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‘PSB virou lugar para liderança do PT descontente com o partido’, afirma Caio França

Claudinei Plaza/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

23/09/2015 | 07:00


Deputado estadual e filho do vice-governador do Estado, Márcio França (PSB), Caio França (PSB) diz que a legenda socialista virou “válvula de escape” de lideranças do PT envergonhadas com diversos casos de corrupção envolvendo altos dirigentes da sigla.

“Muitos até justificam que não têm envolvimento nos escândalos nacionais, mas o cidadão vincula, macula”, afirma Caio, em visita na sede do Diário e ao comentar as diversas filiações de prefeitos petistas nas últimas semanas.

Caio também faz panorama regional, cita que Diadema pode ter candidatura própria e que vê Aidan Ravin (PSB) disputando o segundo turno contra o prefeito Carlos Grana (PT) em Santo André.

O PSB no último mês filiou prefeitos descontentes no PT pelo Estado. Há alguma projeção de eleição de prefeitos para o pleito do ano que vem?
Acredito que devemos começar a eleição de 2016 com 40 prefeitos em mandato. A ideia é dobrar esse número. É meta audaciosa, mas acho que para um partido que pensa grande, é importante. A gente tem tido todo o apoio do vice-governador Márcio França. Ele é importante no processo, até pelo cargo que exerce, atrai prefeitos, em especial do PT, pela crise e resistência que há no nosso Estado. A ideia é trazer para dentro de apoio da base do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que é parceiro nosso e muito correto, um quadro para disputa presidencial futuramente.

Por enquanto, no Grande ABC, as duas candidaturas a prefeito são do Aidan Ravin em Santo André e de Adler Kiko Teixeira em Ribeirão Pires?
Em Santo André tem a disputa com o Aidan, que foi prefeito, experiência e pesquisas com chance real de vitória. Da mesma forma com o Kiko, a maior filiação que fizemos no Grande ABC. Bem avaliado, com boas chances de vitória.

Houve alguma frustração com o fato de o PSDB caminhar com candidatura própria em Santo André com Paulinho Serra e não apoiar o Aidan?
É legítimo. É partido grande também. Santo André tem diferença em relação a outros municípios: há dois turnos. Apostamos muito que o Aidan estará no segundo turno, com boas chances, e no segundo turno podemos ter apoio do governador e do PSDB.

O PSB trabalha com a hipótese de o PSDB não estar no segundo turno em Santo André?
A máquina, por mais dificultoso o cenário, tem suas facilidades. Acredito em reedição do Aidan contra o prefeito (Carlos) Grana (PT). Até porque, com todo respeito aos outros candidatos, o Aidan foi o único que foi oposição ao governo. Os outros candidatos também acompanharam a administração do prefeito Grana ao longo do tempo. Não vai ser fácil as pessoas distinguirem essa nova opção.

Em Diadema houve intervenção recentemente, em decisão que favorece uma candidatura própria do Vaguinho. Como fica a questão na cidade?
A questão de Diadema há caminho para solução. O diretório estadual definiu para que o Wilson (Pedro da Silva, integrante da executiva estadual do PSB) fique para ser conciliador dos grupos, com convenção ainda neste ano, para poder decidir se entraremos ou não na disputa majoritária. Queremos trazer os dois vereadores.

Vão rever as expulsões de Vaguinho e do Célio Boi?
Evidentemente que depende muito deles isso. Eu disse isso a eles. Não vamos fazer nada que nenhum dos dois não queira. A ideia do diretório estadual é que os dois voltem ao partido, com total condição de disputar a eleição majoritária na cidade com o Vaguinho de candidato. Mas depende muito deles. Essa comissão teria os dois vereadores, o Wilson e duas pessoas do Adelson (Manoel José da Silva), que é o antigo presidente. Existe discussão em relação aos vereadores, em relação ao presidente, que tem opção diferente. Não queremos perder os vereadores. O Vaguinho aparece em pesquisas como nome importante na cidade. Não queremos perder, muito menos expulsar os dois.

O Vaguinho retornaria com a garantia de ser candidato a prefeito?
Essa possibilidade (de candidatura) é real. O discurso para trazê-lo de volta é para ele ser candidato, para construir essa candidatura aqui dentro, conosco.

