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Pólo de Diadema começa a exportar para cubanos


Luiz Federico
Do Diário do Grande ABC

09/02/2006 | 07:56


Os produtos fabricados por 18 empresas associadas ao Pólo de Cosméticos de Diadema vão embelezar a ilha de Fidel Castro a partir deste mês. A entidade fechou contrato de US$ 1,3 milhão com cooperativas cubanas e, segundo estimativas do coordenador geral do pólo, Ricardo Fioravante, as vendas externas poderão crescer 60% com a incursão ao país caribenho.

Segundo o coordenador, Cuba não compra cosméticos desde novembro do ano passado. “Eles estão querendo renovar seus fornecedores. Cuba comprava da Espanha e da China. Agora, firmou parceria com Brasil, Índia e Venezuela, e diminuiu o fluxo comercial com os chineses”, explica.

Fioravante e outros representantes do pólo estiveram pela sexta vez, na semana passada, em Havana, capital de Cuba, para dar contornos finais ao contrato. As negociações com os gerentes comerciais das empresas Cimex e TRD começaram em julho do ano passado.

A TRD é uma gigante estatal vinculada às Forças Armadas de Cuba. Possui mil pontos de venda espalhados pela ilha – a maioria lojas de departamento. Importou US$ 600 milhões em cosméticos no ano passado e faturou US$ 1,8 bilhão. A Cimex é uma grande distribuidora que detém o monopólio de importação e exportação de mercadorias na ilha de Fidel Castro.

Com esse potencial de vendas e com a demanda cubana reprimida, o Pólo de Cosméticos espera alavancar em 60% o faturamento total com exportações, atualmente de US$ 2,8 milhões. “Nossa expectativa, se confirmada, será enviar US$ 280 mil por mês a Cuba”, diz Fioravante.

Negociação – Como o fornecimento de produtos em Cuba é centralizado, as negociações demoravam muito para sair do papel, pois dependiam da análise governamental em vários níveis hierárquicos. “Tendo em vista que o poder de consumo do povo cubano é baixo, inicialmente oferecemos produtos mais baratos. Conforme percebemos que a aceitação era boa, propusemos itens de maior valor agregado”, explica o coordenador do pólo.

Dentro do mix de produtos que seguirá para Cuba ainda neste mês, a partir do porto de Santos, estão incluídos linhas de tratamento de cabelo e corpo para salões de beleza, maquiagem exclusiva para atores e artistas circenses, além de uma gama de produtos voltados para o público infantil.

Um dos fatores que influenciou a decisão dos cubanos de comprar do Brasil foi o preço do frete, além do tipo de embalagem e fragrância dos produtos. O transporte de um contêiner de 20 pés para Cuba, em média, chegou a ser cotado a US$ 3.900. “Como o movimento de carga para Cuba é baixo, o preço do frete é muito alto”, diz Fioravante. “Mas as negociações foram tão boas que conseguimos fechar em US$ 1.900, valor mais barato que o frete cobrado pelos espanhóis.”

O plano de aumentar as vendas externas das empresas do Pólo de Cosméticos de Diadema, formado por 68 companhias, incluem também a aproximação, ainda neste ano, com mercados latino-americanos, principalmente de Peru, Colômbia, Chile, Venezuela e Argentina. Algumas empresas do pólo já exportam para países do Oriente Médio, Europa e África.



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