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O horizonte além da crise


Carlos Boschetti

22/10/2015 | 07:03


Apesar de o Brasil viver fortes turbulências política e econômica, ainda assim é um País de oportunidades. O ajuste fiscal que está em negociação com o Congresso tem o propósito de estabilizar o Orçamento da União, fortalecer o equilíbrio das contas e gerar um superavit fiscal que assegure o pagamento da dívida com seus credores locais e internacionais. O ambiente de curto prazo é de muita análise para tomar qualquer decisão de longo prazo, devido às propostas que foram apresentadas no primeiro semestre de privatização e flexibilização de investimentos em infraestrutura e logística, abrangendo portos, aeroportos, rodovias, vendas de ativos da União,

Mesmo com pouca visibilidade e muita névoa, sabemos que a retomada econômica está já sendo tratada e planejada entre vários ministérios que trabalham nos bastidores para simplificar e tornar mais atrativos os programas já anunciados de privatização para 2016. Como todos sabemos, o segmento da construção civil é o primeiro a sentir o impacto da crise. Todavia, é o primeiro a reagir a investimentos de grande porte em infraestrutura e geração de empregos de várias especialidades, proporcionando um aumento rápido na geração de renda que fatalmente aumenta o consumo, reativando os motores da economia.

O grande desafio é a passagem pelo vale da retração e recessão que estamos vivendo. A queda no consumo em 2015 foi muito acima da previsão dos mais pessimistas analistas financeiros. No entanto, o empresário nacional já vivenciou grandes desafios nas últimas quatro décadas, desde a escassez do petróleo, hiperinflação, abertura do mercado, planos econômicos e estabilidade econômica. Sabemos que na crise é que se encontram novas oportunidades, e para tanto, torna-se mandatória uma mudança na forma de conduzir o negócio, aproveitando o momento tão delicado, inovar e aumentar a produtividade. Na era do crescimento, pouco se foca na gestão dos custos e na performance da cadeia de valor da empresa.

Seguem abaixo algumas dicas para inovar, aumentar a produtividade de sua empresa e preservar os principais ativos:

1– Levante a cadeia de valor de seu negócio, desde seus fornecedores, ambiente interno de operação e seus clientes, principalmente nos contratos e custos, tornando claras as margens de contribuição;

2– Mensure todas as atividades e os custos associados, classificando conforme categorias abaixo:

a – Mandatório;

b – Importante;

c – Legal ter.

3 – Identifique as atividades vitais que assegurem a produtividade e a qualidade do produto e/ou dos serviços prestados;

4 – Reveja os processos e sistemas buscando uma otimização, simplificação e eliminação de atividades e ações obsoletas e desnecessárias;

5 – Reveja o portfólio e reflita sobre os ganhos nos preços. Pense em como oferecer uma nova abordagem comercial aos clientes, fortalecendo a parceria e criando um novo ambiente de negócio no conceito ‘win & win’ – ‘ganha & ganha’ em português –, estabelecendo uma nova relação para que ambos superem as adversidades de curto prazo e criem uma abordagem positiva para quando a retomada econômica, a meio prazo, ao longo de 2016, ocorrer;

6 – Encontre novos mercados. Para exportar, é um bom momento com o câmbio desvalorizado. Mas isso requer estudo específico para cada mercado e conhecimento do consumidor e das leis de proteção ao mesmo.

Uma das iniciativas que se torna importante em momentos de aumento da carga tributária é a revisão do modelo e regime tributário. Verifique se seu modelo é o mais adequado à realidade da empresa para os próximos três anos.

Devido à complexidade tributária/contábil, os empreendedores não se envolvem no tema, delegando para os contadores a gestão contábil/fiscal de seus negócios, perdendo uma grande oportunidade de inovarem e reduzirem os impostos e encargos sociais, bem como os riscos fiscais.

Nesse momento de transição é muito importante a compreensão do futuro e de que forma será a retomada da economia. Para tanto, as empresas médias e pequenas que lutam pela sobrevivência precisam de uma melhor visibilidade do futuro de médio prazo, principalmente para os próximos três anos, para melhorar a assertividade das decisões e isso só é possível através de planos táticos que assegurem a performance financeira e mercadológica em mares revoltos e assegurem a navegabilidade até em mares calmos e previsíveis.

Para finalizar, o momento requer uma nova postura empresarial, acreditando no futuro sem perder o controle do navio e da trajetória de crescimento. Para tanto é necessária uma nova atitude de gestão de custo, de inovação e aumento de produtividade, seguindo o plano estabelecido nos cenários recessivos, de estabilização e na retomada de crescimento.
 



