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Edinho Montemor sinaliza saída do PDT e pode ir para o PSDB

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Presidente do partido em S.Bernardo manifestou interesse após direção estadual cravar adesão ao PT para eleição do ano que vem


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

17/09/2015 | 07:00


Presidente do PDT de São Bernardo e ex-deputado federal, Edinho Montemor sinalizou que está de saída da legenda – hoje no arco de aliados do prefeito Luiz Marinho (PT) –, após cúpula estadual anunciar que quer ver o diretório municipal alinhado ao petismo no pleito do ano que vem, em candidatura que deve ser representada pelo secretário de Serviços Urbanos, Tarcisio Secoli.

Alegando “desconforto” com posicionamento da executiva do PDT do Estado, que é presidido pelo ex-ministro Carlos Lupi, Edinho costura migração a projeto de candidatura da oposição. O destino mais provável é o PSDB, que tende a ser liderado pelo deputado estadual Orlando Morando.

Nos bastidores, comenta-se que a ida de Edinho pode ser selada em acordo de composição na chapa majoritária, repetindo assim a dobrada do pleito municipal de 2008. Na ocasião, Morando encabeçou a chapa tucana tendo o ex-deputado federal (que estava no PSB) como vice. A dobrada, contudo, acabou derrotada no segundo turno do páreo por Marinho, que disputava pela primeira vez corrida pelo Paço são-bernardense.

“Na política é natural dialogar, principalmente porque um presidente de partido tem de ter autonomia para buscar caminho”, pontuou o ex-parlamentar federal.

O eventual ingresso do pedetista no arco de aliados do tucanato deve acirrar concorrência, uma vez que o vereador Marcelo Lima, que está prestes a trocar o PPS pelo Solidariedade, teve o nome destacado para ocupar o posto de número dois da chapa.

Com a possível troca no comando, o PDT local deve ser herdado pelo seu único vereador, Ramon Ramos. Em racha com o líder pedetista na cidade, o parlamentar tem o nome aventado em futuro processo de transição.

“Estamos conversando dentro do nosso diretório. O Lupi deve vir à região e devemos tratar sobre eleição. Mas não dá para trabalhar em partido em que venha ordens de cima para baixo. É necessário ouvir e respeitar questões regionais”, argumentou Edinho.

Ramon, que não foi localizado para comentar o assunto, atualmente integra o G-9 – grupo independente –, que chegou ensaiar projeto de candidatura ao Paço.

Desde o começo do ano, Edinho realiza diálogos com líderes da oposição, defendendo argumento de que o partido hoje não ocupa destaque no governo Marinho.

“A legenda hoje é apenas representada pelo vereador Ramon. O PDT nunca pediu nada e fez acordo de apoiar a governabilidade do prefeito. No entanto, o que estávamos trabalhando é por um projeto em que a sigla seja contemplada com participação em gestão”, adicionou Edinho.

Sessão é marcada por reclamação de oposicionistas com líder petista

A sessão ontem da Câmara de São Bernardo foi marcada por forte reclamação dos oposicionistas contra o líder do governo Luiz Marinho (PT), José Ferreira (PT). Depois de sucessivas suspensões dos trabalhos, as bancadas entraram em acordo para aprovar série de projetos. No entanto, o oposicionista Osvaldo Camargo (PPS) acusou o petista de “má-fé”.

O popular-socialista citou que seu requerimento, que cobrava explicações da Prefeitura em possível uso de ônibus escolar para atividade de campanha do PT na eleição de 2014, foi retirado do pacote.

“Fui enganado. O Zé Ferreira pediu assinatura de todos, garantindo que as solicitações dos vereadores seriam aprovadas. Meu questionamento é sério e precisa ser respondido pela administração”, bradou Camargo.

O episódio ocorreu no fim da sessão e não houve tempo de repercussão. Diante do nervosismo do oposicionista, Zé Ferreira saiu, às pressas, sem comentar o assunto.

O fato gerou bate-boca entre os parlamentares. O também opositor Pery Cartola (SD) ameaçou pedir impugnação dos trabalhos. Presidente da Casa, José Luís Ferrarezi (PT) evitou polemizar sobre o assunto. “Na minha função não cabe opinar, apenas conduzir a sessão.” 



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