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Vírus da herpes morre naturalmente depois de até 15 anos


Daniel Trielli
Do Diário do Grande ABC

26/01/2009 | 07:00


Quem tem herpes não está necessariamente condenado a ter crises de tempos em tempos. "Esse vírus acaba morrendo. Ele tem um tempo de vida de 10 a 15 anos, o que siginifica que se você tem quando é criança, pode não ter quando for adulto", explica João Paulo Bueno, infectologista do Hospital Professor Edmundo Vasconcelos, em São Paulo.

O vírus morre naturalmente, mas ainda não é possível matá-lo. Segundo Bueno, ainda não há vacina para a doença e os únicos remédios servem para aumentar o intervalo entre uma crise e outra e acelerar o processo de cicatrização quando ela surge. "O vírus do herpes fica em um local praticamente inacessível da defesa orgânica. Por isso é difícil criar uma cura definitiva."

No entanto, Bueno diz que é preciso ficar de olho nas feridas, especialmente nas genitais. "As crises repetidas na mulher podem ter consequênciais mais sérias, como câncer. Não pelo vírus, mas só pela irritação e ferida que causa."

O infectologista explica que muito do que popularmente se sabe sobre a herpes ou é incorreto ou mudou com o tempo.

Um exemplo é a distinção entre os vírus tipo 1 e tipo 2, que são conhecidos pelo local diferente de ação - o primeiro na face e o segundo nos genitais. "É muito comum hoje a transmissão sexual do vírus da herpes. Por isso, vemos muito vírus 2 na boca e vírus 1 na vagina", explica Bueno. Ele ressalta que os dois tipos são muito parecidos, agem do mesmo modo e causam o mesmo efeito.

O infectologista também explica que o motivo das crises não é exatamente a queda da imunidade do paciente, e sim "irritações" que afetam negativamente o corpo de modo geral. "Se a pessoa tem gripe ou pega sol, pode manifestar. Em algumas mulheres, só a menstruação já é suficiente."

Bueno ressalta isso ao dizer que quando o indivíduo tem um problema de falta de imunidade, causado por Aids ou câncer, por exemplo, a herpes pode ser um problema grave, se espalhando pela pele sem que as defesas do corpo consigam pará-lo.



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Vírus da herpes morre naturalmente depois de até 15 anos

Daniel Trielli
Do Diário do Grande ABC

26/01/2009 | 07:00


Quem tem herpes não está necessariamente condenado a ter crises de tempos em tempos. "Esse vírus acaba morrendo. Ele tem um tempo de vida de 10 a 15 anos, o que siginifica que se você tem quando é criança, pode não ter quando for adulto", explica João Paulo Bueno, infectologista do Hospital Professor Edmundo Vasconcelos, em São Paulo.

O vírus morre naturalmente, mas ainda não é possível matá-lo. Segundo Bueno, ainda não há vacina para a doença e os únicos remédios servem para aumentar o intervalo entre uma crise e outra e acelerar o processo de cicatrização quando ela surge. "O vírus do herpes fica em um local praticamente inacessível da defesa orgânica. Por isso é difícil criar uma cura definitiva."

No entanto, Bueno diz que é preciso ficar de olho nas feridas, especialmente nas genitais. "As crises repetidas na mulher podem ter consequênciais mais sérias, como câncer. Não pelo vírus, mas só pela irritação e ferida que causa."

O infectologista explica que muito do que popularmente se sabe sobre a herpes ou é incorreto ou mudou com o tempo.

Um exemplo é a distinção entre os vírus tipo 1 e tipo 2, que são conhecidos pelo local diferente de ação - o primeiro na face e o segundo nos genitais. "É muito comum hoje a transmissão sexual do vírus da herpes. Por isso, vemos muito vírus 2 na boca e vírus 1 na vagina", explica Bueno. Ele ressalta que os dois tipos são muito parecidos, agem do mesmo modo e causam o mesmo efeito.

O infectologista também explica que o motivo das crises não é exatamente a queda da imunidade do paciente, e sim "irritações" que afetam negativamente o corpo de modo geral. "Se a pessoa tem gripe ou pega sol, pode manifestar. Em algumas mulheres, só a menstruação já é suficiente."

Bueno ressalta isso ao dizer que quando o indivíduo tem um problema de falta de imunidade, causado por Aids ou câncer, por exemplo, a herpes pode ser um problema grave, se espalhando pela pele sem que as defesas do corpo consigam pará-lo.

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