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Para Salles, Paulinho ser candidato é ‘incoerência’

Anderson Silva/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Nome do PPS ao Paço de Sto.André cita que pessedista teria que se posicionar em 2014


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

18/07/2015 | 07:00


Pré-candidato do PPS à Prefeitura de Santo André, Raimundo Salles criticou a possível saída de Paulinho Serra (PSD), hoje secretário de Mobilidade Urbana, Obras e Serviços Públicos, da administração municipal para postular cargo de prefeito no ano que vem. Para o popular-socialista, o pessedista adotar a postura neste momento com vistas a ser pleiteante ao Paço é “incoerência política”. “Se tem proposta de ser candidato teria que se posicionar em 2014, quando o prefeito (Carlos Grana, PT) deixou claro, durante a campanha presidencial, que apoio naquela ocasião seria ao projeto federal (de Dilma Rousseff, PT) e ao de sua reeleição em 2016. Eu preferi me afastar do governo.”

Salles deixou a Pasta de Cultura da gestão petista em outubro ao anunciar adesão à candidatura de Aécio Neves (PSDB) ao Palácio do Planalto. Ele frisou que Grana abordou, na oportunidade há nove meses, o cenário como condição de dar continuidade ao grupo que estava no Paço, então com 22 meses de mandato. “Vejo que a situação pode se configurar em deslealdade, porque aquele discurso feito pelo prefeito era aviso para verificar com quem poderia contar (na empreitada eleitoral)”, disse, referindo-se ao ex-colega de governo. “Mas o Paulinho sempre teve esse comportamento. Não tenho dúvida de que (o pessedista) será candidato (na sucessão)”, concluiu.

Antes de atuarem juntos na Prefeitura de Santo André, o popular-socialista já dividiu a mesma ‘casa’ partidária com Paulinho no passado. Ambos eram do PFL, sigla que virou o atual DEM. Nas duas circunstâncias, a relação pessoal não era estável.

Paulinho é cotado para encabeçar chapa majoritária pelo PSD, afiançado pelo ministro das Cidades e maior liderança da legenda, Gilberto Kassab, porém não está descartada eventual mudança para o PSDB, uma das principais siglas de oposição ao petismo. O tucanato tem cortejado o ex-vereador pelo retorno ao ninho, do qual ele tentou ser candidato ao Paço em 2012. Entretanto, à época, o partido recuou de lançar projeto próprio, algo inédito no retrospecto da cidade, e indicou vice em dobrada com Salles. Com a reviravolta, orquestrada por tucanos da região, o então parlamentar saiu da agremiação e filiou-se à ala pessedista, que integrou a coligação do PT no último páreo municipal.

O ex-secretário de Cultura do Paço entrará na concorrência pela cadeira máxima do Executivo pela terceira vez consecutiva. Salles se afastou do governo atirando contra o PT. Atacou que o partido forçou a barra para seu afastamento, sabotando 24 horas. Diante do panorama atual, segundo o popular-socialista, Grana caminha para o isolamento de lideranças aliadas. “Não quero formar frente antiPT, mas o voto da oposição está unido, independentemente da vontade dos candidatos. O eleitorado contra o PT está bem consolidado. Dá para perceber isso nas ruas.”

Chehade rebate PT: ‘Tem de cobrar Dilma’

O presidente do PSDB de Santo André, Marcelo Chehade, sustentou que, antes de o prefeito Carlos Grana (PT) cobrar os tucanos, necessita “fazer a lição de casa” ao rebater fala do petista de que o futuro candidato do PSDB na eleição ficará com o ônus de explicar promessas não realizadas pelo governo do Estado na cidade. Segundo o dirigente, a administração municipal precisa garantir o investimento federal de R$ 1 bilhão, anunciados na campanha do ano passado. “Há descrito num panfleto, inclusive, distribuído pelo prefeito, essa promessa de aporte. Isso significa um terço do orçamento anual. Não vejo essa disposição.”

O material de campanha destacava que a cidade corria o risco de perder esse repasse em caso de derrota do projeto de reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), apontando aplicação em série de áreas, como Habitação, Saúde e Mobilidade Urbana. “Quero saber se essa verba está assegurada”, reiterou. Chehade pretende se reunir e ouvir da cúpula estadual as promessas elencadas por Grana, que criticou a falta de construção do CRI (Centro de Referência do Idoso), unidade da Rede Lucy Montoro e intervenções na Avenida dos Estados. “Podemos bater nas duas portas e fazer a cobrança no Palácio dos Bandeirantes e também em Brasília.”

O dirigente tucano alegou que Grana antecipa o debate e demonstra incômodo com o projeto próprio do PSDB. Segundo Chehade, o PT precisa primeiro se preocupar com o seu quintal. “Quando se critica alguma coisa tem que estar certo de que não há algo que possa ser retrucado. Agora ele vai ter que provar que aquele panfleto (elaborado pelo partido) não era chantagem eleitoral.”



