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Rio entra no clima olímpico e recebe evento-teste de triatlo neste domingo



02/08/2015 | 05:45


O Rio entra neste domingo no clima dos Jogos Olímpicos de 2016 com o evento-teste de triatlo. O "aquecimento" contará com 150 triatletas de 25 países em busca da sonhada classificação olímpica. Os três primeiros colocados de cada prova (masculina e feminina) garantirão uma vaga para o Comitê Olímpico Nacional (CON) de seu país, que deve indicar posteriormente os seus representantes na Olimpíada.

Cerca de 70 funcionários do Comitê Rio-2016 e 500 voluntários estarão envolvidos na realização do evento, que também engloba controle de doping, cronometragem e gestão dos resultados. De acordo com Delphine Moulin, gerente-geral de eventos-teste do Comitê, a "integração da cidade com o evento" é o maior foco da organização. "Vamos replicar parte dos serviços dos Jogos, só que em menor escala. Esse teste vai ser muito importante. Por serem realizadas ao ar livre, as provas têm um impacto direto para a população local", afirmou.

Em relação à competição, os testes mais importantes referem-se ao desenho do percurso e às condições climáticas enfrentadas pelos atletas a pouco mais de um ano para a Olimpíada. O trajeto de 1,5 km de natação, 40 km de ciclismo e 10 km de corrida reserva algumas particularidades do início ao fim.

Sem uma plataforma fixa na largada, os triatletas terão de correr pela areia para o trecho da natação, o que diminui a velocidade de entrada e saída da água. A correnteza do mar de Copacabana também será novidade para muitos competidores, já que a disputa da Olimpíada de Londres, em 2012, ocorreu em um rio artificial. O trecho de ciclismo inclui uma subida íngreme e uma descida acentuada e deve ser repetido oito vezes pelos atletas. E a prova termina após quatro voltas sob o vento da orla de Copacabana.

O britânico Alistair Brownlee, atual campeão olímpico, é um dos favoritos e está animado com a prova. "O percurso tem todos os ingredientes para haver uma quebra de pelotão. É muito interessante. Acho que este ano não tivemos uma competição que seja tão empolgante quanto esta".

A brasileira Pâmella Oliveira também acredita que as condições do evento-teste vão ressaltar os diferentes níveis dos participantes. "Acho que desde a natação vai haver separação do grupo. A largada será feita na praia e nadar em mar não vai ser tão fácil quanto nadar em esteira. Tem toda condição de saírem grupos mais separados, isso vai agravar com certeza depois da primeira subida. Vai ser uma prova bem picada".

De acordo com o ranking da União Internacional de Triatlo (ITU, em inglês), Pâmella e Diogo Sclebin são os brasileiros mais próximos dos Jogos do Rio. O Brasil terá mais 12 atletas na prova: Reinaldo Colucci, Danilo Pimentel, Wesley Matos, Manoel Messias, Bruno Matheus, Mauro Cavanha, Paulo Roberto Maciel, Beatriz Neres, Luisa Baptista, Fabíola Gomes, Vittoria Lopes e Luiza Cravo. A competição feminina tem início às 9 horas e a disputa masculina ocorre a partir das 12h30.



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Rio entra no clima olímpico e recebe evento-teste de triatlo neste domingo


02/08/2015 | 05:45


O Rio entra neste domingo no clima dos Jogos Olímpicos de 2016 com o evento-teste de triatlo. O "aquecimento" contará com 150 triatletas de 25 países em busca da sonhada classificação olímpica. Os três primeiros colocados de cada prova (masculina e feminina) garantirão uma vaga para o Comitê Olímpico Nacional (CON) de seu país, que deve indicar posteriormente os seus representantes na Olimpíada.

Cerca de 70 funcionários do Comitê Rio-2016 e 500 voluntários estarão envolvidos na realização do evento, que também engloba controle de doping, cronometragem e gestão dos resultados. De acordo com Delphine Moulin, gerente-geral de eventos-teste do Comitê, a "integração da cidade com o evento" é o maior foco da organização. "Vamos replicar parte dos serviços dos Jogos, só que em menor escala. Esse teste vai ser muito importante. Por serem realizadas ao ar livre, as provas têm um impacto direto para a população local", afirmou.

Em relação à competição, os testes mais importantes referem-se ao desenho do percurso e às condições climáticas enfrentadas pelos atletas a pouco mais de um ano para a Olimpíada. O trajeto de 1,5 km de natação, 40 km de ciclismo e 10 km de corrida reserva algumas particularidades do início ao fim.

Sem uma plataforma fixa na largada, os triatletas terão de correr pela areia para o trecho da natação, o que diminui a velocidade de entrada e saída da água. A correnteza do mar de Copacabana também será novidade para muitos competidores, já que a disputa da Olimpíada de Londres, em 2012, ocorreu em um rio artificial. O trecho de ciclismo inclui uma subida íngreme e uma descida acentuada e deve ser repetido oito vezes pelos atletas. E a prova termina após quatro voltas sob o vento da orla de Copacabana.

O britânico Alistair Brownlee, atual campeão olímpico, é um dos favoritos e está animado com a prova. "O percurso tem todos os ingredientes para haver uma quebra de pelotão. É muito interessante. Acho que este ano não tivemos uma competição que seja tão empolgante quanto esta".

A brasileira Pâmella Oliveira também acredita que as condições do evento-teste vão ressaltar os diferentes níveis dos participantes. "Acho que desde a natação vai haver separação do grupo. A largada será feita na praia e nadar em mar não vai ser tão fácil quanto nadar em esteira. Tem toda condição de saírem grupos mais separados, isso vai agravar com certeza depois da primeira subida. Vai ser uma prova bem picada".

De acordo com o ranking da União Internacional de Triatlo (ITU, em inglês), Pâmella e Diogo Sclebin são os brasileiros mais próximos dos Jogos do Rio. O Brasil terá mais 12 atletas na prova: Reinaldo Colucci, Danilo Pimentel, Wesley Matos, Manoel Messias, Bruno Matheus, Mauro Cavanha, Paulo Roberto Maciel, Beatriz Neres, Luisa Baptista, Fabíola Gomes, Vittoria Lopes e Luiza Cravo. A competição feminina tem início às 9 horas e a disputa masculina ocorre a partir das 12h30.

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