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Sem receber, empresa retira grama de estádio em Diadema

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Governo Michels joga culpa para governo federal
e alega que a administração honrou com sua parte


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

05/10/2015 | 07:00


Maior campo de futebol em construção na várzea de Diadema, o estádio do Vila Alice – situado na Rua Guaíra, 345 – teve a grama sintética retirada na semana passada pela empresa Soccer Grass Assessoria e Empreendimentos Esportivos, responsável pela implantação do material, por falta de pagamento do governo do prefeito Lauro Michels (PV).

Antiga reivindicação dos atletas amadores da cidade, o local esportivo era para ter sido concluído há dois meses, porém, está agora sem previsão de entrega. O campo tem dimensão de 63 m por 105 m e está vinculado a uma das mais tradicionais equipes varzeanas do município.

O governo Lauro Michels ostenta no local placa propagando que a modernização e instalação da grama sintética é obra de autoria da Prefeitura. O investimento total é de R$ 804 mil. No entanto, direcionou culpa para o fracasso no canteiro ao governo federal.

O material ficou pouco dias no estádio e não chegou a ser completamente instalado. Um dos argumentos da administração é que a grama foi levada embora com o objetivo de preservação. Anteriormente, moradores já reclamavam da demora na obra.

De acordo com o Lauro, o Ministério do Esporte não honrou com o repasse firmado para a conclusão da obra. “A contrapartida da administração era R$ 110 mil, que já foi paga. O problema é que a União está demorando de 90 a 120 dias para depositar medição. Eles (governo federal) me disseram que nada impedirá a conclusão, que eu poderia fazer com dinheiro da Prefeitura que me pagariam depois, mas isso não vou fazer. O serviço precisa ser pago”, afirmou o prefeito, que não deu prazo para solucionar o impasse.

BATE-BOCA
O episódio foi pauta durante a sessão dos vereadores na quinta-feira. A bancada de oposição acompanhou a retirada da grama e registrou o momento. Os petistas Josa Queiroz e Manoel Eduardo Marinho, o Maninho, colocaram em dúvida a responsabilidade do governo Lauro. Para eles, falta clareza no convênio firmado com o governo federal.

“Tem coisas que esse governo precisa parar de querer explicar e prestar contas. Assumir seus atos”, pontuou Maninho. “Cabe à administração verificar os problemas com a Caixa (Econômica Federal, responsável pelo depósito do aporte ao município). Tudo precisa ser apenas transparente neste aspecto”, adicionou Josa.

Os discursos críticos fizeram o secretário de Esportes do governo do verde, Antônio Marcos Ferreira da Silva, o Marquinhos da Liga, comparecer ao plenário e prestar contas. O encontro, porém, virou bate-boca com os petistas, com o secretário jogando a culpa ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT). “Não houve qualquer repasse do federal. Convido os vereadores a me acompanharem na Caixa e ver se existe algum dinheiro liberado.”

Responsáveis pela empresa não retornaram aos contatos da equipe do Diário.



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Sem receber, empresa retira grama de estádio em Diadema

Governo Michels joga culpa para governo federal
e alega que a administração honrou com sua parte

Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

05/10/2015 | 07:00


Maior campo de futebol em construção na várzea de Diadema, o estádio do Vila Alice – situado na Rua Guaíra, 345 – teve a grama sintética retirada na semana passada pela empresa Soccer Grass Assessoria e Empreendimentos Esportivos, responsável pela implantação do material, por falta de pagamento do governo do prefeito Lauro Michels (PV).

Antiga reivindicação dos atletas amadores da cidade, o local esportivo era para ter sido concluído há dois meses, porém, está agora sem previsão de entrega. O campo tem dimensão de 63 m por 105 m e está vinculado a uma das mais tradicionais equipes varzeanas do município.

O governo Lauro Michels ostenta no local placa propagando que a modernização e instalação da grama sintética é obra de autoria da Prefeitura. O investimento total é de R$ 804 mil. No entanto, direcionou culpa para o fracasso no canteiro ao governo federal.

O material ficou pouco dias no estádio e não chegou a ser completamente instalado. Um dos argumentos da administração é que a grama foi levada embora com o objetivo de preservação. Anteriormente, moradores já reclamavam da demora na obra.

De acordo com o Lauro, o Ministério do Esporte não honrou com o repasse firmado para a conclusão da obra. “A contrapartida da administração era R$ 110 mil, que já foi paga. O problema é que a União está demorando de 90 a 120 dias para depositar medição. Eles (governo federal) me disseram que nada impedirá a conclusão, que eu poderia fazer com dinheiro da Prefeitura que me pagariam depois, mas isso não vou fazer. O serviço precisa ser pago”, afirmou o prefeito, que não deu prazo para solucionar o impasse.

BATE-BOCA
O episódio foi pauta durante a sessão dos vereadores na quinta-feira. A bancada de oposição acompanhou a retirada da grama e registrou o momento. Os petistas Josa Queiroz e Manoel Eduardo Marinho, o Maninho, colocaram em dúvida a responsabilidade do governo Lauro. Para eles, falta clareza no convênio firmado com o governo federal.

“Tem coisas que esse governo precisa parar de querer explicar e prestar contas. Assumir seus atos”, pontuou Maninho. “Cabe à administração verificar os problemas com a Caixa (Econômica Federal, responsável pelo depósito do aporte ao município). Tudo precisa ser apenas transparente neste aspecto”, adicionou Josa.

Os discursos críticos fizeram o secretário de Esportes do governo do verde, Antônio Marcos Ferreira da Silva, o Marquinhos da Liga, comparecer ao plenário e prestar contas. O encontro, porém, virou bate-boca com os petistas, com o secretário jogando a culpa ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT). “Não houve qualquer repasse do federal. Convido os vereadores a me acompanharem na Caixa e ver se existe algum dinheiro liberado.”

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