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No PSD, Márcio Chaves anuncia candidatura ao Paço, mas garante manter ideologia ‘à esquerda’

Orlando Filho/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ex-vice-prefeito alega que afastamento do PT da base social o fez deixar sigla


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

01/10/2015 | 07:00


Recém-filiado ao PSD, o ex-vice-prefeito de Mauá Márcio Chaves (ex-PT) anunciou que pretende disputar o Paço em 2016, rechaçando compor como vice na chapa a ser encabeçada por Clóvis Volpi (PSDB), ex-prefeito de Ribeirão Pires e pré-candidato à Prefeitura de Mauá. Como mostrou o Diário, o ex-petista assumirá o diretório municipal do partido.

Militante histórico do PT e um dos fundadores da legenda em Mauá, o ex-vice-prefeito garantiu que deixou o petismo, mas que manterá linha ideológica “à esquerda”. “Eu deixei o partido, mas não deixei meus conceitos em defesa de uma cidade que dialogue com os movimentos social e sindical, com a juventude e com as mulheres”, frisou.

Márcio refutou que se desfiliou do PT por conta da crise interna enfrentada pela legenda, ocasionada pelo desgaste no comando do governo federal há mais de uma década e por envolvimento em corrupção. De acordo com o agora pessedista, a troca se deu pelo distanciamento do PT mauaense com as bases sociais.

“A minha opção não tem nada a ver com crise. O PT é extremamente forte e necessário para a democracia brasileira. Vai encontrar saídas para os problemas. Mas eu sou do tempo em que existiam instâncias partidárias que debatiam e faziam interlocuções com os movimentos para que a gente pudesse promover políticas públicas”, justificou.

Distante do PT desde que findou o seu governo e do prefeito Oswaldo Dias (1997 a 2004), Márcio deixou nas entrelinhas o descontentamento com a abertura de espaços no governo a partidos aliados. O ex-petista alegou ter levado as críticas ao diretório, mas disse que nunca foi ouvido pela nata da legenda. Questionado se descarta compor com outros nomes que também se colocam como pré-candidatos ao Paço, Márcio foi taxativo: “Gostaria muito de ter o (prefeito) Donisete (Braga, PT) ou (os deputados estaduais) Vanessa (Damo, PMDB) e Atila (Jacomussi, PCdoB) como vice.”

Também filiado antigo na legenda, o secretário de Governo, Edílson de Paula (PT), classificou como “demagogia” as falas de Márcio e sugeriu “incoerência política” do ex-correligionário. “Não abandonamos a base. O Donisete vem fazendo um governo dando prioridade às demandas sociais. Mas me estranha o Márcio criticar as alianças do partido se em 2004 (quando foi candidato a prefeito) foi o que mais aglutinou partidos (no seu arco de alianças)”, contra-atacou o petista. 



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