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Saulo tenta acelerar teleférico e evitar perda de verba turística

Orlando Filho/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Nos últimos três anos, Ribeirão Pires recebeu R$ 14 milhões do Estado; Dade cobra atrativo por título de estância


Caio dos Reis
Especial para o Diário

06/08/2015 | 07:00


O prefeito de Ribeirão Pires, Saulo Benevides (PMDB), usará o projeto de construção do teleférico na cidade para evitar a perda de recursos turísticos do Dade (Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias). Nos últimos três anos, o município recebeu R$ 14 milhões do órgão, atrelado à Secretaria de Turismo do governo estadual.

“Nós tínhamos problema no passado em que a administração (Prefeitura) pegava essa verba que era para o turismo e pavimentava ruas. A cidade ficou ameaçada de perder o título de estância e, consequentemente, a verba do Dade. Quando fomos conversar com eles, me disseram que eu precisava construir atrativo turístico para fomentar essa área. Escolhemos o teleférico, até para mostrar o que temos de melhor, que é represa e a Mata Atlântica”, defendeu.

Atualmente, 67 municípios são considerados estâncias por lei. Essas cidades recebem aporte do Dade todos os anos para empenho em atrações de fomento ao turismo. As estâncias são divididas em balneárias, climáticas, hidrominerais e turísticas, como no caso de Ribeirão Pires.

Em 2013 e 2014, o município do Grande ABC recebeu R$ 4,5 milhões em cada ano. Já em 2015, o valor subiu para R$ 5 milhões. Os R$ 14 milhões serão empenhados para o projeto do teleférico, orçado em R$ 25 milhões. Os outros R$ 11 milhões são provenientes do Ministério do Turismo. “Nenhum centavo da construção do teleférico vem do tesouro. É tudo governo estadual e federal. Por mais que as pessoas falem, não tem nenhum dinheiro da cidade investido lá. Não existe contrapartida”, garantiu Saulo. Ainda no papel, o teleférico terá construção dividida em três etapas – civil, equipamentos e parque. A licitação da Cidade Encantada já foi feita. “Já licitamos e o dinheiro está na conta. Creio que daqui 45 dias começamos as obras”, concluiu.

A segunda parte, que está relacionada à construção de torres, também já foi licitada e deve ter a ordem de início em prazo de dez dias. O terceiro e último certame é para a compra dos equipamentos. Nesse caso, a tecnologia deve vir do Exterior, uma vez que estudos preliminares feitos pelo Paço não encontraram a tecnologia que o projeto previa em empresas nacionais.

Apesar de contestado pela oposição e rivais eleitorais, que alegam que essa obra não devia ser prioritária, Saulo acredita que o projeto será inaugurado ainda em sua gestão e trará benefícios, como a geração de empregos para a cidade. “O mais difícil eu já consegui. O Clóvis (Volpi, PTB) e a Maria Inês (Soares, PT) sonharam, mas não tiveram a habilidade de conseguir esse recurso. Irei começar a obra e acredito, por mais que exista a crise que estamos passando e demora na chegada da verba, que a até o fim da minha gestão estará pronta”, frisou. 



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