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Para desembargador, juiz tem de evitar exposição

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Com atuação de sete anos no Grande ABC, Amorim recebe título de cidadão andreense


Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

04/11/2015 | 07:00


Desembargador do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), José Roberto Neves Amorim sustentou ontem que magistrados necessitam manter-se “neutros, imparciais e, ao mesmo tempo, equidistantes” em momento que o Poder Judiciário entrou no protagonismo de casos envolvendo crimes cometidos por políticos.

“É preciso evitar esse tipo de exposição midiática, desnecessária. A mídia vai noticiar, dar foco, isso sem problema, mas o juiz tem de preservar a equidistância.” Com atuação de sete anos no Grande ABC – atuou um ano em Santo André e seis em São Caetano –, ele recebeu ontem título de cidadão andreense, concedido pela vereadora Elian Santana (Pros).

Amorim considerou que “alguns magistrados acabam se perdendo um pouco” diante de eventual aparição exagerada na imprensa, entretanto, retirou da lista referida nomes de juízes como Sérgio Moro, responsável pela condução do processo da Operação Lava Jato, deflagrado pela PF (Polícia Federal). “Ele é sujeito que está aparecendo por conta das condenações que vem aplicando (a políticos). São públicas e noticia-se quem puniu. Isso é salutar para que a sociedade saiba o que está acontecendo e tenha tranquilidade que hoje se pune também aqueles que têm possibilidade de pagar bons advogados, acusados de crimes mais sérios, que envolvem corrupção e ausência de ética”, defendeu.

O juiz analisou que, atualmente, “os fatos começaram a aparecer” à Justiça devido à maturação das leis de Responsabilidade Fiscal, de 2000, e a de Anticorrupção, sancionada no fim de 2013. Segundo Amorim, o Judiciário está aparecendo porque está chegando a ele, após as investigações preliminares, as irregularidades praticadas nas administrações. “Estamos em salutar mutação, com maior atuação agora. Essas coisas antes não chegavam, sendo resolvidas entre os próprios políticos e não aflorava. Essa é a grande verdade. Com essas leis, a situação mudou (de panorama). Trouxeram grandes benefícios para o País.”

HOMENAGEM
Acompanhado de familiares e amigos, o magistrado, que está há 15 anos no Tribunal de Justiça, se emocionou em diversas ocasiões durante a solenidade no Legislativo. Amorim iniciou a carreira em 1984. Logo nesse ano inicial, ele, transferido, entrou de substituto na comarca de Santo André. “Comecei a trajetória aqui na cidade. Passagem marcante por ser, principalmente, a primeira experiência, pouco depois do concurso público.”  



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