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Micro empresas voltam a contratar


Anderson Amaral
Do Diário do Grande ABC

22/06/2006 | 08:29


O nível de emprego nas micro e pequenas empresas do Grande ABC se recuperou e registrou alta de 1,7% em abril na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo pesquisa feita pelo Sebrae-SP (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo) em parceria com a Fundação Seade.

Ante março, a alta foi de 8,9%. O resultado, contudo, foi insuficiente para compensar o fraco desempenho obtido nos três primeiros meses do ano. Assim, no quadrimestre, o pessoal ocupado nas MPEs da região encolheu 2,8%.

Para o economista Pedro João Gonçalves, do Sebrae-SP, as micro e pequenas empresas do Grande ABC – em especial as de bens intermediários, fabricantes de insumos e prestadoras de serviços – estão sendo beneficiadas pela discreta recuperação da economia observada neste ano.

“À medida que as grande empresas se recuperam, em função da maior oferta de crédito ao consumidor e do corte lento porém contínuo no juro, tendem a puxar as MPEs onde estão instaladas”, revela o economista da entidade.

O resultado contrasta com a redução no nível de ocupação das MPEs do Estado (-0,7%), a primeira no comparativo de 12 meses desde agosto de 2004. Segundo a pesquisa, foram fechados 43 mil vagas em abril nas MPEs paulistas. Na Grande São Paulo, houve queda de 0,2% na mesma relação.

Para o Sebrae-SP, o quadro reflete a queda de 8,5% na receita do setor em abril contra igual mês de 2005 e de 4,8% ante março no Estado, em função do excesso de feriados e da diminuição de dias úteis. Na Grande ABC, a redução foi menor (-1,3% na comparação mensal), o que explicaria, na visão do economista, os melhores resultados de emprego da região em abril.

Apesar dos números negativos, a retração no nível de emprego nas micro e pequenas empresas não deve ser uma tendência, ressalta Gonçalves. “O cenário da economia é relativamente favorável, com inflação sob controle, reajuste no salário mínimo e melhores condições de consumo”, avalia.

No corte por atividades, as MPEs da indústria tiveram queda de 0,4% no pessoal ocupado em abril contra igual mês de 2005 e alta de 1,3% no mês. No comércio, houve alta de 1,0% na comparação anual e queda de 0,9% ante março. Já o setor de serviços caiu 3,4% e 0,2 nos dois índices, respectivamente.

Rendimento – A despeito da queda no faturamento, os rendimentos reais de empregados das micro e pequenas empresas do Grande ABC cresceram 1,3% em abril ante o mesmo mês de 2005 e 3,9% no ano. No mês, houve queda de 4,7%.

“O mercado está pagando melhor, seguindo a melhora no nível de atividade na economia nacional. Desta maneira, as micro e pequenas empresas têm de seguir a tendência, até para não perder seus melhores quadros”, diz Gonçalves.

Em abril, o rendimento médio dos empregados das MPEs da região foi de R$ 701, ante R$ 801 na capital, R$ 775 na Grande São Paulo e R$ 690 na média paulista. Apesar do aumento nas comparações longas, o rendimento ainda está longe do recorde para um mês de abril na região (R$ 766), pago em 2001.

Primeiro – A vendedora Karine de Almeida Gonçalves, 24 anos, foi uma das beneficiadas pela discreta recuperação do emprego nas MPEs da região. Monitora de um veículo de transporte escolar há um ano, ela sonhava com um emprego com carteira assinada. “Quero cursar uma faculdade mas, fazendo bicos, não dava para ter segurança”, avalia a vendedora, de Santo André.

Foi quando Karina e a mãe entraram no Bazar Fiomil, situado no Parque das Nações, para comprar linhas e agulhas de costura. Fiéis consumidoras do local, foram avisadas pelo dono do estabelecimento da existência da vaga.

Karina abandonou a “perua” e não deixou a vaga escapar. É seu primeiro emprego com carteira assinada. “Estou feliz porque o bazar abriu suas portas pra mim”, afirma a vendedora, que concluiu o ensino médio. O próximo passo é voltar aos bancos escolares, o que deve ocorrer só em 2007.


