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Sinais de crise se verificavam em 2014, afirma estudo


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

18/11/2015 | 07:05


Dados de pesquisa realizada pela Universidade Metodista de São Paulo em parceria com a Agerh (Associação de Gestores de Recursos Humanos) mostram que, em 2014, quando o PIB (Produto Interno Bruto) teve alta de 0,1%, quase 60% (58,3%) das empresas da região encolheram em 1,4% o número de trabalhadores em relação ao ano anterior. “São sinais de que a crise já estava gerando reflexos no ano passado”, diz o professor Luciano Venelli, da pós-graduação em Administração da Metodista.

O levantamento aponta ainda que o faturamento médio por funcionário (ou seja, a receita da empresa dividida pelo número de empregados) teve crescimento nominal de apenas 2,36%, bem menos que a inflação de 6,41% medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2014.

Realizado com apenas 12 companhias, que empregam 8.230 funcionários, a pesquisa, ainda assim, é representativa, segundo Venelli, por reunir representantes de diversos setores (serviços, comércio e indústria) e de perfis diferentes: 58,3% são multinacionais e 41,7% são brasileiras, e possuem entre 100 e 2.700 empregados cada uma.

Investir em profissionais qualificados se traduz em resultado de vendas, atesta o levantamento. O maior faturamento por colaborador (R$ 519 mil) ficou com a empresa que tem o segundo maior percentual de funcionários com curso Superior (35%). Por sua vez, a menor receita por empregado (R$ 40 mil) foi registrada na firma com menor percentual de trabalhadores com nível universitário (4%). Porém, em geral, o curso Superior ainda é restrito: apenas 17,7% dos empregados contam com essa escolaridade. Desses, somente 3,6% têm especialização e 0,11%, mestrado ou doutorado. Mesmo assim, a pesquisa revela que dois terços das companhias entrevistadas incentivam a formação profissional, concedendo subsídios em torno de 30%. A média de investimento em treinamento por efetivo foi de R$ 384,29. Do total de gastos com capacitação, 52% se referem a cursos feitos fora da companhia.

Outro indicador mostra o avanço das mulheres no mercado de trabalho. Do total de cargos de liderança, 46,3% são comandados por elas. Para Venelli, esse percentual deve crescer nos próximos anos, já que 60% dos universitários hoje são mulheres. 



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Sinais de crise se verificavam em 2014, afirma estudo

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

18/11/2015 | 07:05


Dados de pesquisa realizada pela Universidade Metodista de São Paulo em parceria com a Agerh (Associação de Gestores de Recursos Humanos) mostram que, em 2014, quando o PIB (Produto Interno Bruto) teve alta de 0,1%, quase 60% (58,3%) das empresas da região encolheram em 1,4% o número de trabalhadores em relação ao ano anterior. “São sinais de que a crise já estava gerando reflexos no ano passado”, diz o professor Luciano Venelli, da pós-graduação em Administração da Metodista.

O levantamento aponta ainda que o faturamento médio por funcionário (ou seja, a receita da empresa dividida pelo número de empregados) teve crescimento nominal de apenas 2,36%, bem menos que a inflação de 6,41% medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2014.

Realizado com apenas 12 companhias, que empregam 8.230 funcionários, a pesquisa, ainda assim, é representativa, segundo Venelli, por reunir representantes de diversos setores (serviços, comércio e indústria) e de perfis diferentes: 58,3% são multinacionais e 41,7% são brasileiras, e possuem entre 100 e 2.700 empregados cada uma.

Investir em profissionais qualificados se traduz em resultado de vendas, atesta o levantamento. O maior faturamento por colaborador (R$ 519 mil) ficou com a empresa que tem o segundo maior percentual de funcionários com curso Superior (35%). Por sua vez, a menor receita por empregado (R$ 40 mil) foi registrada na firma com menor percentual de trabalhadores com nível universitário (4%). Porém, em geral, o curso Superior ainda é restrito: apenas 17,7% dos empregados contam com essa escolaridade. Desses, somente 3,6% têm especialização e 0,11%, mestrado ou doutorado. Mesmo assim, a pesquisa revela que dois terços das companhias entrevistadas incentivam a formação profissional, concedendo subsídios em torno de 30%. A média de investimento em treinamento por efetivo foi de R$ 384,29. Do total de gastos com capacitação, 52% se referem a cursos feitos fora da companhia.

Outro indicador mostra o avanço das mulheres no mercado de trabalho. Do total de cargos de liderança, 46,3% são comandados por elas. Para Venelli, esse percentual deve crescer nos próximos anos, já que 60% dos universitários hoje são mulheres. 

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