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Por que não é legal ter arminha de brinquedo?


Juliana Ravelli
Do Diário do Grande ABC

01/05/2011 | 07:00


Ter ou não arminhas de brinquedo? O assunto gera muita discussão entre os adultos. Há quem diga que não existe problema. Alguns especialistas, no entanto, defendem que não é bacana brincar com elas. "Por quê?", muita gente pergunta. Existem várias explicações.

É possível se divertir com brincadeiras melhores e mais saudáveis do que as que envolvem violência. Sem contar que, em geral, alguém sai chateado ou machucado após brincar de luta ou algo parecido.

Mas tem razões ainda mais importantes. Quem aprende desde a infância que arma não é legal sempre vai querer ficar bem longe dela, inclusive quando for adulto. Isso evita que tragédias aconteçam.

Ainda hoje, há casos em que meninos e meninas encontram por acaso armas de verdade em casa. Por causa principalmente da curiosidade e da falta de informação, ferem-se ou machucam irmãos e colegas, na maioria das vezes. Em situações graves, podem morrer ou causar a morte de uma pessoa sem querer. No Brasil, calcula-se que duas crianças, com até 14 anos, são feridas por tiros acidentais todos os dias.

E tem mais. Criminosos usam com frequência armas de brinquedo muito parecidas com as reais para assaltar. Apesar desse tipo de objeto ser proibido por lei, ainda é possível encontrá-lo.

Assim como as arminhas de brinquedo, os games de violência provocam bastante polêmica. Parte dos adultos acredita que também influenciam os jovens de forma negativa. A venda de alguns jogos já não é permitida em várias partes do mundo. No Brasil, projeto de lei que proíbe todos aqueles considerados violentos está sendo analisado no Senado.

 

Jogando fora

Ficou com vontade de jogar fora a arminha de brinquedo ou o game violento que tem em casa? Em geral, eles são recolhidos apenas durante campanhas de desarmamento infantil. Então, o jeito é ficar de olho no que acontece na escola e na sua comunidade. Outra alternativa é encaminhar para a reciclagem.

Na sexta (dia 6) começa a campanha nacional de desarmamento, organizada pelo Ministério da Justiça, para recolher armas de verdade. Em breve, o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC deve desenvolver projeto de desarmamento infantil na região.

Diadema vai realizar no segundo semestre a 10ª edição do projeto que recolhe as arminhas e ensina a importância da paz. Até 2010, cerca de 16 mil brinquedos do tipo foram recolhidos. Todos foram encaminhados para a reciclagem. Na cidade, uma lei municipal proíbe a venda deles.

 

Campanha para recolher brinquedos

A turma do Colégio Unidade Jardim, em Santo André, participou da campanha de recolhimento de arminhas de plástico organizada pela Fundação do ABC. Cerca de 150 brinquedos do tipo foram entregues pelos alunos da escola, que aprenderam o porquê não é legal ter o objeto.

"Criança não precisa de arminha, pode brincar de outro jeito", diz Felipe Monsó Gutierre, 6 anos. Maria Fernanda Rubinelli Penha, 6, já se preocupa com a violência. Na opinião da menina, as armas não deveriam existir. "Causam coisas muito ruins. Machucam as pessoas." Por isso, a amiga Luiza de Almeida Ruiz, 5, acredita numa solução para acabar com o problema: "Jogar todas fora".

 

Consultoria de Alice Ribeiro, coordenadora da área de controle de armas do Instituto Sou da Paz



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Por que não é legal ter arminha de brinquedo?

Juliana Ravelli
Do Diário do Grande ABC

01/05/2011 | 07:00


Ter ou não arminhas de brinquedo? O assunto gera muita discussão entre os adultos. Há quem diga que não existe problema. Alguns especialistas, no entanto, defendem que não é bacana brincar com elas. "Por quê?", muita gente pergunta. Existem várias explicações.

É possível se divertir com brincadeiras melhores e mais saudáveis do que as que envolvem violência. Sem contar que, em geral, alguém sai chateado ou machucado após brincar de luta ou algo parecido.

Mas tem razões ainda mais importantes. Quem aprende desde a infância que arma não é legal sempre vai querer ficar bem longe dela, inclusive quando for adulto. Isso evita que tragédias aconteçam.

Ainda hoje, há casos em que meninos e meninas encontram por acaso armas de verdade em casa. Por causa principalmente da curiosidade e da falta de informação, ferem-se ou machucam irmãos e colegas, na maioria das vezes. Em situações graves, podem morrer ou causar a morte de uma pessoa sem querer. No Brasil, calcula-se que duas crianças, com até 14 anos, são feridas por tiros acidentais todos os dias.

E tem mais. Criminosos usam com frequência armas de brinquedo muito parecidas com as reais para assaltar. Apesar desse tipo de objeto ser proibido por lei, ainda é possível encontrá-lo.

Assim como as arminhas de brinquedo, os games de violência provocam bastante polêmica. Parte dos adultos acredita que também influenciam os jovens de forma negativa. A venda de alguns jogos já não é permitida em várias partes do mundo. No Brasil, projeto de lei que proíbe todos aqueles considerados violentos está sendo analisado no Senado.

 

Jogando fora

Ficou com vontade de jogar fora a arminha de brinquedo ou o game violento que tem em casa? Em geral, eles são recolhidos apenas durante campanhas de desarmamento infantil. Então, o jeito é ficar de olho no que acontece na escola e na sua comunidade. Outra alternativa é encaminhar para a reciclagem.

Na sexta (dia 6) começa a campanha nacional de desarmamento, organizada pelo Ministério da Justiça, para recolher armas de verdade. Em breve, o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC deve desenvolver projeto de desarmamento infantil na região.

Diadema vai realizar no segundo semestre a 10ª edição do projeto que recolhe as arminhas e ensina a importância da paz. Até 2010, cerca de 16 mil brinquedos do tipo foram recolhidos. Todos foram encaminhados para a reciclagem. Na cidade, uma lei municipal proíbe a venda deles.

 

Campanha para recolher brinquedos

A turma do Colégio Unidade Jardim, em Santo André, participou da campanha de recolhimento de arminhas de plástico organizada pela Fundação do ABC. Cerca de 150 brinquedos do tipo foram entregues pelos alunos da escola, que aprenderam o porquê não é legal ter o objeto.

"Criança não precisa de arminha, pode brincar de outro jeito", diz Felipe Monsó Gutierre, 6 anos. Maria Fernanda Rubinelli Penha, 6, já se preocupa com a violência. Na opinião da menina, as armas não deveriam existir. "Causam coisas muito ruins. Machucam as pessoas." Por isso, a amiga Luiza de Almeida Ruiz, 5, acredita numa solução para acabar com o problema: "Jogar todas fora".

 

Consultoria de Alice Ribeiro, coordenadora da área de controle de armas do Instituto Sou da Paz

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