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Apresentamos as pensadoras do Museu de Santo André

Professor Takara relata aulas e encontros


Ademir Médici

02/08/2015 | 07:07


Do 17º Encontro de Pesquisadores do Grande ABC, que o Museu Dr. Octaviano Armando Gaiarsa realizou em abril, o professor e mestre Alexandre Takara escreveu cinco aulas sintéticas – todas devidamente publicadas aqui na Memória. Takara fez também comentários a respeito do encontro, alinhavando várias propostas. Podemos chamar este último texto da sexta aula.

Memória já tinha o trabalho do professor Takara, mas buscavámos uma ilustração. Por que não fotografá-lo ao lado da equipe do Museu? É no museu que realizam uma obra primorosa estas jovens pensadoras que seguem os passos do organizador da instituição, e seu primeiro responsável, museólogo Wilson Stanziani de Souza.

Todos concordaram e, semana passada, estivemos no museu para a foto e para conhecer tudo o que está exposto. Uma maravilha. Vocês não conhecem este espaço? Não sabem o que estão perdendo. O museu fica à Rua Senador Flaquer, no prédio centenário do 1º Grupo Escolar de Santo André. Se aproximem. E agora, mais uma aula do professor Takara.

Um espaço simbólico da cidade

Texto: Alexandre Takara

Os encontros de pesquisadores de memória e de história promovidos pelo Museu de Santo André Dr. Octaviano Armando Gaiarsa já se inscreveram na história da cultura do Grande ABC. Haja vista que se realizou recentemente o 17º encontro com um número grande de interessados. E, à margem dessa ação cultural, foi aprazível ver, do auditório, o número cada vez maior de visitantes, caminhando pelos corredores e contemplando fotografias e documentos expostos. E amigos e pares de namorados e famílias sentados nos bancos colocados no pátio à sombra das árvores quase centenárias. O museu transformou-se num espaço simbólico da cidade.

Mas tudo que se expande, desenvolve e se diversifica cria novas situações. Essas situações criam novos desafios. Proponho um a ser discutido e analisado.

Volto aos encontros. Ao discutirem o planejamento urbano das cidades, a administração pública cometeu alguns equívocos que ainda hoje geram problemas aos munícipes. Cito apenas um, entre muitos, apontado por Ademir Medici: a canalização do Rio dos Meninos em São Bernardo. Uma senhora do povo, Virginia Corazza, profetizou que a canalização do rio iria trazer inundações e transtornos à cidade, sobretudo nas imediações do local onde foi erigido o prédio do Paço. Dito e feito. Em que se baseou para fazer essa profecia? Nas experiências pessoais. Ela ia lavar roupas no rio. Tinha de amarrar a tábua para que não fosse levada pela correnteza em dias de chuva. Imagine com o rio canalizado e cimentado, pois aumentaria o volume da água e a correnteza seria mais forte.

A administração pública tem de ouvir mais a população. E os encontros de pesquisadores ensejam essa aproximação. Daí, o museu ter aberto esse canal de comunicação. Gente do povo, simples e humilde, os frequenta e dão seus depoimentos fundados na história de suas vidas pessoais. Muitos são comoventes porque baseados na memória afetiva. Um imperativo categórico manter esses encontros.

Sucede que esses encontros estão recebendo novos ingredientes, como a participação cada vez maior de acadêmicos. TCC’s, teses de mestrado e doutorado estão se tornando mais frequentes. Isso significa que o museu e as universidades estão se aproximando e sabendo dialogar. Há a necessidade de criar nova forma de organização, um fórum, um simpósio ou qualquer outra. O fundamental é que essa nova forma complemente o encontro de pesquisadores e trabalhem em parceria num projeto mais ambicioso para a cidade.

Do outro lado do rio

No ‘Álbum Futebolístico de São Paulo’, editado pela FPF em 1957, a presença do Atlético Vila Alpina. De São Paulo, o clube disputava os campeonatos de São Caetano e Santo André. A descrição é do jornalista Nelson Martins de Almeida:
Fundação: 6-6-1936.
Títulos principais: campeão da cidade em 1945 e 1953.
Presidente de honra: Anacleto Campanella.
Orador oficial: vereador Jaime da Silva Reis.
Diretoria em 1956: presidente, Geraldo Prates; vice, Engênio Mingorance; 1º secretário, Vacrius Rutkankas; 2º secretário. Rufino José Figueiredo; 1º tesoureiro: H. Nishuwaki; 2º tesoureiro, Vitantes Clisches; diretor esportivo, Aurélio Loureiro de Bastos.

