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S.Caetano faz primeira final contra o Botafogo pelo acesso à Série C

Nario Barbosa/DGABC:  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Azulão vai a campo em Ribeirão Preto
com missão de trazer bom resultado


Felipe Simões

11/10/2015 | 07:00


Chegou o grande dia. O momento mais importante do São Caetano na temporada se resume aos dois jogos contra o Botafogo, de Ribeirão Preto, pelas quartas de final da Série D do Campeonato Brasileiro. Isso porque quem sair vitorioso da decisão de 180 minutos, que começa às 19h deste domingo, no Estádio Santa Cruz, no Interior, garantirá o acesso à Série C e terá calendário cheio para a próxima temporada – fator decisivo para a contratação de atletas e manutenção de elenco em 2016.

Capitão do São Caetano, o goleiro Saulo sabe da responsabilidade e da necessidade de conquistar o acesso – e esse objetivo passa pela primeira partida, hoje. Por isso, ele ressalta a importância de se fazer um bom resultado fora de casa para trazer a vantagem para o Grande ABC. “Bom é trazer a vitória, mas sabemos que será um jogo duro. Qualquer detalhe pode decidir a partida. Se não conseguirmos, trazer um empate não seria mau resultado”, comentou.

Durante a semana, o experiente arqueiro ainda procurou tranquilizar os atletas mais jovens para enfrentar mais de 20 mil torcedores em Ribeirão Preto. “Temos de passar a maior tranquilidade possível para os mais novos e demonstrar confiança no trabalho e que podemos conquistar bom resultado”, avaliou o veterano.

Outro que tem papel fundamental em manter o time tranquilo e coeso é o técnico Luís Carlos Martins. Bastante experiente e conhecido pelo apelido de Rei do Acesso, o treinador já coleciona 14 subidas de divisão e está confiante na 15ª.

“Até o momento nós fizemos tudo que tinha de ser feito e temos a melhor campanha no geral. Agora vamos para uma final de 180 minutos, na qual tudo pode acontecer. Ficamos somente dois jogos sem fazer gols na competição, temos uma defesa que é pouco vazada. Isso dá uma tranquilidade maior para essa decisão”, afirmou ele.

Para conquistar o objetivo, o São Caetano vai manter o estilo ofensivo de jogar. Dono do melhor ataque da competição, com 23 gols, o Azulão aposta na dupla que marcou 78,2% dos tentos da equipe na Série D – Jô, artilheiro com 12, e Robson, que anotou seis. “A força de ataque é uma das nossas principais características”, comentou Robson.

Martins ainda não definiu a equipe. A única dúvida é no meio. Daniel Costa pode dar lugar a Eduardo Luiz ou Ferreira, preocupado com a força do Botafogo, empurrado por sua torcida. E, mesmo com três volantes, durante os treinos da semana, o time demonstrou boa saída de bola – fundamental para dar um passo rumo ao tão sonhado acesso.

Pantera joga favoritismo e responsabilidade para adversário

O fato de o São Caetano ter a melhor campanha no geral e ser o melhor ataque da Série D joga toda a responsabilidade da decisão para seus atletas. É assim que pensa o Botafogo para os confrontos diante do Azulão que vão definir o acesso à Série C.

“Se olhar a classificação, o São Caetano é o favorito, mas isso não significa que não temos condições de conquistar o acesso. O Crac-GO também tinha a melhor campanha e nós conseguimos a classificação. Quem errar menos leva o acesso. Para esse primeiro jogo é importante não tomar gol”, avaliou o atacante Nunes, ex-Azulão, que provocou os eternos rivais do Grande ABC.

“Já teria dificuldades pela fase do campeonato em si, mas devido à campanha que eles (do São Caetano) fizeram e a tradição de pegar um adversário que está acostumado a disputar o Campeonato Paulista e até mesmo a Série A do Brasileiro, se torna ainda mais difícil”, explicou o goleiro Neneca, ex-arqueiro do Santo André.

