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‘Que Horas Ela Volta?’ cumpre missão

Divulgação  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Na lista pré-Oscar, longa toca em feridas e provoca discussão ao redor do mundo de tema importante


Oscar Brandtneris

15/09/2015 | 07:00


Questionar a relação patrão/empregada e sua herança escravocrata: eis o corajoso mote de Que Horas Ela volta?. O filme, que nos primeiros dias da estreia não levou tanta gente aos cinemas, vem surpreendendo e tem dado o que falar. Tanto que chamou a atenção da comissão nacional responsável por selecionar o representante brasileiro para a pré-lista do Oscar 2016.

A trama é sobre Val (Regina Casé), doméstica que mora na casa dos patrões e que não vê a filha há mais de dez anos. Até que Jéssica (Camila Márdila) decide ir para a Capital e se depara com realidade que a revolta: a mãe submissa e seguindo regras que a humilham e a diminuem diariamente. Jéssica resolve afrontar os limites que nunca tinham sido ultrapassados dentro daquelas situações.

Cena interessante do filme que valoriza o tema de maneira emocionante é quando, pela primeira vez, Val entra na piscina da casa onde trabalha. A relação maternal que constrói com o filho dos patrões, Fabinho (Michel Joelsas) – garoto que cresceu com um pai infeliz e uma mãe ausente –, também é tocante.

A realidade é que o tema merece a atenção de um Oscar. Mesmo que o filme deixe a sensação de que ‘poderia ser mais’ foi o melhor lançamento nacional. A atuação de Regina Casé também merece ser exaltada (há rumores de que poderá concorrer como melhor atriz). Seu estereótipo, diálogos, trejeitos e olhares convencem. O problema é agradar os críticos da Academia. Na última edição, o polonês Ida – história sobre garota que vai em busca de respostas sobre passado da família que era judia e foi morta por nazistas – levou na categoria melhor filme estrangeiro.  



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‘Que Horas Ela Volta?’ cumpre missão

Na lista pré-Oscar, longa toca em feridas e provoca discussão ao redor do mundo de tema importante

Oscar Brandtneris

15/09/2015 | 07:00


Questionar a relação patrão/empregada e sua herança escravocrata: eis o corajoso mote de Que Horas Ela volta?. O filme, que nos primeiros dias da estreia não levou tanta gente aos cinemas, vem surpreendendo e tem dado o que falar. Tanto que chamou a atenção da comissão nacional responsável por selecionar o representante brasileiro para a pré-lista do Oscar 2016.

A trama é sobre Val (Regina Casé), doméstica que mora na casa dos patrões e que não vê a filha há mais de dez anos. Até que Jéssica (Camila Márdila) decide ir para a Capital e se depara com realidade que a revolta: a mãe submissa e seguindo regras que a humilham e a diminuem diariamente. Jéssica resolve afrontar os limites que nunca tinham sido ultrapassados dentro daquelas situações.

Cena interessante do filme que valoriza o tema de maneira emocionante é quando, pela primeira vez, Val entra na piscina da casa onde trabalha. A relação maternal que constrói com o filho dos patrões, Fabinho (Michel Joelsas) – garoto que cresceu com um pai infeliz e uma mãe ausente –, também é tocante.

A realidade é que o tema merece a atenção de um Oscar. Mesmo que o filme deixe a sensação de que ‘poderia ser mais’ foi o melhor lançamento nacional. A atuação de Regina Casé também merece ser exaltada (há rumores de que poderá concorrer como melhor atriz). Seu estereótipo, diálogos, trejeitos e olhares convencem. O problema é agradar os críticos da Academia. Na última edição, o polonês Ida – história sobre garota que vai em busca de respostas sobre passado da família que era judia e foi morta por nazistas – levou na categoria melhor filme estrangeiro.  

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