Diário há 30 anos

Sexta-feira, 2 de agosto de 1985 – ano 28, nº 5892
Manchete – País cede ao FMI e eleva reposição de tarifas públicas.
Santo André – Prefeitura estuda construir casas populares aos servidores de baixa renda em área de Utinga.
Semasa inaugura usina de massa fria para reparos em pavimentação.

Em 2 de agosto de...

1915 – Esmolam em Santo André crianças vindas de locais como o Ipiranga. Seguem de porta em porta desde as primeiras horas do dia. Ao invés de estudar são exploradas pelos pais rebeldes ao trabalho.
A guerra. Do noticiário do Estadão:
‘A ofensiva italiana no Tirol, no Trentino e
na Carnia’.
1930 – O momento político nacional. Navio Rodrigues Alves com o corpo de João Pessoa faz escala em Maceió na direção do Rio de Janeiro.
Avião cai na Estação Rio Grande, que é hoje o Município de Rio Grande da Serra.
Deputado Franco Montoro visita o Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André.
Ele se reúne com o núcleo local da União dos Aposentados e Pensionistas do Brasil. São discutidos temas como o salário mínimo do aposentado e o pagamento do salário família em dobro.
1975 - Caetano Veloso finalmente estréia no Municipal de Santo André, vencido o problema da censura. Vem todo de branco, ao lado do Grupo Bendengó. Canta ‘Escapulário’, que tem letra de Oswald de Andrade. Na plateia, 700 pessoas, 200 a mais que o número de cadeiras da casa.
1990 - Fundada a Orquestra de Violeiros de Mauá, a primeira do Grande ABC.

Hoje...

Dia do Nordestino, comemorado no Estado de São Paulo desde 1993.
Dia das Vocações Sacerdotais

Barro Paulista

EX-VOTO
Século 19. Óleo sobre madeira. Proveniente da capela da Fazenda São Matias (ou da Feiticeira) de Ilhabela. Coleção: governo de São Paulo.
Peça faz parte da exposição Barro Paulista: a tradição bandeirante do imaginário em barro cozido. Em cartaz no Museu de Arte Sacra, Capital (Avenida Tiradentes, 676, bairro da Luz). Curador: Dalton Sala.

Santos do Dia
Eusébio de Vercelli
Pedro Julião Eymard
Teodata
 



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Apresentamos as pensadoras do Museu de Santo André

Professor Takara relata aulas e encontros

Ademir Médici

02/08/2015 | 07:07


Do 17º Encontro de Pesquisadores do Grande ABC, que o Museu Dr. Octaviano Armando Gaiarsa realizou em abril, o professor e mestre Alexandre Takara escreveu cinco aulas sintéticas – todas devidamente publicadas aqui na Memória. Takara fez também comentários a respeito do encontro, alinhavando várias propostas. Podemos chamar este último texto da sexta aula.

Memória já tinha o trabalho do professor Takara, mas buscavámos uma ilustração. Por que não fotografá-lo ao lado da equipe do Museu? É no museu que realizam uma obra primorosa estas jovens pensadoras que seguem os passos do organizador da instituição, e seu primeiro responsável, museólogo Wilson Stanziani de Souza.

Todos concordaram e, semana passada, estivemos no museu para a foto e para conhecer tudo o que está exposto. Uma maravilha. Vocês não conhecem este espaço? Não sabem o que estão perdendo. O museu fica à Rua Senador Flaquer, no prédio centenário do 1º Grupo Escolar de Santo André. Se aproximem. E agora, mais uma aula do professor Takara.

Um espaço simbólico da cidade

Texto: Alexandre Takara

Os encontros de pesquisadores de memória e de história promovidos pelo Museu de Santo André Dr. Octaviano Armando Gaiarsa já se inscreveram na história da cultura do Grande ABC. Haja vista que se realizou recentemente o 17º encontro com um número grande de interessados. E, à margem dessa ação cultural, foi aprazível ver, do auditório, o número cada vez maior de visitantes, caminhando pelos corredores e contemplando fotografias e documentos expostos. E amigos e pares de namorados e famílias sentados nos bancos colocados no pátio à sombra das árvores quase centenárias. O museu transformou-se num espaço simbólico da cidade.

Mas tudo que se expande, desenvolve e se diversifica cria novas situações. Essas situações criam novos desafios. Proponho um a ser discutido e analisado.

