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Latrocínios caem em mais de 50%


Yara Ferraz

02/08/2015 | 07:13


O número de latrocínios registrados na região diminuiu em 52,35% no primeiro semestre deste ano. De acordo com dados da SSP (Secretaria de Segurança Pública) do Estado, no mesmo período de 2014 foram registrados 21 casos no Grande ABC, enquanto nesse período foram dez.

A cidade que teve o maior número de registros no ano passado foi Santo André com oito casos, sendo que o número despencou para um neste ano. São Bernardo, São Caetano e Ribeirão Pires foram as únicas cidades a registrar aumento, uma vez que todas elas tiveram um caso a mais (veja mais detalhes na tabela acima).

Na comparação entre o mês de junho de 2015 e o de 2014, o número do Grande ABC se manteve estável, permanecendo em dois casos. No ano passado, os crimes ocorreram em São Bernardo e Diadema. Ribeirão Pires e São Bernardo foram o alvo na atual temporada.

De acordo com o professor da Faculdade de Direito de São Bernardo e especialista em Direito Penal, Vladimir Balico, o que diferencia o crime do homicídio é o motivo. Isso porque o latrocínio é o roubo com a consequência da morte.

“O objetivo desse criminoso não é tirar a vida de alguém, mas ele quer roubar um bem e por isso matou. Agora se a pessoa estava nervosa no trânsito e atirou em outra, por exemplo, é homicídio. Mesmo que ele não consiga efetuar o roubo, ainda assim é considerado um latrocínio”, explicou.

A pena para o crime pode chegar em até 30 anos em regime fechado, uma vez que é considerado hediondo. Porém, mesmo tendo como consequência a morte, ele não será levado a júri, já que é classificado como crime contra o patrimônio.

“O Supremo Tribunal Federal editou uma sumula que diz que o latrocínio não é um crime contra a vida, mas, sim, contra o patrimônio. Por isso o julgamento é pelo juiz comum, já que ele é considerado como se fosse um roubo, furto, estelionato, mesmo com penas mais severas”, disse o professor.

Conforme o comandante da PM (Polícia Militar) na região, coronel Marcelo Cortez Ramos de Paula, a ação acontece dependendo do comportamento do autor e da vítima. “Por essa razão, uma das formas de atuação da polícia é, além de evitar o roubo, orientar. Muitas pessoas se sentem incomodadas com isso, mas é óbvio que nós não conseguimos zerar os crimes, e nem por isso vamos deixar de orientar as vítimas a não reagir. É um trabalho importante que a gente procura fazer e, se uma vida tiver sido salva por esse trabalho já vale a pena”, comentou.

Um dos crimes que marcou o Grande ABC em 2013 e pode ser enquadrado como latrocínio é o que vitimou a dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza, com 47 anos na época. No seu consultório em São Bernardo, ela foi queimada pelos assaltantes após verificarem que ela não tinha dinheiro. “Mesmo que a pessoa só tentou matar já é latrocínio. Quanto mais grave, maior vai ser o impacto na pena. No caso da dentista, por exemplo, como houve muita crueldade, isso impactaria nos anos em que os culpados cumpririam, se fossem maiores”, disse Balico. 



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Latrocínios caem em mais de 50%

Yara Ferraz

02/08/2015 | 07:13


O número de latrocínios registrados na região diminuiu em 52,35% no primeiro semestre deste ano. De acordo com dados da SSP (Secretaria de Segurança Pública) do Estado, no mesmo período de 2014 foram registrados 21 casos no Grande ABC, enquanto nesse período foram dez.

A cidade que teve o maior número de registros no ano passado foi Santo André com oito casos, sendo que o número despencou para um neste ano. São Bernardo, São Caetano e Ribeirão Pires foram as únicas cidades a registrar aumento, uma vez que todas elas tiveram um caso a mais (veja mais detalhes na tabela acima).

Na comparação entre o mês de junho de 2015 e o de 2014, o número do Grande ABC se manteve estável, permanecendo em dois casos. No ano passado, os crimes ocorreram em São Bernardo e Diadema. Ribeirão Pires e São Bernardo foram o alvo na atual temporada.

De acordo com o professor da Faculdade de Direito de São Bernardo e especialista em Direito Penal, Vladimir Balico, o que diferencia o crime do homicídio é o motivo. Isso porque o latrocínio é o roubo com a consequência da morte.

“O objetivo desse criminoso não é tirar a vida de alguém, mas ele quer roubar um bem e por isso matou. Agora se a pessoa estava nervosa no trânsito e atirou em outra, por exemplo, é homicídio. Mesmo que ele não consiga efetuar o roubo, ainda assim é considerado um latrocínio”, explicou.

A pena para o crime pode chegar em até 30 anos em regime fechado, uma vez que é considerado hediondo. Porém, mesmo tendo como consequência a morte, ele não será levado a júri, já que é classificado como crime contra o patrimônio.

“O Supremo Tribunal Federal editou uma sumula que diz que o latrocínio não é um crime contra a vida, mas, sim, contra o patrimônio. Por isso o julgamento é pelo juiz comum, já que ele é considerado como se fosse um roubo, furto, estelionato, mesmo com penas mais severas”, disse o professor.

Conforme o comandante da PM (Polícia Militar) na região, coronel Marcelo Cortez Ramos de Paula, a ação acontece dependendo do comportamento do autor e da vítima. “Por essa razão, uma das formas de atuação da polícia é, além de evitar o roubo, orientar. Muitas pessoas se sentem incomodadas com isso, mas é óbvio que nós não conseguimos zerar os crimes, e nem por isso vamos deixar de orientar as vítimas a não reagir. É um trabalho importante que a gente procura fazer e, se uma vida tiver sido salva por esse trabalho já vale a pena”, comentou.

Um dos crimes que marcou o Grande ABC em 2013 e pode ser enquadrado como latrocínio é o que vitimou a dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza, com 47 anos na época. No seu consultório em São Bernardo, ela foi queimada pelos assaltantes após verificarem que ela não tinha dinheiro. “Mesmo que a pessoa só tentou matar já é latrocínio. Quanto mais grave, maior vai ser o impacto na pena. No caso da dentista, por exemplo, como houve muita crueldade, isso impactaria nos anos em que os culpados cumpririam, se fossem maiores”, disse Balico. 

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