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História a ser preservada

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Nesta segunda é comemorado o Dia do Patrimônio
Histórico; na quinta, Santo André sedia uma palestra


Rodrigo Mozelli

17/08/2015 | 07:00


Durante séculos, a humanidade construiu diversas edificações, monumentos, artes visuais etc. Com o passar do tempo e com consequente perecimento, seus descendentes ficam com a responsabilidade de manter a história viva e preservar o que foi feito. Diversas são as entidades – e pessoas – que lutam para conservar os patrimônios. No Brasil, o órgão máximo é o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), criado em 1937 pelo presidente Getúlio Vargas. A entidade comemora hoje o Dia do Patrimônio Histórico com o objetivo de homenagear os bens culturais existentes em território nacional.

Os patrimônios podem ser divididos em duas categorias: bens materiais (Museu de Santo André) e imateriais (Violeiros de Mauá). Segundo o Iphan, entram nestas categorias ‘formas de expressão; modos de criar, fazer e viver; criações científicas, artísticas e tecnológicas; obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais’, entre outros.

Para que um bem possa ser oficialmente reconhecido como patrimônio histórico, deve ser tombado, ou seja, passar por ‘conjunto de ações realizadas pelo poder público com objetivo de preservar, por meio de aplicação de legislação específica, bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e também de valor afetivo para a população, impedindo que venham a ser destruídos ou descaracterizados’, como diz o Departamento do Patrimônio Histórico de São Paulo. No Brasil, já foram tombados cerca de 16 mil edifícios, 50 centros urbanos e 1 milhão de objetos entre livros, arquivos, registros fotográficos e audiovisuais, além de 5.000 sítios arqueológicos.

Mesmo com a importância da conservação, nem sempre ocorre. Para a geógrafa da USP Simone Scifoni, o problema são os valores da sociedade. “As pessoas pensam que patrimônios da família (como o Casarão dos Matarazzo, em São Paulo, por exemplo) podem ser vendidos e transformados em dinheiro. Não entendem a importância da preservação.”

NO GRANDE ABC
Outro importante bem que pode ser reconhecido pela Unesco como patrimônio da humanidade é a Vila de Paranapiacaba, em Santo André. Passando por reformas com dinheiro do PAC 2 que, segundo o prefeito Carlos Grana, não têm data para acabar, o local deve servir de exemplo, segundo Simone. “Acho que temos muitas coisas para identificar como patrimônio histórico e proteger, mas há luz no fim do túnel. Paranapiacaba é um dos poucos lugares que recebem investimento e que vemos melhorias. O governo deve dar exemplo.”

Na região, o Ipabc (Instituto do Patrimônio do ABC) promove a palestra gratuita Identidades Plurais e Preservação Cultural dos Municípios, do historiador da USP Paulo César Garcez Marins, quinta, às 14h, na Associação dos Engenheiros e Arquitetos do ABC (R. Albertina, 53), Santo André.

Saiba mais informações no Diarinho de domingo. 



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