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Esporte é superação de deficientes físicos

Divulgação: Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Nelson Donato
Especial para o Diário

11/10/2015 | 07:00


Para muitas pessoas, as limitações físicas são um fardo que as impede de se inserir na sociedade. Outros não enxergam tais dificuldades como obstáculos e lutam para alcançar seus objetivos. E o esporte é uma das principais formas de inclusão. Hoje, Dia Nacional do Deficiente Físico, o Diário conta histórias de atletas que superam obstáculos e acumulam sonhos diariamente.

Referência nacional em diversas categorias, São Caetano abriga vários paratletas. Muitos lutam para representar o Brasil na Paraolimpíada do Rio em 2016. A competição, porém, é só mais uma etapa de suas vidas vitoriosas.

Uma das histórias mais emocionantes é a do corredor Yohansson do Nascimento Ferreira, 28 anos. Natural de Maceió, em Alagoas, e residente de São Caetano há quase quatro anos, nasceu sem as mãos, mas nunca deixou que isso se tornasse empecilho. “Não encaro a deficiência como problema, é apenas um detalhe. Todos os meu amigos eram diferentes, um era baixo, outro alto, um era negro, outro branco e eu era o sem mãos.”

O esporte sempre esteve presente na vida de Yohansson. Ele conta que desde criança pratica atividades físicas. “Joguei vôlei, basquete e futebol. Em 2005 um dos meus treinadores me convidou para o atletismo e não larguei mais.”

Em 2015, o velocista disputou o Parapan de Toronto, no Canadá, e contribuiu para que o País obtivesse o primeiro lugar no quadro geral de medalhas. “Participo da categoria T46 (para pessoas amputadas) e fiquei com a prata nos 200 metros rasos e com o bronze nos 100 metros rasos.”

O corredor embarcou na última semana para o Mundial de Paratletismo, que ocorrerá entre os dias 22 e 31 em Doha, no Catar. “Meu principal objetivo é conseguir o índice para a Paraolimpíada e representar o Brasil. O deficiente não pode se achar excluído. Deve se lembrar que ninguém é igual.”

Outra esperança brasileira é a jovem saltadora Lorena Spoladore, 19 anos. Ela nasceu cega, mas desde pequena adaptou-se às condições. “Aprendi a viver assim e sempre tive o apoio da minha família.”

A paranaense de Maringá conta que começou a praticar esportes graças a um professor de Educação Física. “Na época morava em Goiânia e dançava balé. Fui convidada por um educador para treinar atletismo. No começo foi tudo de maneira lúdica, mas, conforme o tempo foi passando, me envolvi cada vez mais até começar a competir.”

Com 17 anos a paratleta conquistou o lugar mais alto do pódio do salto em distância na categoria T11 (para pessoas totalmente cegas) no Campeonato Mundial de Paratletismo de 2013, disputado em Lyon, na França. “Foi uma grande surpresa, pois era minha primeira competição internacional. Neste ano, o bronze que ganhei no Parapan também teve um gosto de ouro, pois estava voltando de lesão.”

Lorena também disputará o Mundial de Doha e sua expectativa não poderia ser maior. “Meu principal objetivo, além de defender meu título, é quebrar o atual recorde mundial do salto em distância, que é de 5,21m”. Atual vice-líder do ranking mundial, ela também espera defender o Brasil na Paraolimpíada de 2016. “Seria uma honra. Eu sempre digo para as pessoas que têm algum tipo de deficiência correrem atrás dos seus sonhos, porque tudo é possível.”

 



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Esporte é superação de deficientes físicos

Nelson Donato
Especial para o Diário

11/10/2015 | 07:00


Para muitas pessoas, as limitações físicas são um fardo que as impede de se inserir na sociedade. Outros não enxergam tais dificuldades como obstáculos e lutam para alcançar seus objetivos. E o esporte é uma das principais formas de inclusão. Hoje, Dia Nacional do Deficiente Físico, o Diário conta histórias de atletas que superam obstáculos e acumulam sonhos diariamente.

Referência nacional em diversas categorias, São Caetano abriga vários paratletas. Muitos lutam para representar o Brasil na Paraolimpíada do Rio em 2016. A competição, porém, é só mais uma etapa de suas vidas vitoriosas.

Uma das histórias mais emocionantes é a do corredor Yohansson do Nascimento Ferreira, 28 anos. Natural de Maceió, em Alagoas, e residente de São Caetano há quase quatro anos, nasceu sem as mãos, mas nunca deixou que isso se tornasse empecilho. “Não encaro a deficiência como problema, é apenas um detalhe. Todos os meu amigos eram diferentes, um era baixo, outro alto, um era negro, outro branco e eu era o sem mãos.”

O esporte sempre esteve presente na vida de Yohansson. Ele conta que desde criança pratica atividades físicas. “Joguei vôlei, basquete e futebol. Em 2005 um dos meus treinadores me convidou para o atletismo e não larguei mais.”

Em 2015, o velocista disputou o Parapan de Toronto, no Canadá, e contribuiu para que o País obtivesse o primeiro lugar no quadro geral de medalhas. “Participo da categoria T46 (para pessoas amputadas) e fiquei com a prata nos 200 metros rasos e com o bronze nos 100 metros rasos.”

O corredor embarcou na última semana para o Mundial de Paratletismo, que ocorrerá entre os dias 22 e 31 em Doha, no Catar. “Meu principal objetivo é conseguir o índice para a Paraolimpíada e representar o Brasil. O deficiente não pode se achar excluído. Deve se lembrar que ninguém é igual.”

Outra esperança brasileira é a jovem saltadora Lorena Spoladore, 19 anos. Ela nasceu cega, mas desde pequena adaptou-se às condições. “Aprendi a viver assim e sempre tive o apoio da minha família.”

A paranaense de Maringá conta que começou a praticar esportes graças a um professor de Educação Física. “Na época morava em Goiânia e dançava balé. Fui convidada por um educador para treinar atletismo. No começo foi tudo de maneira lúdica, mas, conforme o tempo foi passando, me envolvi cada vez mais até começar a competir.”

Com 17 anos a paratleta conquistou o lugar mais alto do pódio do salto em distância na categoria T11 (para pessoas totalmente cegas) no Campeonato Mundial de Paratletismo de 2013, disputado em Lyon, na França. “Foi uma grande surpresa, pois era minha primeira competição internacional. Neste ano, o bronze que ganhei no Parapan também teve um gosto de ouro, pois estava voltando de lesão.”

Lorena também disputará o Mundial de Doha e sua expectativa não poderia ser maior. “Meu principal objetivo, além de defender meu título, é quebrar o atual recorde mundial do salto em distância, que é de 5,21m”. Atual vice-líder do ranking mundial, ela também espera defender o Brasil na Paraolimpíada de 2016. “Seria uma honra. Eu sempre digo para as pessoas que têm algum tipo de deficiência correrem atrás dos seus sonhos, porque tudo é possível.”

 

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