Para o lateral Samuel Santos, outro que também tem passagem pelo São Caetano, a primeira partida é fundamental para chegar ao Anacleto em condições de colocar a Pantera na Série C. “São equipes experientes, com grande elenco, que se preparam para buscar esse acesso. Precisamos anular os pontos fortes deles e, com isso, buscar resultado positivo já neste primeiro jogo. Temos duas finais de campeonato, não podemos falhar”, comentou Samuel. FS

Polêmico, Nunes convoca andreenses contra o Azulão

Polêmico pela língua afiada. “Torço pelo Santo André. Quando você torce, você não gosta do outro (São Caetano). Faço parte dessa rivalidade.”

Bucha pelos problemas que causa. “Se der vontade, eu faço (a comemoração de galinha).”

Malandro por tentar desestabilizar o adversário. “Ele tenta entrar na cabeça do zagueiro e atrapalhar”, diz o goleiro Saulo, do São Caetano.

O torcedor mais perspicaz já sabe quem é a figura. É o atacante Nunes, velho conhecido no Grande ABC, com passagens por Santo André e São Caetano, e que hoje defenderá as cores do Botafogo no primeiro jogo das quartas de final da Série D diante do Azulão.

“Estou muito ansioso. Pela importância, por tudo que envolve o acesso. E envolve o fato de eu ter jogado aí (no Grande ABC), existe muita vontade de ganhar”, afirmou Nunes em conversa com o Diário.

E ele não se conteve. Informado que o técnico do São Caetano, Luís Carlos Martins, pediu apoio da torcida do Comercial, rival da Pantera no clássico Come-Fogo, Nunes logo disparou contra o adversário e também convocou os andreenses a fazer coro pelo seu clube.

“A única coisa que restou para eles (Comercial) foi torcer pelo adversário do Botafogo. E, mesmo a ajuda dos torcedores do Comercial não vai ser suficiente, porque a torcida do Botafogo é muito grande. E tenho certeza que o pessoal do Santo André vai torcer por mim. Quero que eles apoiem muito o Botafogo”, pediu o atacante.

Se fora de campo ele polemizou, dentro das quatro linhas pegou leve e pregou respeito aos atletas adversários. “Gol, quero fazer sempre, mas o que mais importa é o acesso. Não penso no lado individual e, sim, no coletivo e em buscar os objetivos do clube”, ressaltou. “Não faço (comemoração) pensada, na hora, se der vontade, faço (a imitação da galinha, que irrita a torcida do São Caetano)”, completou ele, que, pela Série A-2 do Campeonato Paulista, quando defendia o Guarani, realizou o gesto no Estádio Anacleto Campanella, mesmo não tendo marcado gols no duelo vencido por 1 a 0 pelos campineiros, e repetiu a temporada de 2014, quando também provocou os rivais, desta vez ao marcar na vitória por 3 a 1 do Santo André, que quase subiu o Ramalhão para a elite e rebaixou o Azulão para a Série A-3.

O clube de seu coração, aliás, está no horizonte para 2016. “Estou sempre à disposição do Santo André, mas não depende de mim, tenho contrato até o fim do Paulistão do ano que vem. Tudo pode acontecer. O futebol é dinâmico”, finalizou. FS

Além do camisa 9, outros cinco ex-São Caetano defendem Pantera

O elenco do Botafogo está recheado de atletas que já defenderam o São Caetano. Além de Nunes, a Pantera conta com o lateral Samuel Santos, os volantes Rodrigo Thiesen e Dudu e o meia Helton Luiz. Para finalizar, o técnico Marcelo Veiga também tem passagem pelo Azulão.

Bastante identificado com o Bragantino, Veiga comandou o São Caetano na Série B do Campeonato Brasileiro em 2013 por 15 jogos, com quatro vitórias, quatro empates e sete derrotas – aproveitamento de 35,5% dos pontos disputados.

Naquela temporada, o Azulão caiu para a Série C, e, antes da chegada dele, o clube já havia sido rebaixado para a Série A-2 do Campeonato Paulista.

