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Requerimento passa e irrita secretária de Luiz Marinho

Titular da Habitação, Tássia Regino cobrou governistas sobre aprovação de documento que questiona contratos da Pasta


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

11/08/2015 | 07:00


Requerimento de informações aprovado na quarta-feira pelos vereadores de São Bernardo irritou a secretária de Habitação do governo do prefeito Luiz Marinho (PT), Tássia Regino, que cobrou fortemente justificativa da bancada governista.

Protocolado pelo oposicionista Marcelo Lima (PPS), o documento questiona contrato entre a Prefeitura e a empresa Consórcio Habitat, constituído pela Argos Engenharia e Multisetorial Empresa de Assessoria e Gerenciamento. As companhias prestam serviço de consultoria para construção de moradias populares.

A peça foi avalizada pelo Legislativo em acordo de lideranças – prática usual da Casa. Vereadores entram em consenso sobre aprovação de diversos dados, porém, por orientação de Marinho, papéis incômodos ao governo são barrados por situacionistas.

Vereadores da bancada de sustentação revelaram ao Diário que, assim que soube da aprovação do requerimento, Tássia ligou para diversos parlamentares. Irritada, cobrou dos aliados.

Com a aprovação da Câmara, o documento tornou-se oficial. Pela lei municipal, a administração tem o prazo máximo de 30 dias para responder ao parlamentar solicitante.

O requerimento, assinado no dia 5, levantou oito questões sobre todo o vínculo da Prefeitura com o consórcio de empresas. Estão indagações sobre o nome dos proprietários e responsáveis pela concretização do contrato. Há também dúvida sobre débitos por parte da administração.

“Esse requerimento foi colocado de maneira honesta e transparente no acordo de lideranças, durante a sessão. Todos se mostraram cientes quanto aos questionamentos. O próprio Zé Ferreira (líder de governo, PT) foi dos que viu a matéria”, defendeu Marcelo.

Novo líder da bancada do PT no Legislativo, José Cloves (substituiu Luiz Francisco da Silva, o Luizinho, que estava na função no primeiro semestre), negou cobrança de Tássia. O petista considerou que o documento não aponta questionamentos incisivos. “Não vi nada de anormal ou extraordinário naquele requerimento. Penso que não ocorrerá qualquer problema. Estou tranquilo e não vejo polêmica em torno desse episódio”, justificou.

O feito, porém, contrariou prática da Casa, que rotineiramente vê a base governista – composta por 20 dos 28 vereadores – rejeitar todos os projetos, requerimentos e notas de autoria da bancada oposicionista ao longo do segundo mandato de Marinho, que iniciou em 2013.

“Pouco antes do recesso da Casa (ocorrido em julho) houve aprovação de matérias propostas pela oposição. Ocasionalmente não são aprovadas, mas em determinadas sessões buscamos o acordo. Volto a reforçar: não aconteceu desatenção porque não precisa destacar nada desse requerimento”, acrescentou Cloves.

ALEGAÇÃO
Segundo Marcelo, o requerimento busca elucidar informações obtidas por ele sobre o contrato. “Recebi denúncia indicando que a secretária era uma das sócias dessas empresas, que prestava serviços à administração desde 2004 (governo do prefeito William Dib, PSDB). Fui pesquisar e constatei o nome da Tássia na direção. Também vi que a companhia ficou credora da Prefeitura por serviços referentes a 2008. Ela foi nomeada secretária de Habitação em 2009. Nada mais comum questionar como foi paga essa dívida”, justificou Marcelo. 



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