Volto aos encontros. Ao discutirem o planejamento urbano das cidades, a administração pública cometeu alguns equívocos que ainda hoje geram problemas aos munícipes. Cito apenas um, entre muitos, apontado por Ademir Medici: a canalização do Rio dos Meninos em São Bernardo. Uma senhora do povo, Virginia Corazza, profetizou que a canalização do rio iria trazer inundações e transtornos à cidade, sobretudo nas imediações do local onde foi erigido o prédio do Paço. Dito e feito. Em que se baseou para fazer essa profecia? Nas experiências pessoais. Ela ia lavar roupas no rio. Tinha de amarrar a tábua para que não fosse levada pela correnteza em dias de chuva. Imagine com o rio canalizado e cimentado, pois aumentaria o volume da água e a correnteza seria mais forte.

A administração pública tem de ouvir mais a população. E os encontros de pesquisadores ensejam essa aproximação. Daí, o museu ter aberto esse canal de comunicação. Gente do povo, simples e humilde, os frequenta e dão seus depoimentos fundados na história de suas vidas pessoais. Muitos são comoventes porque baseados na memória afetiva. Um imperativo categórico manter esses encontros.

Sucede que esses encontros estão recebendo novos ingredientes, como a participação cada vez maior de acadêmicos. TCC’s, teses de mestrado e doutorado estão se tornando mais frequentes. Isso significa que o museu e as universidades estão se aproximando e sabendo dialogar. Há a necessidade de criar nova forma de organização, um fórum, um simpósio ou qualquer outra. O fundamental é que essa nova forma complemente o encontro de pesquisadores e trabalhem em parceria num projeto mais ambicioso para a cidade.

Do outro lado do rio

No ‘Álbum Futebolístico de São Paulo’, editado pela FPF em 1957, a presença do Atlético Vila Alpina. De São Paulo, o clube disputava os campeonatos de São Caetano e Santo André. A descrição é do jornalista Nelson Martins de Almeida:
Fundação: 6-6-1936.
Títulos principais: campeão da cidade em 1945 e 1953.
Presidente de honra: Anacleto Campanella.
Orador oficial: vereador Jaime da Silva Reis.
Diretoria em 1956: presidente, Geraldo Prates; vice, Engênio Mingorance; 1º secretário, Vacrius Rutkankas; 2º secretário. Rufino José Figueiredo; 1º tesoureiro: H. Nishuwaki; 2º tesoureiro, Vitantes Clisches; diretor esportivo, Aurélio Loureiro de Bastos.

Diário há 30 anos

Sexta-feira, 2 de agosto de 1985 – ano 28, nº 5892
Manchete – País cede ao FMI e eleva reposição de tarifas públicas.
Santo André – Prefeitura estuda construir casas populares aos servidores de baixa renda em área de Utinga.
Semasa inaugura usina de massa fria para reparos em pavimentação.

Em 2 de agosto de...

1915 – Esmolam em Santo André crianças vindas de locais como o Ipiranga. Seguem de porta em porta desde as primeiras horas do dia. Ao invés de estudar são exploradas pelos pais rebeldes ao trabalho.
A guerra. Do noticiário do Estadão:
‘A ofensiva italiana no Tirol, no Trentino e
na Carnia’.
1930 – O momento político nacional. Navio Rodrigues Alves com o corpo de João Pessoa faz escala em Maceió na direção do Rio de Janeiro.
Avião cai na Estação Rio Grande, que é hoje o Município de Rio Grande da Serra.
Deputado Franco Montoro visita o Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André.
Ele se reúne com o núcleo local da União dos Aposentados e Pensionistas do Brasil. São discutidos temas como o salário mínimo do aposentado e o pagamento do salário família em dobro.
1975 - Caetano Veloso finalmente estréia no Municipal de Santo André, vencido o problema da censura. Vem todo de branco, ao lado do Grupo Bendengó. Canta ‘Escapulário’, que tem letra de Oswald de Andrade. Na plateia, 700 pessoas, 200 a mais que o número de cadeiras da casa.
1990 - Fundada a Orquestra de Violeiros de Mauá, a primeira do Grande ABC.

Hoje...

Dia do Nordestino, comemorado no Estado de São Paulo desde 1993.
Dia das Vocações Sacerdotais

Barro Paulista

EX-VOTO
Século 19. Óleo sobre madeira. Proveniente da capela da Fazenda São Matias (ou da Feiticeira) de Ilhabela. Coleção: governo de São Paulo.
Peça faz parte da exposição Barro Paulista: a tradição bandeirante do imaginário em barro cozido. Em cartaz no Museu de Arte Sacra, Capital (Avenida Tiradentes, 676, bairro da Luz). Curador: Dalton Sala.

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