Dos atletas, todos, à exceção de Nunes, deixaram o clube em 2014 – o atacante saiu em 2011. FS
 



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S.Caetano faz primeira final contra o Botafogo pelo acesso à Série C

Azulão vai a campo em Ribeirão Preto
com missão de trazer bom resultado

Felipe Simões

11/10/2015 | 07:00


Chegou o grande dia. O momento mais importante do São Caetano na temporada se resume aos dois jogos contra o Botafogo, de Ribeirão Preto, pelas quartas de final da Série D do Campeonato Brasileiro. Isso porque quem sair vitorioso da decisão de 180 minutos, que começa às 19h deste domingo, no Estádio Santa Cruz, no Interior, garantirá o acesso à Série C e terá calendário cheio para a próxima temporada – fator decisivo para a contratação de atletas e manutenção de elenco em 2016.

Capitão do São Caetano, o goleiro Saulo sabe da responsabilidade e da necessidade de conquistar o acesso – e esse objetivo passa pela primeira partida, hoje. Por isso, ele ressalta a importância de se fazer um bom resultado fora de casa para trazer a vantagem para o Grande ABC. “Bom é trazer a vitória, mas sabemos que será um jogo duro. Qualquer detalhe pode decidir a partida. Se não conseguirmos, trazer um empate não seria mau resultado”, comentou.

Durante a semana, o experiente arqueiro ainda procurou tranquilizar os atletas mais jovens para enfrentar mais de 20 mil torcedores em Ribeirão Preto. “Temos de passar a maior tranquilidade possível para os mais novos e demonstrar confiança no trabalho e que podemos conquistar bom resultado”, avaliou o veterano.

Outro que tem papel fundamental em manter o time tranquilo e coeso é o técnico Luís Carlos Martins. Bastante experiente e conhecido pelo apelido de Rei do Acesso, o treinador já coleciona 14 subidas de divisão e está confiante na 15ª.

“Até o momento nós fizemos tudo que tinha de ser feito e temos a melhor campanha no geral. Agora vamos para uma final de 180 minutos, na qual tudo pode acontecer. Ficamos somente dois jogos sem fazer gols na competição, temos uma defesa que é pouco vazada. Isso dá uma tranquilidade maior para essa decisão”, afirmou ele.

Para conquistar o objetivo, o São Caetano vai manter o estilo ofensivo de jogar. Dono do melhor ataque da competição, com 23 gols, o Azulão aposta na dupla que marcou 78,2% dos tentos da equipe na Série D – Jô, artilheiro com 12, e Robson, que anotou seis. “A força de ataque é uma das nossas principais características”, comentou Robson.

Martins ainda não definiu a equipe. A única dúvida é no meio. Daniel Costa pode dar lugar a Eduardo Luiz ou Ferreira, preocupado com a força do Botafogo, empurrado por sua torcida. E, mesmo com três volantes, durante os treinos da semana, o time demonstrou boa saída de bola – fundamental para dar um passo rumo ao tão sonhado acesso.

Pantera joga favoritismo e responsabilidade para adversário

O fato de o São Caetano ter a melhor campanha no geral e ser o melhor ataque da Série D joga toda a responsabilidade da decisão para seus atletas. É assim que pensa o Botafogo para os confrontos diante do Azulão que vão definir o acesso à Série C.

“Se olhar a classificação, o São Caetano é o favorito, mas isso não significa que não temos condições de conquistar o acesso. O Crac-GO também tinha a melhor campanha e nós conseguimos a classificação. Quem errar menos leva o acesso. Para esse primeiro jogo é importante não tomar gol”, avaliou o atacante Nunes, ex-Azulão, que provocou os eternos rivais do Grande ABC.

“Já teria dificuldades pela fase do campeonato em si, mas devido à campanha que eles (do São Caetano) fizeram e a tradição de pegar um adversário que está acostumado a disputar o Campeonato Paulista e até mesmo a Série A do Brasileiro, se torna ainda mais difícil”, explicou o goleiro Neneca, ex-arqueiro do Santo André.

