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Preço de coquetel anti-Aids tem variaçao de até 1.000%


Do Diário do Grande ABC

10/11/2000 | 00:16


Na luta para a reduçao dos preços dos medicamentos que compoem o coquetel anti-Aids no mercado internacional, o governo brasileiro estará disponibilizando até o fim do ano um banco de dados pela Internet, cujo objetivo é comparar os valores praticados por diferentes empresas nos diversos países. De acordo com números apresentados durante o Fórum 2000 - Conferência da América Latina e Caribe em HIV/Aids, o preço de um mesmo produto pode variar em até 1.000%.

Em razao dessa disparidade, o gasto anual com o tratamento de um paciente com o coquetel vai de US$ 2.568 a até US$ 9.168. "Com o banco de dados, os países poderao comparar preços e saber onde buscar o medicamento mais barato", afirmou ontem o coordenador do Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde, Paulo Teixeira. O governo brasileiro já está fazendo licitaçao para escolher a empresa de informática que irá desenvolver o banco de dados. Teixeira espera ainda poder contar com a colaboraçao de outros países latino-americanos e caribenhos. "Estamos discutindo essa parceria, mas nós vamos fazer o site de qualquer maneira", garantiu.

Açao conjunta - Uma parceria fechada quinta durante o fórum foi a dos empresários do Brasil, Argentina e Paraguai para a formaçao de um Conselho Empresarial do Mercosul em HIV/Aids. O Uruguai e o Chile já se comprometeram a aderir em breve. A idéia é desenvolver uma pauta conjunta de açoes de prevençao à Aids nas empresas. "Essa parceria é muito importante porque alonga os braços e as pernas do governo, fazendo os programas terem uma abrangência e continuidade que dificilmente alcançaríamos", afirmou o coordenador do Programa Nacional de DST/Aids do Paraguai, Nicolas Aguayo.

Em países como a Argentina e o Chile, onde nunca foram feitas campanhas de prevençao, a parceria com as empresas é considerada fundamental. Entre as açoes a serem desenvolvidas nas empresas está a distribuiçao de material explicativo, bem como a de preservativos. Outra idéia é a divulgaçao de cuidados de prevençao em campanhas de lançamentos de produtos. Uma empresa de telecomunicaçoes no Brasil já lançou cartoes telefônicos, por exemplo, com dicas de como se tornar menos vulnerável à infecçao.



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Preço de coquetel anti-Aids tem variaçao de até 1.000%

Do Diário do Grande ABC

10/11/2000 | 00:16


Na luta para a reduçao dos preços dos medicamentos que compoem o coquetel anti-Aids no mercado internacional, o governo brasileiro estará disponibilizando até o fim do ano um banco de dados pela Internet, cujo objetivo é comparar os valores praticados por diferentes empresas nos diversos países. De acordo com números apresentados durante o Fórum 2000 - Conferência da América Latina e Caribe em HIV/Aids, o preço de um mesmo produto pode variar em até 1.000%.

Em razao dessa disparidade, o gasto anual com o tratamento de um paciente com o coquetel vai de US$ 2.568 a até US$ 9.168. "Com o banco de dados, os países poderao comparar preços e saber onde buscar o medicamento mais barato", afirmou ontem o coordenador do Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde, Paulo Teixeira. O governo brasileiro já está fazendo licitaçao para escolher a empresa de informática que irá desenvolver o banco de dados. Teixeira espera ainda poder contar com a colaboraçao de outros países latino-americanos e caribenhos. "Estamos discutindo essa parceria, mas nós vamos fazer o site de qualquer maneira", garantiu.

Açao conjunta - Uma parceria fechada quinta durante o fórum foi a dos empresários do Brasil, Argentina e Paraguai para a formaçao de um Conselho Empresarial do Mercosul em HIV/Aids. O Uruguai e o Chile já se comprometeram a aderir em breve. A idéia é desenvolver uma pauta conjunta de açoes de prevençao à Aids nas empresas. "Essa parceria é muito importante porque alonga os braços e as pernas do governo, fazendo os programas terem uma abrangência e continuidade que dificilmente alcançaríamos", afirmou o coordenador do Programa Nacional de DST/Aids do Paraguai, Nicolas Aguayo.

Em países como a Argentina e o Chile, onde nunca foram feitas campanhas de prevençao, a parceria com as empresas é considerada fundamental. Entre as açoes a serem desenvolvidas nas empresas está a distribuiçao de material explicativo, bem como a de preservativos. Outra idéia é a divulgaçao de cuidados de prevençao em campanhas de lançamentos de produtos. Uma empresa de telecomunicaçoes no Brasil já lançou cartoes telefônicos, por exemplo, com dicas de como se tornar menos vulnerável à infecçao.

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