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Montadoras buscam competitividade


Priscila Dal Poggetto
Do Diário do Grande ABC

24/04/2007 | 07:13


“Estamos batendo recordes que estão 10 anos atrasados. Este ano irá superar 1997, quando deveríamos estar com 3,5 milhões de carros novos no mercado”, afirma o presidente da Fiat do Brasil, Cledorvino Belini, em relação às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre as reclamações dos executivos do setor automotivo.

Durante simpósio da SAE Brasil (Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade), realizado ontem em São Paulo, Belini reforçou as críticas dos fabricantes sobre os altos custos embutidos na cadeia automotiva como juros, CPMF e outros encargos que acumulam ao longo da cadeia. “Isso é o que causa desequilíbrio na produção”, aponta o presidente da Fiat.

Ou seja, o câmbio se torna um problema de curto prazo. “Juros altos atraem capitais voláteis, que fazem que o câmbio seja esse”, completa Belini.

Segundo o sócio-diretor da consultoria Roland Berger na América do Norte, Wim van Acker, o Brasil tem grande potencial para exportar carros de baixo custo para mercados como os EUA. “Porém, depende de vontade política para o País se promover. Ninguém conhece profundamente o que é o Brasil”, diz Acker.

ENGENHARIA

Para as montadoras são esses encargos que deixam os produtos brasileiros defasados no mercado externo, já que o Brasil não fica atrás de países como Índia e China no que se refere à tecnologia e equipe de engenharia, pelo menos, por enquanto.

Os engenheiros brasileiros já compõem o pólo global de tecnologia de diversas empresas como General Motors, Volkswagen, Ford e Fiat e tem forte representação em carros de baixo custo. Entretanto, segundo o engenheiro da Ford e chefe do programa Focus americano, Marcio Alfonso, ainda é preciso investir em qualidade.

“Somos capazes de fazer bons produtos, mas temos que entrar na fase de executar com qualidade”, observa Alfonso. Segundo ele, países como Índia e China têm grande investimento em formação profissional, o que pode deixar, futuramente, o Brasil defasado.


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Montadoras buscam competitividade

Priscila Dal Poggetto
Do Diário do Grande ABC

24/04/2007 | 07:13


“Estamos batendo recordes que estão 10 anos atrasados. Este ano irá superar 1997, quando deveríamos estar com 3,5 milhões de carros novos no mercado”, afirma o presidente da Fiat do Brasil, Cledorvino Belini, em relação às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre as reclamações dos executivos do setor automotivo.

Durante simpósio da SAE Brasil (Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade), realizado ontem em São Paulo, Belini reforçou as críticas dos fabricantes sobre os altos custos embutidos na cadeia automotiva como juros, CPMF e outros encargos que acumulam ao longo da cadeia. “Isso é o que causa desequilíbrio na produção”, aponta o presidente da Fiat.

Ou seja, o câmbio se torna um problema de curto prazo. “Juros altos atraem capitais voláteis, que fazem que o câmbio seja esse”, completa Belini.

Segundo o sócio-diretor da consultoria Roland Berger na América do Norte, Wim van Acker, o Brasil tem grande potencial para exportar carros de baixo custo para mercados como os EUA. “Porém, depende de vontade política para o País se promover. Ninguém conhece profundamente o que é o Brasil”, diz Acker.

ENGENHARIA

Para as montadoras são esses encargos que deixam os produtos brasileiros defasados no mercado externo, já que o Brasil não fica atrás de países como Índia e China no que se refere à tecnologia e equipe de engenharia, pelo menos, por enquanto.

Os engenheiros brasileiros já compõem o pólo global de tecnologia de diversas empresas como General Motors, Volkswagen, Ford e Fiat e tem forte representação em carros de baixo custo. Entretanto, segundo o engenheiro da Ford e chefe do programa Focus americano, Marcio Alfonso, ainda é preciso investir em qualidade.

“Somos capazes de fazer bons produtos, mas temos que entrar na fase de executar com qualidade”, observa Alfonso. Segundo ele, países como Índia e China têm grande investimento em formação profissional, o que pode deixar, futuramente, o Brasil defasado.

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