Para o lateral Samuel Santos, outro que também tem passagem pelo São Caetano, a primeira partida é fundamental para chegar ao Anacleto em condições de colocar a Pantera na Série C. “São equipes experientes, com grande elenco, que se preparam para buscar esse acesso. Precisamos anular os pontos fortes deles e, com isso, buscar resultado positivo já neste primeiro jogo. Temos duas finais de campeonato, não podemos falhar”, comentou Samuel. FS

Polêmico, Nunes convoca andreenses contra o Azulão

Polêmico pela língua afiada. “Torço pelo Santo André. Quando você torce, você não gosta do outro (São Caetano). Faço parte dessa rivalidade.”

Bucha pelos problemas que causa. “Se der vontade, eu faço (a comemoração de galinha).”

Malandro por tentar desestabilizar o adversário. “Ele tenta entrar na cabeça do zagueiro e atrapalhar”, diz o goleiro Saulo, do São Caetano.

O torcedor mais perspicaz já sabe quem é a figura. É o atacante Nunes, velho conhecido no Grande ABC, com passagens por Santo André e São Caetano, e que hoje defenderá as cores do Botafogo no primeiro jogo das quartas de final da Série D diante do Azulão.

“Estou muito ansioso. Pela importância, por tudo que envolve o acesso. E envolve o fato de eu ter jogado aí (no Grande ABC), existe muita vontade de ganhar”, afirmou Nunes em conversa com o Diário.

E ele não se conteve. Informado que o técnico do São Caetano, Luís Carlos Martins, pediu apoio da torcida do Comercial, rival da Pantera no clássico Come-Fogo, Nunes logo disparou contra o adversário e também convocou os andreenses a fazer coro pelo seu clube.

“A única coisa que restou para eles (Comercial) foi torcer pelo adversário do Botafogo. E, mesmo a ajuda dos torcedores do Comercial não vai ser suficiente, porque a torcida do Botafogo é muito grande. E tenho certeza que o pessoal do Santo André vai torcer por mim. Quero que eles apoiem muito o Botafogo”, pediu o atacante.

Se fora de campo ele polemizou, dentro das quatro linhas pegou leve e pregou respeito aos atletas adversários. “Gol, quero fazer sempre, mas o que mais importa é o acesso. Não penso no lado individual e, sim, no coletivo e em buscar os objetivos do clube”, ressaltou. “Não faço (comemoração) pensada, na hora, se der vontade, faço (a imitação da galinha, que irrita a torcida do São Caetano)”, completou ele, que, pela Série A-2 do Campeonato Paulista, quando defendia o Guarani, realizou o gesto no Estádio Anacleto Campanella, mesmo não tendo marcado gols no duelo vencido por 1 a 0 pelos campineiros, e repetiu a temporada de 2014, quando também provocou os rivais, desta vez ao marcar na vitória por 3 a 1 do Santo André, que quase subiu o Ramalhão para a elite e rebaixou o Azulão para a Série A-3.

O clube de seu coração, aliás, está no horizonte para 2016. “Estou sempre à disposição do Santo André, mas não depende de mim, tenho contrato até o fim do Paulistão do ano que vem. Tudo pode acontecer. O futebol é dinâmico”, finalizou. FS

Além do camisa 9, outros cinco ex-São Caetano defendem Pantera

O elenco do Botafogo está recheado de atletas que já defenderam o São Caetano. Além de Nunes, a Pantera conta com o lateral Samuel Santos, os volantes Rodrigo Thiesen e Dudu e o meia Helton Luiz. Para finalizar, o técnico Marcelo Veiga também tem passagem pelo Azulão.

Bastante identificado com o Bragantino, Veiga comandou o São Caetano na Série B do Campeonato Brasileiro em 2013 por 15 jogos, com quatro vitórias, quatro empates e sete derrotas – aproveitamento de 35,5% dos pontos disputados.

Naquela temporada, o Azulão caiu para a Série C, e, antes da chegada dele, o clube já havia sido rebaixado para a Série A-2 do Campeonato Paulista.

Dos atletas, todos, à exceção de Nunes, deixaram o clube em 2014 – o atacante saiu em 2011. FS
 

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