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Cegonheiros da Volks aguardam definição

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Paralisação da categoria começou na segunda;
motoristas se reúnem com empresas de logística


Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

15/07/2015 | 07:00


Cegonheiros que prestam serviço para a Volkswagen aguardam definição sobre mudanças no sistema de logística para a marca no Brasil. Representantes da categoria, que está em greve pelo terceiro dia, se reunirão hoje com as empresas responsáveis pela distribuição dos veículos da montadora alemã para as concessionárias de todo o País: Brazul, Tegma, Transauto e Tranzero. A paralisação é motivada pela possibilidade de as quatro operadoras serem trocadas por apenas uma, o que provocaria demissões em massa.

Diretores das distribuidoras participaram no início da noite de ontem de reunião com integrantes da Volkswagen para tratar da paralisação dos motoristas nas quatro fábricas do Brasil: São Bernardo, São Carlos (Interior), Taubaté (Interior) e São José dos Pinhais (Paraná). O resultado do encontro não foi informado.

O silêncio da montadora deixa os trabalhadores receosos. “Estamos entendendo que a Volkswagen insiste em desempregar todos os cegonheiros. Acreditávamos que essa reunião seria para resolver a situação, mas, como não nos chamaram para falar nada, imaginamos que seja porque mantiveram a decisão de nos trocar”, comenta o vice-presidente do Sindicato Nacional dos Cegonheiros, Jaime Ferreira dos Santos.

Segundo o presidente da entidade, José Ronaldo Marques da Silva, o Boizinho, os profissionais serão informados sobre os desdobramentos na reunião de hoje com as distribuidoras, que ocorrerá às 8h em São Bernardo. “Será a primeira informação concreta que vamos ter, já que a Volkswagen está em silêncio e não nos recebe para negociar.” Enquanto as partes não entram em acordo, os motoristas dos caminhões-cegonha fizeram ontem mais um protesto na Via Anchieta, ato que será repetido ao longo do dia de hoje.

A montadora foi procurada para comentar o assunto, mas manteve o mesmo parecer transmitido à imprensa na segunda-feira, de que “está realizando uma ação regular, que serve para a verificação e análise do posicionamento de preços de um serviço dentre as opções disponíveis no mercado” e que “respeita os contratos com seus fornecedores”. Representantes das transportadoras não foram localizados pelo Diário.

IMPASSE

A greve foi deflagrada após assembleia dos cegonheiros realizada no dia 7. A categoria protesta contra a decisão da Volkswagen de alterar o sistema de logística. Atualmente, cerca de 3.600 prestadores de serviço, entre micro e pequenas empresas e trabalhadores autônomos são contratados pelas quatro grandes distribuidoras para realizar o frete dos carros zero-quilômetro para todo o Brasil. Segundo sindicalistas, a montadora estaria interessada em deixar apenas uma empresa – que não está entre as atuais contratadas – para ser responsável pela atividade.

A estimativa do sindicato é que, caso as mudanças sejam efetivadas, 20 mil pessoas ficarão desempregadas no Brasil, sendo 5.000 apenas em São Bernardo. Em 1999, greve da categoria por motivo semelhante durou cerca de 30 dias. 



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Cegonheiros da Volks aguardam definição

Paralisação da categoria começou na segunda;
motoristas se reúnem com empresas de logística

Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

15/07/2015 | 07:00


Cegonheiros que prestam serviço para a Volkswagen aguardam definição sobre mudanças no sistema de logística para a marca no Brasil. Representantes da categoria, que está em greve pelo terceiro dia, se reunirão hoje com as empresas responsáveis pela distribuição dos veículos da montadora alemã para as concessionárias de todo o País: Brazul, Tegma, Transauto e Tranzero. A paralisação é motivada pela possibilidade de as quatro operadoras serem trocadas por apenas uma, o que provocaria demissões em massa.

Diretores das distribuidoras participaram no início da noite de ontem de reunião com integrantes da Volkswagen para tratar da paralisação dos motoristas nas quatro fábricas do Brasil: São Bernardo, São Carlos (Interior), Taubaté (Interior) e São José dos Pinhais (Paraná). O resultado do encontro não foi informado.

O silêncio da montadora deixa os trabalhadores receosos. “Estamos entendendo que a Volkswagen insiste em desempregar todos os cegonheiros. Acreditávamos que essa reunião seria para resolver a situação, mas, como não nos chamaram para falar nada, imaginamos que seja porque mantiveram a decisão de nos trocar”, comenta o vice-presidente do Sindicato Nacional dos Cegonheiros, Jaime Ferreira dos Santos.

Segundo o presidente da entidade, José Ronaldo Marques da Silva, o Boizinho, os profissionais serão informados sobre os desdobramentos na reunião de hoje com as distribuidoras, que ocorrerá às 8h em São Bernardo. “Será a primeira informação concreta que vamos ter, já que a Volkswagen está em silêncio e não nos recebe para negociar.” Enquanto as partes não entram em acordo, os motoristas dos caminhões-cegonha fizeram ontem mais um protesto na Via Anchieta, ato que será repetido ao longo do dia de hoje.

A montadora foi procurada para comentar o assunto, mas manteve o mesmo parecer transmitido à imprensa na segunda-feira, de que “está realizando uma ação regular, que serve para a verificação e análise do posicionamento de preços de um serviço dentre as opções disponíveis no mercado” e que “respeita os contratos com seus fornecedores”. Representantes das transportadoras não foram localizados pelo Diário.

IMPASSE

A greve foi deflagrada após assembleia dos cegonheiros realizada no dia 7. A categoria protesta contra a decisão da Volkswagen de alterar o sistema de logística. Atualmente, cerca de 3.600 prestadores de serviço, entre micro e pequenas empresas e trabalhadores autônomos são contratados pelas quatro grandes distribuidoras para realizar o frete dos carros zero-quilômetro para todo o Brasil. Segundo sindicalistas, a montadora estaria interessada em deixar apenas uma empresa – que não está entre as atuais contratadas – para ser responsável pela atividade.

A estimativa do sindicato é que, caso as mudanças sejam efetivadas, 20 mil pessoas ficarão desempregadas no Brasil, sendo 5.000 apenas em São Bernardo. Em 1999, greve da categoria por motivo semelhante durou cerca de 30 dias. 

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