Outros partidos colocaram essa possibilidade para ele, como PRB e PTB. Qual diferença para atraí-lo de volta?
Ele está convencido que se puder disputar pelo PSB tem essa preferência. Foi isso que colocou para a gente. Ele está há 20 anos no partido. Estou acreditando na palavra dele que ele não assinou (ficha de filiação de nenhuma outra legenda). Mas se ele entender que não quer passar por esse processo e quer se filiar em outro partido, entenderemos. E teremos de tomar outra posição. Por isso queremos que os dois retornem ao partido para podermos construir essa candidatura juntos. A possibilidade dependerá dele. Sem o Vaguinho teremos de acompanhar o prefeito (Lauro Michels, PV). Mas insistimos muito para que ambos possam ficar.

Nas demais cidades há definição eleitoral?
Em São Caetano estamos no governo do Paulo Pinheiro (PMDB) e conversando para ver quais planos futuros. Entendemos lá que é difícil brigar por candidatura majoritária nossa, mas há possibilidade de fazer composição. Para ter a vice em alguma das chapas. Para a gente é interessante. Em Mauá trabalhamos por ter candidatura própria, embora façamos parte do governo do Donisete Braga (PT). Estivemos com o presidente (Carlos Thomaz), que afirmou ser possível disputar a eleição. Estamos montando chapa proporcional boa para isso, partido tem tradição na cidade, com o Chiquinho (do Zaíra, em 2008) candidato, batendo na trave. O presidente do partido é um quadro, com experiência administrativa. Em Rio Grande da Serra estamos acompanhando o prefeito (Gabriel) Maranhão (PSDB), com grande chapa de vereadores, para eleger pelo menos dois.

Em São Bernardo ainda está mantida a discussão de união no primeiro turno entre os deputados Orlando Morando (PSDB) e Alex Manente (PPS)?
Já em São Bernardo a gente tem a ideia de somar os dois na mesma candidatura desde o primeiro turno, que é complicado. Vamos insistir nisso até o momento final em relação a isso. Tentamos fazer fusão com o PPS, São Paulo foi pioneira na discussão, existe relação próxima com o PPS, mas trabalhamos com a hipótese de ter os dois juntos no primeiro turno para fazer frente contra o PT bastante consistente e polarizaria a eleição, com grande chance de vitória. Se não der certo, a tendência é acompanhar o PPS pela aproximação. Mas vamos insistir na tese de ter os dois juntos na chapa.

Como o sr. vê cenário do PT nacionalmente, com crise e discussão séria de impeachment?
O PT foi importante para o País durante bom tempo. Enquanto ficou na oposição, nos primeiros anos do presidente Lula o País cresceu, povo com trabalho e crédito. PT se perdeu ao longo do caminho e acabou, durante o processo eleitoral último, não falou a verdade para as pessoas. A preocupação é de se manter no poder do que administrar o País. PT passa por crise existencial. Há muitos bons quadros no PT, mas todos pagam um pouco do pato de estarem filiados na sigla. Muitos até justificam que não têm envolvimento nos escândalos nacionais, mas o cidadão vincula, macula. Eles buscam válvula de escape. E muitos dos quadros têm procurado o PSB e acho que é legítimo que as pessoas tenham sua vida reavaliada pela sociedade.

Acredita no impeachment?
Se houver motivo razoável, sim. Por governo ruim, não. Impeachment precisa ter consistência jurídica.

Hoje ainda não tem essa consistência?
Ainda não. Pode ser que venha a ter. Mas não creio que tenha consistência. Até porque criaria instabilidade para futuros governantes de todo o País. É posição pessoal minha. O PSB nacional tem tido posição firme se houver motivo forte votará pelo impeachment, que é mecanismo legal, mas desde que tenha fundamento.

O PSB estadual tem dado declarações importantes de apoio ao Alckmin como candidato a presidente. O sr. acredita ser possível o PSB nacional aderir a esse projeto?
Não tem só a questão do Márcio ser governador (por oito meses, pois Alckmin teria de se desincompatibilizar do cargo). Claro que é acréscimo. Mas o governador representa muito. O País passa por crise de honestidade, lealdade e decência e não há ninguém que representa melhor essa imagem. Na direção nacional há opinião plural. Já apoiou o PT, teve candidatura própria com o (Anthony) Garotinho em 2002. Há no partido grupos que defendem outras candidaturas. Mas hoje o PSB em São Paulo criou corpo forte e possibilidade grande. Tudo isso tem influência no cenário nacional. Mas é construção que faz. Não é decisão de hoje para 2018. Há longo caminho pela frente.



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