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Crise fez mais mulheres buscarem vagas


Da ABr

24/09/2010 | 07:55


A crise financeira internacional fez com que mais mulheres deixassem de lado o trabalho não remunerado, muitas vezes como o de dona de casa, e buscassem uma vaga no mercado do trabalho para complementar a renda familiar.

A avaliação é do economista Carlos Henrique Corseuil que apresentou ontem a análise do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) sobre dados do mercado de trabalho compilados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no ano passado.

O documento mostra que entre 2008 e 2009 a participação de mulheres entre os ocupados e desocupados, a PEA (População Economicamente Ativa), passou de 48,8% para 49,7%, enquanto a participação dos homens se manteve estável desde 2008, em 69,9%.

"Em época de crises, é comum observar outros membros dos domicílios indo complementar a renda. Uma mulher que não tinha uma ocupação porque eventualmente não precisava, no momento de crise, passou a procurar uma", afirmou o economista.

DESOCUPADOS
O aumento de mulheres na PEA também contribuiu para o crescimento do contingente de desocupados no país, que não foram totalmente absorvidos pelo mercado de trabalho no período. Dessa forma, a taxa de desemprego fechou o ano em 9,1% - a maior desde 2005.

Por outro lado, segundo o Ipea, 715 mil pessoas incrementaram a população ocupada em 2009, que fechou o ano em 86,7 milhões de trabalhadores, um aumento de 0,8% em relação a 2009. O número absoluto está abaixo da média, que é de 1 milhão de trabalhadores a mais por ano.

"Esta diminuição do ritmo de crescimento da população ocupada parece ser reflexo da crise financeira de 2008-2009", reforça o comunicado.

O documento informa ainda que, durante o ano passado, foi registrado o menor aumento da década da taxa de crescimento dos ocupados. Em média, entre 2001 e 2009, o avanço do indicador foi de 2,3% ao ano.


População ativa cresce e dificulta absorção de mão de obra

O aumento de 1,3 ponto percentual na taxa de desemprego entre de 2008 para 2009 revela que houve problemas na absorção de mão-de-obra no ano passado, afirmou o economista Carlos Henrique Leite Corseuil, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), durante apresentação do comunicado Pnad 2009 - Primeiras Análises: O Mercado de Trabalho Brasileiro em 2009. "Houve um aumento expressivo da taxa de desemprego entre 2008 e 2009, embora seja uma das menores da década", disse.

Segundo ele, um dos motivos foi o fato de o crescimento da população em idade ativa ter sido superior ao do aumento do total de ocupados. Nesta década, isso havia acontecido apenas em 2003. Segundo Corseuil, o crescimento da taxa de desemprego para 9,1% em 2009 se deve também ao aumento do número de pessoas procurando emprego. "Não foram gerados postos de trabalho suficientes para pelo menos manter a taxa de desemprego de 2008. Por outro lado, aumentou a taxa de participação de 2008 para 2009", disse.

"A população economicamente ativa aumentou mais do que a população em idade ativa. Então, descontada a demografia, houve realmente uma pressão no mercado de trabalho", explicou.

De acordo com o economista, esse movimento está fortemente relacionado ao aumento de mulheres procurando emprego. "Em época de crise, é comum haver esse efeito. Eventualmente uma mulher que não tinha uma ocupação, porque não precisava, em momento de crise passou a procurar uma ocupação para que fosse possível complementar o rendimento do domicílio", explica. A participação feminina na população economicamente ativa subiu de 48,8% para 49,7% em 2009.

O comunicado também mostrou que as faixas mais altas de idade aumentaram sua participação no mercado de trabalho. O Ipea levanta mais de uma hipótese para explicar o movimento. "Os empresários podem estar procurando pessoas mais experientes e a população mais jovem pode estar ficando mais tempo na escola, retardando a entrada no mercado de trabalho", avalia Corseuil.(Da AE)



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