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O horizonte além da crise

Carlos Boschetti

22/10/2015 | 07:03


Apesar de o Brasil viver fortes turbulências política e econômica, ainda assim é um País de oportunidades. O ajuste fiscal que está em negociação com o Congresso tem o propósito de estabilizar o Orçamento da União, fortalecer o equilíbrio das contas e gerar um superavit fiscal que assegure o pagamento da dívida com seus credores locais e internacionais. O ambiente de curto prazo é de muita análise para tomar qualquer decisão de longo prazo, devido às propostas que foram apresentadas no primeiro semestre de privatização e flexibilização de investimentos em infraestrutura e logística, abrangendo portos, aeroportos, rodovias, vendas de ativos da União,

Mesmo com pouca visibilidade e muita névoa, sabemos que a retomada econômica está já sendo tratada e planejada entre vários ministérios que trabalham nos bastidores para simplificar e tornar mais atrativos os programas já anunciados de privatização para 2016. Como todos sabemos, o segmento da construção civil é o primeiro a sentir o impacto da crise. Todavia, é o primeiro a reagir a investimentos de grande porte em infraestrutura e geração de empregos de várias especialidades, proporcionando um aumento rápido na geração de renda que fatalmente aumenta o consumo, reativando os motores da economia.

O grande desafio é a passagem pelo vale da retração e recessão que estamos vivendo. A queda no consumo em 2015 foi muito acima da previsão dos mais pessimistas analistas financeiros. No entanto, o empresário nacional já vivenciou grandes desafios nas últimas quatro décadas, desde a escassez do petróleo, hiperinflação, abertura do mercado, planos econômicos e estabilidade econômica. Sabemos que na crise é que se encontram novas oportunidades, e para tanto, torna-se mandatória uma mudança na forma de conduzir o negócio, aproveitando o momento tão delicado, inovar e aumentar a produtividade. Na era do crescimento, pouco se foca na gestão dos custos e na performance da cadeia de valor da empresa.

Seguem abaixo algumas dicas para inovar, aumentar a produtividade de sua empresa e preservar os principais ativos:

1– Levante a cadeia de valor de seu negócio, desde seus fornecedores, ambiente interno de operação e seus clientes, principalmente nos contratos e custos, tornando claras as margens de contribuição;

2– Mensure todas as atividades e os custos associados, classificando conforme categorias abaixo:

a – Mandatório;

b – Importante;

c – Legal ter.

3 – Identifique as atividades vitais que assegurem a produtividade e a qualidade do produto e/ou dos serviços prestados;

4 – Reveja os processos e sistemas buscando uma otimização, simplificação e eliminação de atividades e ações obsoletas e desnecessárias;

5 – Reveja o portfólio e reflita sobre os ganhos nos preços. Pense em como oferecer uma nova abordagem comercial aos clientes, fortalecendo a parceria e criando um novo ambiente de negócio no conceito ‘win & win’ – ‘ganha & ganha’ em português –, estabelecendo uma nova relação para que ambos superem as adversidades de curto prazo e criem uma abordagem positiva para quando a retomada econômica, a meio prazo, ao longo de 2016, ocorrer;

6 – Encontre novos mercados. Para exportar, é um bom momento com o câmbio desvalorizado. Mas isso requer estudo específico para cada mercado e conhecimento do consumidor e das leis de proteção ao mesmo.

Uma das iniciativas que se torna importante em momentos de aumento da carga tributária é a revisão do modelo e regime tributário. Verifique se seu modelo é o mais adequado à realidade da empresa para os próximos três anos.

Devido à complexidade tributária/contábil, os empreendedores não se envolvem no tema, delegando para os contadores a gestão contábil/fiscal de seus negócios, perdendo uma grande oportunidade de inovarem e reduzirem os impostos e encargos sociais, bem como os riscos fiscais.

Nesse momento de transição é muito importante a compreensão do futuro e de que forma será a retomada da economia. Para tanto, as empresas médias e pequenas que lutam pela sobrevivência precisam de uma melhor visibilidade do futuro de médio prazo, principalmente para os próximos três anos, para melhorar a assertividade das decisões e isso só é possível através de planos táticos que assegurem a performance financeira e mercadológica em mares revoltos e assegurem a navegabilidade até em mares calmos e previsíveis.

Para finalizar, o momento requer uma nova postura empresarial, acreditando no futuro sem perder o controle do navio e da trajetória de crescimento. Para tanto é necessária uma nova atitude de gestão de custo, de inovação e aumento de produtividade, seguindo o plano estabelecido nos cenários recessivos, de estabilização e na retomada de crescimento.
 

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