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Para Salles, Paulinho ser candidato é ‘incoerência’

Nome do PPS ao Paço de Sto.André cita que pessedista teria que se posicionar em 2014

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

18/07/2015 | 07:00


Pré-candidato do PPS à Prefeitura de Santo André, Raimundo Salles criticou a possível saída de Paulinho Serra (PSD), hoje secretário de Mobilidade Urbana, Obras e Serviços Públicos, da administração municipal para postular cargo de prefeito no ano que vem. Para o popular-socialista, o pessedista adotar a postura neste momento com vistas a ser pleiteante ao Paço é “incoerência política”. “Se tem proposta de ser candidato teria que se posicionar em 2014, quando o prefeito (Carlos Grana, PT) deixou claro, durante a campanha presidencial, que apoio naquela ocasião seria ao projeto federal (de Dilma Rousseff, PT) e ao de sua reeleição em 2016. Eu preferi me afastar do governo.”

Salles deixou a Pasta de Cultura da gestão petista em outubro ao anunciar adesão à candidatura de Aécio Neves (PSDB) ao Palácio do Planalto. Ele frisou que Grana abordou, na oportunidade há nove meses, o cenário como condição de dar continuidade ao grupo que estava no Paço, então com 22 meses de mandato. “Vejo que a situação pode se configurar em deslealdade, porque aquele discurso feito pelo prefeito era aviso para verificar com quem poderia contar (na empreitada eleitoral)”, disse, referindo-se ao ex-colega de governo. “Mas o Paulinho sempre teve esse comportamento. Não tenho dúvida de que (o pessedista) será candidato (na sucessão)”, concluiu.

Antes de atuarem juntos na Prefeitura de Santo André, o popular-socialista já dividiu a mesma ‘casa’ partidária com Paulinho no passado. Ambos eram do PFL, sigla que virou o atual DEM. Nas duas circunstâncias, a relação pessoal não era estável.

Paulinho é cotado para encabeçar chapa majoritária pelo PSD, afiançado pelo ministro das Cidades e maior liderança da legenda, Gilberto Kassab, porém não está descartada eventual mudança para o PSDB, uma das principais siglas de oposição ao petismo. O tucanato tem cortejado o ex-vereador pelo retorno ao ninho, do qual ele tentou ser candidato ao Paço em 2012. Entretanto, à época, o partido recuou de lançar projeto próprio, algo inédito no retrospecto da cidade, e indicou vice em dobrada com Salles. Com a reviravolta, orquestrada por tucanos da região, o então parlamentar saiu da agremiação e filiou-se à ala pessedista, que integrou a coligação do PT no último páreo municipal.

O ex-secretário de Cultura do Paço entrará na concorrência pela cadeira máxima do Executivo pela terceira vez consecutiva. Salles se afastou do governo atirando contra o PT. Atacou que o partido forçou a barra para seu afastamento, sabotando 24 horas. Diante do panorama atual, segundo o popular-socialista, Grana caminha para o isolamento de lideranças aliadas. “Não quero formar frente antiPT, mas o voto da oposição está unido, independentemente da vontade dos candidatos. O eleitorado contra o PT está bem consolidado. Dá para perceber isso nas ruas.”

Chehade rebate PT: ‘Tem de cobrar Dilma’

O presidente do PSDB de Santo André, Marcelo Chehade, sustentou que, antes de o prefeito Carlos Grana (PT) cobrar os tucanos, necessita “fazer a lição de casa” ao rebater fala do petista de que o futuro candidato do PSDB na eleição ficará com o ônus de explicar promessas não realizadas pelo governo do Estado na cidade. Segundo o dirigente, a administração municipal precisa garantir o investimento federal de R$ 1 bilhão, anunciados na campanha do ano passado. “Há descrito num panfleto, inclusive, distribuído pelo prefeito, essa promessa de aporte. Isso significa um terço do orçamento anual. Não vejo essa disposição.”

O material de campanha destacava que a cidade corria o risco de perder esse repasse em caso de derrota do projeto de reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), apontando aplicação em série de áreas, como Habitação, Saúde e Mobilidade Urbana. “Quero saber se essa verba está assegurada”, reiterou. Chehade pretende se reunir e ouvir da cúpula estadual as promessas elencadas por Grana, que criticou a falta de construção do CRI (Centro de Referência do Idoso), unidade da Rede Lucy Montoro e intervenções na Avenida dos Estados. “Podemos bater nas duas portas e fazer a cobrança no Palácio dos Bandeirantes e também em Brasília.”

O dirigente tucano alegou que Grana antecipa o debate e demonstra incômodo com o projeto próprio do PSDB. Segundo Chehade, o PT precisa primeiro se preocupar com o seu quintal. “Quando se critica alguma coisa tem que estar certo de que não há algo que possa ser retrucado. Agora ele vai ter que provar que aquele panfleto (elaborado pelo partido) não era chantagem eleitoral.”

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