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Merendeiras param em São Bernardo

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Escolas municipais tiveram de improvisar a fim de
garantir alimentação aos estudantes ao longo do dia


Leonardo Santos
Vanessa de Oliveira

17/11/2015 | 07:00


Pela segunda vez neste ano, as merendeiras de São Bernardo paralisaram as atividades e estudantes tiveram a alimentação prejudicada ao longo do dia de ontem. O motivo, assim como na outra ocasião, em abril (leia mais abaixo), foi o mesmo: problemas com a empresa ERJ Alimentação e Restaurante, responsável pela prestação do serviço.

As trabalhadoras reivindicam o pagamento de R$ 1.050 de PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e o convênio médico em atraso há quatro meses. A situação destoa do montante repassado à companhia: segundo dados do Portal da Transparência da administração municipal, de janeiro até o dia 2 de setembro, a ERJ recebeu R$ 18,1 milhões. Em quatro anos de contrato, o total foi de R$ 85,5 milhões.

A empresa ficou de pagar uma participação nos lucros para a gente, mas mandou um comunicado dizendo que não poderia devido a muitas despesas e que teria que pagar o 13º e as férias. Disseram que pagariam dia 11, mas até agora nada”, disse uma merendeira, que preferiu não se identificar.

Sem ter quem preparasse as refeições ontem, a alimentação foi improvisada. “Tivemos que servir bolacha, uma fruta e bebida láctea”, contou funcionária de escola do Ensino Fundamental. “Nas creches, o problema foi maior, pois são servidas cinco refeições diárias”, salientou.

Na Emeb (Escola Municipal de Ensino Básico) Maria Adelaide, na Vila Euclides, funcionárias de outros setores tiveram de ir à cozinha. “Fizemos os lanches das crianças, não podíamos deixá-las passando fome”, falou uma delas, acrescentando que a escola não terá aula hoje se a greve continuar.

O presidente do Seerc (Sindicato dos Empregados nas Empresas de Refeições Coletivas e Merenda Escolar de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá e Ribeirão Pires), Genivaldo Barbosa da Silva, declarou que a entidade se reuniu com representantes da empresa, que comprometeu-se à regularizar a situação do convênio médico e pagar o PLR em fevereiro. A proposta será levada à assembleia com a categoria hoje, às 6h30, e Silva ressalta que, “com certeza”, as merendeiras voltarão de imediato ao trabalho. A greve envolveu, aproximadamente, 300 funcionárias, de acordo com o dirigente sindical.

A administração municipal, por meio da Secretaria de Educação, informou que a ERJ Alimentação e Restaurante se encontra em recuperação judicial, medida para evitar a falência de uma empresa. “A Prefeitura está em dia com os pagamentos da empresa”, alegou, em nota, completando esperar que ela “encontre a melhor solução possível junto à categoria para o bom atendimento aos alunos”.

O Diário tentou contato com a ERJ, mas não localizou ninguém para comentar o assunto.

Atraso em salários paralisou serviço em abril

Funcionárias da empresa ERJ Alimentação e Restaurante, em São Bernardo, paralisaram, em abril, as atividades nas cozinhas das escolas municipais como protesto pelo atraso do salário referente a março, do convênio médico e quitação da segunda parcela da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de 2014. Ao todo, 1.430 crianças, com idade entre zero e 3 anos, foram afetadas com a greve, que durou um dia. A Prefeitura não informou quantos alunos foram prejudicados no ato de ontem.

Naquela ocasião, as trabalhadoras pararam as atividades no dia 2 de abril e iniciaram a greve oficialmente no dia 7. O Seerc (Sindicato dos Empregados nas Empresas de Refeições Coletivas e Merenda Escolar) negociou com a empresa e os débitos foram depositados no dia seguinte à oficialização.

No mesmo período, estudantes de escolas da Capital e de Sorocaba, no interior do Estado, também ficaram sem merenda por conta dos entraves da empresa.

Em São Bernardo, o contrato com a ERJ Alimentação e Restaurante vigora desde 2012. À época, o valor recebido para a prestação de serviço foi de R$ 10,9 milhões, passando para R$ 26,4 milhões em 2013 e R$ 30,1 milhões no ano passado, segundo informações que constam no Portal da Transparência, da administração municipal. Apesar do montante recebido somente na cidade, a empresa está em recuperação judicial, de acordo com informações da Prefeitura de São Bernardo. 



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