Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 17 de Fevereiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

soraiapedrozo@dgabc.com.br | 4435-8057

Pequenas empresas ainda têm dificuldades para obter crédito


Luciano Feltrin
Do Diário do Grande ABC

13/09/2009 | 07:00


As primeiras afetadas pela piora da crise internacional foram as pequenas e médias empresas. Elas sentiram de perto quando o crédito secou.

Mesmo acreditando que o pior do choque passou, a maioria dos especialistas projeta que alguns fatores fazem com que a retomada dessas linhas de financiamento seja mais lenta. O principal deles é o risco de calotes que os bancos ainda percebem nesses clientes.

“Essas empresas ficaram devedoras quando os bancos reduziram as linhas”, afirma Adalberto Savioli, presidente da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento). Segundo números da entidade, os níveis de inadimplência para essa carteira alcançaram 3,4% ao mês em junho, salto de cerca de 70% em relação há um ano e meio.

Desde o agravamento da crise, o BC (Banco Central)anunciou uma série de medidas para tentar normalizar o crédito no País. As principais foram na direção de incentivar a compra de carteiras de crédito de bancos menores. O BC liberou R$ 42 bilhões para estimular esse movimento. Além disso, liberou aos bancos outros R$ 100 bilhões que até então eram depositados compulsoriamente.

Mesmo assim há analistas que consideram que tudo isso foi insuficiente. “O BC apenas apagou o incêndio. Os bancos só vão voltar a emprestar quando a economia der sinais seguros de que está bem”, diz o ex-economista-chefe da Febraban(Federação Brasileira de Bancos) Roberto Luis Troster.

Já para Carlos Antonio Rocca, do Cemec (Centro de Estudos do Mercado de Capitais), as empresas menores serão indiretamente beneficiadas pela volta das grandes à Bolsa. “Com esse canal de captação normalizado, as grandes empresas deixam os bancos livres para emprestar às menores”, projeta.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Pequenas empresas ainda têm dificuldades para obter crédito

Luciano Feltrin
Do Diário do Grande ABC

13/09/2009 | 07:00


As primeiras afetadas pela piora da crise internacional foram as pequenas e médias empresas. Elas sentiram de perto quando o crédito secou.

Mesmo acreditando que o pior do choque passou, a maioria dos especialistas projeta que alguns fatores fazem com que a retomada dessas linhas de financiamento seja mais lenta. O principal deles é o risco de calotes que os bancos ainda percebem nesses clientes.

“Essas empresas ficaram devedoras quando os bancos reduziram as linhas”, afirma Adalberto Savioli, presidente da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento). Segundo números da entidade, os níveis de inadimplência para essa carteira alcançaram 3,4% ao mês em junho, salto de cerca de 70% em relação há um ano e meio.

Desde o agravamento da crise, o BC (Banco Central)anunciou uma série de medidas para tentar normalizar o crédito no País. As principais foram na direção de incentivar a compra de carteiras de crédito de bancos menores. O BC liberou R$ 42 bilhões para estimular esse movimento. Além disso, liberou aos bancos outros R$ 100 bilhões que até então eram depositados compulsoriamente.

Mesmo assim há analistas que consideram que tudo isso foi insuficiente. “O BC apenas apagou o incêndio. Os bancos só vão voltar a emprestar quando a economia der sinais seguros de que está bem”, diz o ex-economista-chefe da Febraban(Federação Brasileira de Bancos) Roberto Luis Troster.

Já para Carlos Antonio Rocca, do Cemec (Centro de Estudos do Mercado de Capitais), as empresas menores serão indiretamente beneficiadas pela volta das grandes à Bolsa. “Com esse canal de captação normalizado, as grandes empresas deixam os bancos livres para emprestar às menores”, projeta.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;