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'Sou campeã mundial de judô'


Marcela Munhoz
Do Diário do Grande ABC

16/08/2009 | 07:04


Concentração. Dor. Ansiedade. Alegria. Há exatamente uma semana, Flávia Gomes, 15 anos, de São Caetano, estava sentindo tudo isso de uma vez só - e bem misturado - em Budapeste, capital da Hungria. A garota venceu a adversária japonesa na final do Campeonato Mundial de Judô, na categoria 57 kg, e trouxe a medalha de ouro para o Brasil.

"Juro que ainda não caiu a ficha. Foi uma experiência inexplicável. É o primeiro campeonato mundial de que participo e já ganhei. Estou muito satisfeita", diz Flávia, que confessa não ter sido nada fácil a conquista. "As meninas eram bem fortes, mas a que deu mais trabalho foi mesmo a japonesa da final. Usamos os quatro minutos do combate mais dois de prorrogação. Então, derrubei ela."

A judoca - que começou a praticar com 9 anos na escolinha de esportes da cidade - era a caçula da equipe brasileira. Durante os dias de prova, Flávia precisou ficar bem concentrada, mas depois do campeonato deu para conhecer o lugar. "É muito lindo, mas as pessoas se vestem com roupas estranhas, largas demais. Comi um prato feito com grão-de-bico e não gostei. Prefiro a comida brasileira."

Como qualquer adolescente da sua idade, a garota gosta de se arrumar e curte dar um toque especial no cabelo para cada luta. No dia da final, fez um rabo e alguns rolinhos nos fios. "Fica legal e não atrapalha."

Novos desafios - Agora, a mais nova campeã mundial da modalidade quer alcançar objetivos maiores. "Vou treinar bastante para participar das Olimpíadas." E desafia: "Quero vencer uma japonesa de novo, só que agora lá no Japão, onde o judô começou".

Poderosas
No início, o judô era praticado só por homens. Apesar de ter sido idealizado em 1882, somente 31 anos depois, em 1923, é que o Instituto Kodokan inaugurou um departamento experimental de judô feminino. Em 1934, o curso virou oficial, e as mulheres não deixaram mais de ocupar o tatame.

Entre as brasileiras que se destacaram estão Patrícia Silva, Ana Maria de Carvalho, Cristina de Carvalho e Kasue Ueda, as primeiras participantes de torneios na modalidade. Edinanci Silva é a judoca brasileira recordista em Olimpíadas, com quatro disputas.

Ketleyn Quadros entrou para a história em agosto do ano passado ao conquistar o bronze nos Jogos de Pequim, tornando-se a primeira mulher do País a ganhar uma medalha olímpica em esporte individual.



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