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Paraíso das águas

Heloísa Cestari
Enviada à Chapada dos Veadeiros
23/06/2011 | 07:22
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Raizama, Carioquinhas, São Vicente, Cristal, Água Fria, Anjos, Arcanjos, Macaquinhos, Loquinhas, Morada do Sol... Cachoeiras não faltam para os aficionados por trilhas e banhos de água doce num dos cenários mais místicos do Brasil.

Um dos passeios mais bonitos de toda a região é o que contempla a Cachoeira Muralha, o Cânion do Funil e as cataratas formadas pelo Rio dos Couros, a 50 quilômetros de Alto Paraíso. O percurso é longo e cansativo, mas o cenário belíssimo e as muitas oportunidades de parada para banhos revigorantes em poços, corredeiras, cascatas e piscinas naturais tornam a caminhada agradável. Sem falar nas quatro grandes quedas da propriedade, uma delas com até 150 metros de altura.

"De todos os lugares que visitei, a primeira cachoeira da trilha do Rio dos Couros, no Cânion do Funil, foi a de que mais gostei. É um espetáculo. Nunca tinha nadado em cachoeiras tão grandes assim", disse o advogado Caio Mário Leandrini Leite, 30 anos, de São Caetano. "As atrações hidrominerais e os penhascos, tão perfeitos, como blocos de lego, em rios tão caudalosos e no meio de um ambiente totalmente árido, são impressionantes", completa.

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O nome Rio dos Couros remete a um costume triste, mas que ficou no passado. Antigamente, muita gente caçava veados na região e lavava o couro dos animais nas corredeiras do rio, deixando suas águas vermelhas com o sangue dos bichos.

Hoje, o veado-campeiro é ameaçado de extinção e sua caça, proibida. O próprio nome da chapada deve-se a essa época. "Veadeiros eram os cachorros farejadores que perseguiam os veados sob o comando de caçadores de fora. Os melhores cães vinham dos Estados Unidos, mas os vira-latas daqui também aprendiam com os americanos. Além do veado-campeiro, tem o mateiro, com chifres maiores, mas mais difícil de ser visto", explica o guia Veri Viana do Nascimeto Junior.

 

LOQUINHAS

Outro ponto imperdível e de fácil acesso é a Loquinhas, que abrange duas trilhas, cada uma com 800 metros (ida e volta). Paga-se R$ 12 para entrar na propriedade e se refrescar na sequência de poços, como o do Pajé e o do Sol. Se você gosta de meditar, prefira a Trilha Violeta, onde todos seguem em silêncio, para introspecção, e realizam banhos de ervas em um dos poços. Tudo sob as bênçãos da mãe natureza.




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