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Universo de possibilidades

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Curiosidades sobre tudo o que existe fora da Terra continuam a atrair a atenção das crianças


Luís Felipe Soares
Diário do Grande ABC

15/11/2015 | 07:00


 Entres planetas, estrelas e galáxias espalhados pelo cosmos, há muita informação que o ser humano ainda tenta juntar para entender melhor o universo acima dos céus. A busca por respostas de questões como a origem do Sol, a velocidade dos cometas e quantas galáxias existem continua a encantar curiosos de todas as idades.

Algumas respostas podem ser obtidas no Planetário e Teatro Digital Johannes Kepler, atração da Sabina Escola Parque do Conhecimento (Rua Juquiá. Tel.: 4422-2001), em Santo André, na qual maquetes e uma sessão especial que mescla cinema e teatro realizam a imersão dos visitantes nesse mundo. Os ingressos custam entre R$ 10 e R$ 40 e o local funciona para o público em geral aos sábados, domingos e feriados, das 12h às 18h.

Aluno da Emeief Professora Mariangela Ferreira Aranda Fuzetto, Felipe Abreu Nunes, 8 anos, aproveitou ao máximo a excursão de sua escola ao local. “Há uma constelação chamada Cruzeiro do Sul, o Sol é feito de gases e Plutão é um planeta anão”, comentou. “Marte é o meu favorito e é onde os cientistas estão buscando por vida.”

Rebeca de Paula Diaz, 8, também esteve na visita na semana passada e disse: “Gosto bastante de aprender do que essas coisas são feitas. Na escola a gente tem aulas sobre isso e o planetário mostrou novidades de uma forma bem legal”.

OLIMPÍADA - As curiosidades sobre o universo também servem para competições. É o caso da OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia), com participação de jovens de todo o País tendo que fazer provas que abordam assuntos como o nome de algumas constelações e cálculos sobre os movimentos dos astros.

O andreense João Pedro Albiero Cezar, 12 anos, participou da edição deste ano e ficou com a medalha de bronze entre os alunos do 7º ano de todo o Brasil. “Faz uns três anos que entro na olimpíada e, desta vez, fui melhor. Foi uma surpresa e já penso nas medalhas de prata e ouro nos próximos anos”, comentou.

Ele conheceu a OBA por meio de sua escola, o Colégio Xingu, em Santo André. Além da prova, João Pedro também teve a missão de montar um foguete de papel. “Gosto muito de foguetes e tenho curiosidade de saber sobre o que existe fora da Terra. Deve ter coisas que ainda não conhecemos”, disse o menino, que sonha em trabalhar na Nasa, a agência espacial norte-americana.

Astrônomos analisam dados de telescópios de todo o mundo

O trabalho de se compreender melhor o que ocorre no universo fora da Terra fica a cargo da astronomia, ciência que estuda os chamados ‘astros’, casos de planetas, galáxias e o Sol. Na verdade, todo o estudo realizado leva em conta a luz que essas figuras refletem e é por meio dessa luminosidade que os cientistas analisam características gerais (como histórico, tempo de vida e massa).

Muitas pessoas podem imaginar que os astrônomos dedicam horas de seus dias observando o céu, mas a jornada desse profissional envolve estar em contato com informações vindas de todo o mundo, principalmente de computadores ligados a modernos telescópios.

Um dos pontos mais interessantes para se observar o que ocorre no universo é o Chile, na América do Sul. As condições climáticas da região fazem com que o país tenha muitas noites ‘limpas’ para se trabalhar.

CURIOSIDADES: O cometa mais famoso é o Halley, que foi visto pela primeira vez em 1910. Ele tem se distanciado do Sol e fará o caminho de volta a partir de 2023, podendo ser observado da Terra novamente em 2061;

Os planetas do Sistema Solar foram batizados em homenagem a antigas divindades romanas, casos de Vênus (a deusa da beleza) e Júpiter (nome latino de Zeus, senhor do Olimpo);

Cerca de 5.000 estrelas são visíveis a olho nu da Terra, mas isso é uma pequena parte do total. As galáxias, incluindo a Via Láctea (que abrange o Sistema Solar), possuem média de 100 bilhões de estrelas;

Pesquisadores da Universidade de Bochum, na Alemanha, tiraram a maior foto já feita da Via Láctea. A imagem é resultado de cinco anos de observações e foi feita com telescópios do Deserto do Atacama, no Chile.

Consultoria de Daniel Soler, astrônomo e coordenador científico do Planetário e Teatro Digital Johannes Kepler, na Sabina Escola Parque do Conhecimento, em Santo André.

 

 



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