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Família dá ultimato pelo uso do Vera Cruz

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Contrato é assinado, mas detentores do nome de histórico estúdio querem pagamento na terça


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

16/10/2015 | 07:00


Detentora da marca Vera Cruz, a família Khouri determinou que a Telem S.A (Técnicas Eletromecânicas) precisa depositar os R$ 20 mil da primeira parcela do acordo até terça-feira para garantir o uso do nome no histórico complexo cinematográfico de São Bernardo, situado na Avenida Lucas Nogueira Garcez, e que se tornou referência da sétima arte no País entre os anos 1949 e 1955.

O contrato reformulado foi assinado ontem entre os proprietários dos royalties e a Telem, empresa que ganhou concessão do governo do prefeito Luiz Marinho (PT) para investir no espaço, se comprometendo a desembolsar R$ 156 milhões em investimentos em troca da exploração do local pelos próximos 30 anos.

Ao todo, os proprietários cobram R$ 550 mil pela cessão onerosa, também por período de 30 anos, e estabeleceram regra após a Telem dar calote no primeiro contrato, que previa quitação em cinco parcelas de R$ 105 mil.

Diante da proibição pelo uso da marca por causa da inadimplência, a Telem sugeriu novo acordo, dividido em 15 parcelas, a partir deste mês e com duração até dezembro do ano que vem. Foi aceito.

“Concordamos com a nova proposta, mas se até terça-feira não for honrado o acordo, não há mais negócio. Eles não deverão nada, mas também não poderão usufruir do nome”, argumentou Wilfred Khouri, representante da família proprietária da marca.

O novo acordo foi selado na sede da Telem, na Capital, e contou com a presença do secretário de Cultura de Marinho, Osvaldo Oliveira Neto.

Khouri revelou que a empresa admitiu a ele problemas com inadimplência por descumprir primeiro acordo financeiro. “Acabamos entendendo a situação. E buscamos essa convergência. O que tinha sido ruim foi a condução inicial por parte da empresa, que diante de estourar o vencimento legal, não dialogou”, adicionou.

No antigo documento, a primeira fatia, no valor de R$ 105 mil, estava estabelecida para ser quitada em 5 de setembro, com carência de um mês, porém, o débito não foi honrado. “Agora, estou com boa perspectiva porque houve disposição pelo acerto e a Prefeitura também ajudou”, concluiu Khouri.

Os pagamentos foram estipulados para todo dia 20 de cada mês. Em caso de atraso, a partir da parcela de novembro, está prevista carência de 30 dias, que será acrescida de multa e juros. 



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