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Prefeito visita banca de jornal e cancela pedido de remoção


Do Diário do Grande ABC

18/02/2005 | 15:05


O dilema do jornaleiro Marinaldo Cândido de Barros, 42 anos, de Mauá, parece ter chegado ao fim. Pelo menos foi essa a sensação que teve quinta-feira de manhã, por volta das 8h30, quando o prefeito interino Diniz Lopes foi pessoalmente à banca de jornal em que o comerciante trabalha com a mulher para assegurar que o estabelecimento não será removido. Intrigado com as declarações feitas pelo jornaleiro de que a determinação da Prefeitura teria motivação política, publicadas na edição de quinta-feira do Diário, o prefeito interino quis visitar o local onde está a banca e tirar as próprias conclusões.

Após constatar que a calçada oferece espaço suficiente para o trânsito de pedestres, mesmo com a presença da banca de jornal, Diniz Lopes iniciou uma consulta popular entre as pessoas que passavam na avenida Dom José Gaspar. Tudo para se certificar de que, de fato, não procedem as reclamações sobre o comerciante.

De acordo com nota divulgada pela Coordenadoria de Comunicação Social de Mauá quarta-feira, pais de alunos da Escola Municipal José Tomás Neto procuraram a Secretaria de Serviços Urbanos da Prefeitura alegando que a localização da banca encurta a passagem dos alunos sobre a calçada, o que os expunha a riscos de atropelamento. Outra observação feita pelos pais, conforme constava na mesma nota, era de que a banca exibe de forma indevida revistas pornográficas.

Informação não confirmada pela reportagem quando esteve quarta-feira no local, junto a comerciantes vizinhos de Marinaldo e com funcionários da escola. Tanto que a consulta popular, feita improvisadamente pelo prefeito interino, evitou que a administração cometesse um equívoco já que todas as pessoas ouvidas pelo prefeito responderam a favor de Marinaldo Barros. O jornaleiro é militante do PT e, por não concordar com os motivos apresentados pela fiscalização da Prefeitura para a remoção da banca, acreditou estar sofrendo “perseguição política”.

“Foi uma vitória para mim e para minha mulher (permissionária da banca). Sabíamos que a ordem de retirada da banca não tinha fundamento”, desabafou o jornaleiro.

Mesmo assim, a Prefeitura mantém a informação de que a denúncia de perseguição política não procede. O Diário pediu uma entrevista com Diniz Lopes quinta-feira para comentar o caso, mas a Coordenadoria de Comunicação preferiu encaminhar nota na qual o prefeito declara: “A orientação que passo a todos os secretários e funcionários é de que minha administração não tem bandeira, e é pautada pela transparência”.

A mesma nota informa que Diniz Lopes considerou de que a atividade do comerciante é base do sustento da família, e que qualquer medida que vise a regulamentação do estabelecimento tem de ser resolvida sem “causar transtornos”.


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