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Motorista tem carro furtado dentro de hipermercado

Caso aconteceu em março, mas, até agora, Carrefour Demarchi não ressarciu o cliente


Yago Delbuoni
Especial para o Diário

16/10/2015 | 07:00


O desempregado Willian Pires, 22 anos, teve o carro furtado dentro do Carrefour do bairro Demarchi, em São Bernardo. O problema ocorreu no dia 23 de maio e, até agora, o hipermercado não ressarciu o consumidor. O Gol ano 1994 estava avaliado em R$ 6.600.

Pires contou que o furto aconteceu enquanto ele e a namorada faziam compras. “Demoramos 15 minutos. Na volta, o carro não estava onde deixei. Nós e o vigilante tentamos procurar, mas não achamos.”

Segundo Pires, a gerência do estabelecimento entregou lista com os documentos necessários para notificar o sumiço do veículo.“Pediram cópias do RG, CPF, CNH (Carteira Nacional de Habilitação), boletim de ocorrência, cupom fiscal, comprovante de residência, e o DUT (Documento Único de Transferência). Foi dado prazo de 90 dias para que a empresa resolvesse o caso.”

Passado o período, porém, nada de solução. Quando procurou novamente o Carrefour, Pires foi atendido por outro representante, que informou que o procedimento deveria ser repetido e o prazo, estendido para dois meses ou mais. Indignado, ele acionou o Procon. “Sequer entraram em contato comigo. Foram marcadas duas audiências para solucionar o problema. Na segunda, um representante do escritório jurídico do Carrefour me disse que não haveria acordo.”

Pires é técnico em eletrônica e perdeu o emprego no mesmo mês em que ficou sem o automóvel. “Tinha planejado vender o carro para fazer intercâmbio para a Califórnia, nos Estados Unidos. Tive que adiar os meus planos.”

O professor da Faculdade de Direito de São Bernardo e advogado especialista em Direito do Consumidor Arthur Rollo disse que a responsabilidade pelo pagamento é do hipermercado. “O consumidor poderia optar pelos mercadinhos de rua, mas não tem a comodidade que um hipermercado oferece, como o estacionamento. É um absurdo. Não se justifica uma atuação assim de empresa que tem importância mundial.”

Rollo avalia que a falta de sensibilidade do Carrefour pode levar ao acionamento por danos morais e materiais. “Muitos consumidores não sabem como agir. A empresa pode propor acordo muito ruim e o cliente fica prejudicado pelo tempo perdido.”

O advogado mencionou que , em casos como o de Pires, alguns procedimentos são necessários. “É preciso registrar boletim de ocorrência, solicitar imagens do circuito interno, fazer uma carta informando sobre o assalto, mencionar o prejuízo e o cartão do estacionamento. Se não tiver retorno em 15 dias, pode entrar com ação na Justiça.”

Procurado, o Carrefour afirmou, em nota, lamentar o ocorrido e se comprometeu a ressarcir o cliente com o valor do veículo em questão após analisar a documentação enviada. Não foi dado prazo. Mesmo com o pagamento do carro, Pires pensa em acionar na Justiça o hipermercado. “Por danos morais, para que nos próximos casos tenham mais atenção com o cliente.” 



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Motorista tem carro furtado dentro de hipermercado

Caso aconteceu em março, mas, até agora, Carrefour Demarchi não ressarciu o cliente

Yago Delbuoni
Especial para o Diário

16/10/2015 | 07:00


O desempregado Willian Pires, 22 anos, teve o carro furtado dentro do Carrefour do bairro Demarchi, em São Bernardo. O problema ocorreu no dia 23 de maio e, até agora, o hipermercado não ressarciu o consumidor. O Gol ano 1994 estava avaliado em R$ 6.600.

Pires contou que o furto aconteceu enquanto ele e a namorada faziam compras. “Demoramos 15 minutos. Na volta, o carro não estava onde deixei. Nós e o vigilante tentamos procurar, mas não achamos.”

Segundo Pires, a gerência do estabelecimento entregou lista com os documentos necessários para notificar o sumiço do veículo.“Pediram cópias do RG, CPF, CNH (Carteira Nacional de Habilitação), boletim de ocorrência, cupom fiscal, comprovante de residência, e o DUT (Documento Único de Transferência). Foi dado prazo de 90 dias para que a empresa resolvesse o caso.”

Passado o período, porém, nada de solução. Quando procurou novamente o Carrefour, Pires foi atendido por outro representante, que informou que o procedimento deveria ser repetido e o prazo, estendido para dois meses ou mais. Indignado, ele acionou o Procon. “Sequer entraram em contato comigo. Foram marcadas duas audiências para solucionar o problema. Na segunda, um representante do escritório jurídico do Carrefour me disse que não haveria acordo.”

Pires é técnico em eletrônica e perdeu o emprego no mesmo mês em que ficou sem o automóvel. “Tinha planejado vender o carro para fazer intercâmbio para a Califórnia, nos Estados Unidos. Tive que adiar os meus planos.”

O professor da Faculdade de Direito de São Bernardo e advogado especialista em Direito do Consumidor Arthur Rollo disse que a responsabilidade pelo pagamento é do hipermercado. “O consumidor poderia optar pelos mercadinhos de rua, mas não tem a comodidade que um hipermercado oferece, como o estacionamento. É um absurdo. Não se justifica uma atuação assim de empresa que tem importância mundial.”

Rollo avalia que a falta de sensibilidade do Carrefour pode levar ao acionamento por danos morais e materiais. “Muitos consumidores não sabem como agir. A empresa pode propor acordo muito ruim e o cliente fica prejudicado pelo tempo perdido.”

O advogado mencionou que , em casos como o de Pires, alguns procedimentos são necessários. “É preciso registrar boletim de ocorrência, solicitar imagens do circuito interno, fazer uma carta informando sobre o assalto, mencionar o prejuízo e o cartão do estacionamento. Se não tiver retorno em 15 dias, pode entrar com ação na Justiça.”

Procurado, o Carrefour afirmou, em nota, lamentar o ocorrido e se comprometeu a ressarcir o cliente com o valor do veículo em questão após analisar a documentação enviada. Não foi dado prazo. Mesmo com o pagamento do carro, Pires pensa em acionar na Justiça o hipermercado. “Por danos morais, para que nos próximos casos tenham mais atenção com o cliente.” 

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