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Economia do Equador será dolarizada


Do Diário do Grande ABC

10/01/2000 | 10:58


O Equador amanheceu, nesta segunda-feira, com sua economia dolarizada por determinaçao do presidente Jamil Mahuad, que enfrenta protestos em todo o país contra seu governo. Mahuad anunciou na noite deste domingo, a dolarizaçao da economia equatoriana, com o objetivo de enfrentar ''a maior crise econômica da história do país``.

O presidente nao deu detalhes da iniciativa, mas afirmou que enviará ao Banco Central as instruçoes para fazer a dolarizaçao, a qual o BC se opoe. Mahuad explicou que se o Banco Central rechaçar esta medida, convocará o Congresso a fim de destituir os diretores da autoridade monetária que desaprovem o novo sistema.

Diversos setores do país criticaram o governo devido à ausência de decisoes oportunas para frear a alta do dólar. Na última semana, o sucre, moeda nacional, foi desvalorizada em 20%. Dirigentes políticos, sociais, empresariais e sindicais pediram a renúncia de Mahuad, acusando-o de suposta incapacidade para enfrentar a atual crise nacional.

Numa aparente tentativa de defender seu criticado governo, Mahuad fez um pronunciamento à naçao na noite de domingo, em cadeia nacional de rádio e tevê, para anunciar a dolarizaçao e pedir que o Congresso aprove uma pacote de reformas, que incluem seguridade social, leis trabalhistas e incentivo ás privatizaçoes. O pacote de reformas será enviado ao Congresso nos próximos dias. O presidente equatoriano afirmou que, nos próximos dias, também estará divulgando mudanças em seu gabinete, mas nao entrou em detalhes.

Os anúncios do presidente seguiram a um tenso fim de semana, no qual a imprensa local chegou a especular com a possibilidade de um golpe de estado liderado pelas forças armadas, que acabaram expressando seu apoio ao regime democrático.

Enquanto isso, as organizaçoes trabalhistas, estudantis e de transporte, além das comunidades indígenas, iniciaram esta semana uma série de protestos de rua para exigir que Mahuad abandone o poder, assumido por ele em agosto de 1998. O mandato de Mahuad deve terminar em janeiro de 2003.

O governante do partido democrata-cristao é acusado de ser incapaz de governar o país por opositores tanto da esquerda quanto da direita.

Mahuad nao fez qualquer alusao ao suposto golpe de Estado ou aos protestos dos opositores durante o comunicado em rede nacional, mas afirmou que o governo, as forças armadas e a polícia nao vao permitir "atos de vandalismo" e manterao a ordem e a lei no país.



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Economia do Equador será dolarizada

Do Diário do Grande ABC

10/01/2000 | 10:58


O Equador amanheceu, nesta segunda-feira, com sua economia dolarizada por determinaçao do presidente Jamil Mahuad, que enfrenta protestos em todo o país contra seu governo. Mahuad anunciou na noite deste domingo, a dolarizaçao da economia equatoriana, com o objetivo de enfrentar ''a maior crise econômica da história do país``.

O presidente nao deu detalhes da iniciativa, mas afirmou que enviará ao Banco Central as instruçoes para fazer a dolarizaçao, a qual o BC se opoe. Mahuad explicou que se o Banco Central rechaçar esta medida, convocará o Congresso a fim de destituir os diretores da autoridade monetária que desaprovem o novo sistema.

Diversos setores do país criticaram o governo devido à ausência de decisoes oportunas para frear a alta do dólar. Na última semana, o sucre, moeda nacional, foi desvalorizada em 20%. Dirigentes políticos, sociais, empresariais e sindicais pediram a renúncia de Mahuad, acusando-o de suposta incapacidade para enfrentar a atual crise nacional.

Numa aparente tentativa de defender seu criticado governo, Mahuad fez um pronunciamento à naçao na noite de domingo, em cadeia nacional de rádio e tevê, para anunciar a dolarizaçao e pedir que o Congresso aprove uma pacote de reformas, que incluem seguridade social, leis trabalhistas e incentivo ás privatizaçoes. O pacote de reformas será enviado ao Congresso nos próximos dias. O presidente equatoriano afirmou que, nos próximos dias, também estará divulgando mudanças em seu gabinete, mas nao entrou em detalhes.

Os anúncios do presidente seguiram a um tenso fim de semana, no qual a imprensa local chegou a especular com a possibilidade de um golpe de estado liderado pelas forças armadas, que acabaram expressando seu apoio ao regime democrático.

Enquanto isso, as organizaçoes trabalhistas, estudantis e de transporte, além das comunidades indígenas, iniciaram esta semana uma série de protestos de rua para exigir que Mahuad abandone o poder, assumido por ele em agosto de 1998. O mandato de Mahuad deve terminar em janeiro de 2003.

O governante do partido democrata-cristao é acusado de ser incapaz de governar o país por opositores tanto da esquerda quanto da direita.

Mahuad nao fez qualquer alusao ao suposto golpe de Estado ou aos protestos dos opositores durante o comunicado em rede nacional, mas afirmou que o governo, as forças armadas e a polícia nao vao permitir "atos de vandalismo" e manterao a ordem e a lei no país.

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