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BC exige transparência a consórcios


Erica Martin
Diário do Grande ABC

20/10/2011 | 07:30


A partir do dia 1º de dezembro, as administradoras de consórcio não vão poder mais comparar a modalidade de consórcio com os financiamentos bancários. De acordo com especialistas, a regra é a única novidade da circular, divulgada em setembro pelo Banco Central, que reforça exigências que já existiam. Divulgar os custos de todas as taxas inclusas no consórcio e redigir informações com linguagem clara aos clientes são algumas delas. "Na realidade, o BC atualizou circular já editada e publicada", comenta a gerente do departamento jurídico da Associação Brasileira de Administradores de Consórcio, Elaine da Silva Gomes.

PÚBLICO - O consórcio é formado por um grupo de pessoas, que pagam um valor por mês, com o objetivo de comprar um mesmo bem em prazo determinado. E há diferença entre o consumidor que procura o financiamento e o consórcio. "A pessoa que busca crédito no banco quer ter o bem imediatamente. Quem entra no grupo não tem tanta pressa", explica Gomes.

Quem participa de um consórcio pode retirar o bem antes do prazo final. Mas, para isso, é necessário desembolsar mais dinheiro, em menos tempo. "O consorciado oferta três ou quatro parcelas como lance. Se o valor for maior entre o que todos os demais cotistas ofereceram, ele será contemplado", explica Elaine. Depois, o cotista do consórcio precisa arcar com o restante do valor. "Como a taxa de administração é fixa, o consumidor pode diluir o saldo devedor em mais parcelas", diz o professor de Finanças Caio Torralvo, que ministra aulas na Fundação Instituto de Administração.

TAXAS -Quem opta pela carta de crédito precisa arcar com a taxa de administração, destinada ao pagamento dos custos que a administradora tem para gerir o grupo. As empresas de consórcio também podem cobrar pelo fundo de reserva. Ele é usado para cobrir possíveis emergências, como o aumento do valor do bem no mercado. Se ao final do grupo houver recursos disponíveis, a sobra é partilhada entre os participantes.

INVESTIMENTO - Aplicar o dinheiro é mais vantajoso do que participar de um consórcio. "Ao pagar R$ 100 por mês, uma parte será destinada ao pagamento de custos. Por outro lado, se o dinheiro for investido, o valor integral será rentabilizado", alerta o professor de Finanças da Fundação Getulio Vargas Fábio Gallo.

FUNDO DI - O professor Fábio Gallo, da FGV, fez um cálculo que compara quanto é possível acumular de recursos com a carta de crédito e com um investimento.

Ao considerar uma taxa de administração de 16% ao ano, ao final de 100 meses, o participante do consórcio terá pago R$ 104,4 mil, por uma carta de crédito no valor de R$ 90 mil. Isto equivale a juros anuais de 3,68%.

Caso aplicasse o mesmo valor de R$ 1.044, por mês, em um Fundo DI, que segue a taxa básica de juros, a Selic, com rentabilidade de 6,2% ao ano, já descontando a taxa de administração, o investidor acumularia R$ 135.207,67 no mesmo período.

"Não se pode esquecer que o consórcio não tem juros, mas o consumidor precisa ficar atento aos custos com as taxas, que são embutidas no pagamento", lembra o professor Torralvo.

CUIDADO - Antes de escolher um grupo de consórcio, é importante verificar a credibilidade da administradora. É possível consultar informações sobre a empresa no site do Banco Central ou até mesmo por meio do departamento jurídico da Abac.

Depois, é essencial ler o contrato e ficar atento a todas as taxas cobradas pela administradora.



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