Para o secretário de Cultura, Gilberto Moura, o evento não é apenas uma festa, mas um protesto. “Precisamos nos lembrar dos assassinatos dos jovens negros na periferia. Ao invés de evoluir, estamos retrocedendo.”
Para quem já sentiu o preconceito na pele, a data é uma das mais esperadas. “Eu sou funcionária de uma UBS (Unidade Básica de Saúde) e muita gente não acreditava na minha formação em medicina. A gente sofre isso todos os dias, por isso, é importante que reflitam pelo menos hoje”, disse Joana Marques, 62.

SANTO ANDRÉ

No município andreense, a Secretaria de Direitos Humanos e Cultura de Paz promoveu, às 10h, caminhada para reforçar a importância do combate ao preconceito. Cerca de 100 pessoas percorreram as ruas Elisa Fláquer, Álvares de Azevedo, Bernardino de Campos e Campos Sales, na região central, até a Concha Acústica da Praça do Carmo. Lá, o público assistiu à diversas apresentações culturais, que se estenderam até às 16h.

Durante o evento, o secretário João Avamileno, que representou o prefeito Carlos Grana (PT), anunciou que será inaugurado, no dia 28, o Centro de Referência da Igualdade Racial, na Rua Sigma, 300, na Vila Mazzei. “Será um espaço para a comunidade levar seus problemas e fazer denúncias”, disse Avamileno. O equipamento receberá o nome de Januário de Camargo, falecido em 1934. O ex-escravo e militante da causa atuou na Prefeitura.

SÃO CAETANO

Em São Caetano, o Clube Tamoyo recebeu, na noite de ontem, a Festa da Comunidade Negra – Lutar, Resistir e Transformar, que levou ao público presente as atrações musicais Banda Sentido Único e Amizade Perfeita, além de exposições sobre o tema. 

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