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Marta Suplicy deixa claro que vai brigar por lugar de Alckmin


Sérgio Vieira
Do Diário do Grande ABC

27/11/2005 | 08:18


Em clima de campanha, a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT) deixou claro, durante visita aos vereadores da bancada petista da Câmara de Diadema, sua intenção de disputar as prévias do partido, no início do ano que vem, para a candidatura ao governo do Estado. Apesar da crise que enfrenta o PT, Marta afirmou que está disposta a enfrentar a disputa. “O fato de ser uma eleição difícil me deixa com mais força para fazer essa luta em favor de meu partido. Nunca fui de me acuar por situações de dificuldade.”

A afirmação serve como um recado velado ao senador Aloizio Mercadante, que também se apresenta como pré-candidato à sucessão de Geraldo Alckmin. O que se comenta nos bastidores do partido é que o senador estaria mais preocupado com a possibilidade de assumir o Ministério da Fazenda, no caso de o titular da pasta, Antônio Palocci, não resistir à série de denúncias que vem sofrendo. Além disso, Mercadante também tem gastado parte de seu tempo para defender o governo federal, contra as acusações da oposição. Dessa forma, tem ficado distante das discussões sobre a sucessão no governo estadual.

Enquanto isso, Marta tem aproveitado a brecha para visitar cidades do Estado, em busca de apoio. No último dia 18, a petista esteve em Santo André, ministrando palestra na Câmara sobre desigualdade e geração de empregos na América Latina. É quase certo que a disputa pela indicação do PT fique entre a ex-prefeita e Mercadante, já que o deputado federal João Paulo Cunha viu suas possibilidades definharem após a divulgação de que teria recebido R$ 50 mil do empresário mineiro Marcos Valério e participado do suposto esquema do mensalão.

Marta Suplicy diz que, após o mandato à frente da Prefeitura de São Paulo, adquiriu experiência suficiente para assumir o posto político mais alto do Estado. “Disputei o governo do Estado quando o PT não tinha chance e não fui (ao segundo turno) por 0,4% dos votos. Dessa vez, depois da experiência na Prefeitura, acreditamos ter muita chance, porque, apesar de termos perdido, tivermos a aprovação de ótimo e bom de 48% da cidade de São Paulo”, analisa.

A notícia da visita de Marta, ocorrida na última quarta-feira, circulou entre os corredores do Legislativo de Diadema e chamou a atenção de muita gente, disposta a cumprimentar a ex-prefeita, tirar fotos e até pedir autógrafos. Como qualquer candidato em época de eleição, a ex-prefeita de São Paulo conversou com todos e não dispensou o bom humor. Ela só mudou a fisionomia quando deixou claro que não falaria sobre política nacional. Mesmo assim, aproveitou a oportunidade para alfinetar o atual prefeito da capital, José Serra (PSDB). “A gestão Serra está nos decepcionando. Então temos muita coisa concreta para a disputa do governo do Estado.”

  

Pensão – Marta também falou sobre a lei recém-aprovada em Diadema, que garante o pagamento de pensão a casais homossexuais, desde que um dos dois seja servidor público estatutário. Em São Paulo há lei semelhante desde 2002 e o primeiro benefício foi pago durante a gestão da petista, em dezembro de 2004. “Isso é um direito das minorias, aprovado em diversas cidades brasileiras e por diferentes partidos.” Ela preferiu não rebater às críticas do vereador Pastor Isaias Maria (PV), que atribuiu a essa lei a derrota dela nas eleições do ano passado. “Se o vereador pertence à igreja dele, tem que se portar de acordo com suas convicções. A mim parece um direito que várias prefeituras já dão e já foi utilizado por vários servidores, mas respeito quem pensa de forma diferente”, conclui. 



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