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Lula sinaliza com restrições a produto chinês



02/09/2005 | 00:20


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou quinta-feira que o governo brasileiro não hesitará em adotar medidas de salvaguardas contra importações de produtos chineses se isso for necessário. "Não tivemos nenhum problema em reconhecer a China como economia de mercado. Mas não teremos problemas de colocar salvaguardas contra produtos chineses", disse o presidente, em discurso durante cerimônia de formatura de diplomatas, no Itamaraty.

A imposição de salvaguardas vem sendo reivindicada por setores como os de têxteis e de brinquedos, que se sentem prejudicados pelo aumento acentuado das importações da China. Para que as salvaguardas possam ser adotadas, no entanto, ainda é preciso que o governo baixe decretos regulamentando a medida.

Na quarta-feira, o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, disse ao presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, que os decretos deverão ser assinados antes da viagem que ele fará à China, na segunda semana deste mês, para negociar o estabelecimento de cotas para exportações de têxteis chineses para o Brasil.

Também presente à solenidade no Itamaraty, na qual recebeu uma condecoração, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, disse esperar que a regulamentação seja publicada até o fim da próxima semana. Skaf disse que Furlan não poderá embarcar para a China sem a formalização da medidas. "As salvaguardas são um instrumento de pressão. Sem elas, o governo brasileiro demonstrará fraqueza nas possíveis negociações sobre as restrições voluntárias de exportações chinesas para o Brasil", afirmou o presidente da Fiesp.

Ele disse ainda que o governo não deveria deixar de ouvir o setor produtivo antes de fechar um eventual acordo de restrição voluntária de exportações de produtos chineses para o Brasil. E acrescentou que, mesmo se o acordo for concluído, o governo não deveria abrir mão de seu direito de aplicar salvaguardas. "Não somos contra o Brasil acolher o convite da China para negociar restrições, desde que o governo brasileiro não dispense o seu direito de aplicar salvaguardas específicas e agir conforme o interesse da indústria nacional", afirmou Skaf.

O empresário sugeriu ainda a Furlan que as negociações com a China não se dêem pontualmente, produto a produto. Ele disse temer a possibilidade de o acordo envolver apenas uma pequena parcela de produtos de um setor afetado pelo aumento substancial de importações da China. Segundo Skaf, mais de 20 setores vêm sendo prejudicados por essas importações.



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