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Parque Central de Santo André será recuperado


Márcia Pinna Raspanti
Do Diário do Grande ABC

20/05/2001 | 18:37


O Parque Central, na Vila Assunção, em Santo André, que atualmente se encontra abandonado e completamente destruído, deve ser totalmente reformado a partir de julho. A intervenção, que se estenderá por dois anos, prevê a ampliação da pista de cooper, um espaço para apresentações artísticas, quadras esportivas e a reconstrução dos vestiários e das portarias.

Segundo o secretário de Serviços Municipais, Klinger Luiz de Oliveira Sousa, a reforma deve ocorrer paralelamente à remoção de cerca de 450 famílias da favela Gamboa, que estão instaladas na área do parque. “É uma verba do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e do programa federal Habitar Brasil que já está assegurada. Com a remoção, poderemos fazer as intervenções previstas no projeto de revitalização do parque”, disse.

As verbas para a reforma do parque virão da própria Prefeitura – R$ 6 milhões. “Vamos definir quanto teremos e o que poderá ser feito, quando for definido o orçamento do município. Não sabemos se teremos verba para fazer todas as obras previstas”, disse Klinger.

O parque deve receber também arborização, novos gramados, bancos, mesas e brinquedos para o playground. Outra preocupação da Prefeitura é quanto à segurança do local. “O vandalismo é muito grande. Vamos melhorar a iluminação e a fiscalização na área”, disse o secretário.

De acordo com Klinger, a freqüência no parque Central é baixa, em comparação com outros parques da cidade. “A prioridade é para locais mais procurados pela população, como o Duque de Caxias, o Ipiranguinha e a Chácara Pignatari. Atualmente, apenas fazemos a manutenção do local, com alguns funcionários das frentes de trabalho e do Depav (Departamento de Parques e Áreas Verdes)”, disse.

Abandono – O Parque Central possui 450 mil m², lagos, playground, vestiários e uma pista de cooper. O abandono é visível e se reflete em todos os equipamentos da área. Pichações, lixo, entulho, depredações, mau cheiro vindo dos lagos e vestígios das constantes queimadas – tudo contribui para um ar de desolação e decadência.

Klinger admite que a situação do parque é precária e há poucos funcionários para cuidar da área. “Não há vigilância permanente. Há rondas periódicas da Guarda Municipal e do pessoal do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental). Quando estiver reformado e a população voltar a freqüentá-lo, os problemas de segurança e vandalismo irão diminuir”, disse.

O secretário afirmou também que a localização do parque dificulta o acesso da população ao local. “A área fica num vale e é pouco conhecida por moradores de outros bairros. Com a reforma, iremos divulgar mais o local, mas mesmo assim, o Parque Central nunca terá a visibilidade do Duque de Caxias, por exemplo”, disse.



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