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Micro empresas voltam a contratar

Anderson Amaral
Do Diário do Grande ABC

22/06/2006 | 08:29


O nível de emprego nas micro e pequenas empresas do Grande ABC se recuperou e registrou alta de 1,7% em abril na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo pesquisa feita pelo Sebrae-SP (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo) em parceria com a Fundação Seade.

Ante março, a alta foi de 8,9%. O resultado, contudo, foi insuficiente para compensar o fraco desempenho obtido nos três primeiros meses do ano. Assim, no quadrimestre, o pessoal ocupado nas MPEs da região encolheu 2,8%.

Para o economista Pedro João Gonçalves, do Sebrae-SP, as micro e pequenas empresas do Grande ABC – em especial as de bens intermediários, fabricantes de insumos e prestadoras de serviços – estão sendo beneficiadas pela discreta recuperação da economia observada neste ano.

“À medida que as grande empresas se recuperam, em função da maior oferta de crédito ao consumidor e do corte lento porém contínuo no juro, tendem a puxar as MPEs onde estão instaladas”, revela o economista da entidade.

O resultado contrasta com a redução no nível de ocupação das MPEs do Estado (-0,7%), a primeira no comparativo de 12 meses desde agosto de 2004. Segundo a pesquisa, foram fechados 43 mil vagas em abril nas MPEs paulistas. Na Grande São Paulo, houve queda de 0,2% na mesma relação.

Para o Sebrae-SP, o quadro reflete a queda de 8,5% na receita do setor em abril contra igual mês de 2005 e de 4,8% ante março no Estado, em função do excesso de feriados e da diminuição de dias úteis. Na Grande ABC, a redução foi menor (-1,3% na comparação mensal), o que explicaria, na visão do economista, os melhores resultados de emprego da região em abril.

Apesar dos números negativos, a retração no nível de emprego nas micro e pequenas empresas não deve ser uma tendência, ressalta Gonçalves. “O cenário da economia é relativamente favorável, com inflação sob controle, reajuste no salário mínimo e melhores condições de consumo”, avalia.

No corte por atividades, as MPEs da indústria tiveram queda de 0,4% no pessoal ocupado em abril contra igual mês de 2005 e alta de 1,3% no mês. No comércio, houve alta de 1,0% na comparação anual e queda de 0,9% ante março. Já o setor de serviços caiu 3,4% e 0,2 nos dois índices, respectivamente.

Rendimento – A despeito da queda no faturamento, os rendimentos reais de empregados das micro e pequenas empresas do Grande ABC cresceram 1,3% em abril ante o mesmo mês de 2005 e 3,9% no ano. No mês, houve queda de 4,7%.

“O mercado está pagando melhor, seguindo a melhora no nível de atividade na economia nacional. Desta maneira, as micro e pequenas empresas têm de seguir a tendência, até para não perder seus melhores quadros”, diz Gonçalves.

Em abril, o rendimento médio dos empregados das MPEs da região foi de R$ 701, ante R$ 801 na capital, R$ 775 na Grande São Paulo e R$ 690 na média paulista. Apesar do aumento nas comparações longas, o rendimento ainda está longe do recorde para um mês de abril na região (R$ 766), pago em 2001.

Primeiro – A vendedora Karine de Almeida Gonçalves, 24 anos, foi uma das beneficiadas pela discreta recuperação do emprego nas MPEs da região. Monitora de um veículo de transporte escolar há um ano, ela sonhava com um emprego com carteira assinada. “Quero cursar uma faculdade mas, fazendo bicos, não dava para ter segurança”, avalia a vendedora, de Santo André.

Foi quando Karina e a mãe entraram no Bazar Fiomil, situado no Parque das Nações, para comprar linhas e agulhas de costura. Fiéis consumidoras do local, foram avisadas pelo dono do estabelecimento da existência da vaga.

Karina abandonou a “perua” e não deixou a vaga escapar. É seu primeiro emprego com carteira assinada. “Estou feliz porque o bazar abriu suas portas pra mim”, afirma a vendedora, que concluiu o ensino médio. O próximo passo é voltar aos bancos escolares, o que deve ocorrer só em 2007.

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