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Vereador vira 'feirante' em Diadema


Fabrício Calado Moreira
Do Diário do Grande ABC

17/07/2005 | 08:15


Um dos mais jovens políticos do Grande ABC, o vereador de Diadema Lauro Michels (PSDB) - 23 anos completados no último dia 13 - resolveu aproveitar o recesso parlamentar para ir à feira, tradicional lugar onde se compram verduras e se come o autêntico pastel de barraca. Mas não para comprar algum ingrediente que falta na receita de casa, e sim para vender o peixe.

Em meio a frutas e hortaliças, o parlamentar realiza pesquisa de opinião nos bairros, para ouvir dos moradores os principais problemas da região e, como o próprio Lauro diz, "dinamizar o mandato". Como bom feirante, aproveita também para ganhar a clientela. "Tem vereador que diz que vai fazer isso e aquilo, mas é mentira. Eles precisam fazer o que eu estou fazendo, que é ouvir vocês", vendia-se aos moradores do Jardim Canhema, a quem distribuía cartões com o endereço e telefone do gabinete na Câmara.

Pelo que o Diário ouviu das pesquisas feitas sábado por Lauro e sua equipe de entrevistadores, composta por cinco assessores, o bairro tem problemas com ratos. "Vou enviar ofício ao Departamento de Zoonoses", prometeu o vereador.

Paquera - A reação de quem passava por lá para fazer compras e era entrevistado por ele foi positiva. "Era para ele estar paquerando, mas ele quer saber da gente", elogia a cozinheira Maria José dos Santos. Ela conta que não votou no tucano, mas passará a acompanhar as ações dele de agora em diante. "Se não prestar, a gente tira."

Outra moradora do Canhema, a dona de casa Durvalina Moreira de Souza, votou em Zé do Norte (PT) no último pleito, mas também elogiou a atuação de Michels. Pelo menos, na feira. "Em época de campanha, os vereadores vêm aqui direto. Depois disso, somem", critica. O segurança José Lucas da Silva também comprou a idéia. "Lauro, passa outro dia para a gente tomar um café", convidou.

Todo dia, o vereador tucano visita uma feira diferente, mas mantém o ritual aprendido na escola de quem acorda cedo para o trabalho: monta sua barraca em determinado ponto da feira por volta das 8h, onde fica até o meio-dia. "Se o povo não vai à Câmara, eu vou ao povo", adapta a máxima de Maomé e a montanha.

Os feirantes não parecem reclamar da "concorrência". Pelo contrário, até brincam com o vereador. "Não é mensalão, não, aqui é trabalho", respondia Lauro, rindo, ao gracejo de um vendedor.

Sábado, na feira do Canhema, Lauro encontrou outro colega de trabalho - na Câmara -, o vereador Wagner Feitosa, o Vaguinho do Conselho (PSB), que passeava no local e elogiou a atuação do tucano. "Ele é bem melhor como camelô do que como vereador", se divertia. Antes da xepa, Vaguinho ainda convenceu Michels a abandonar por um momento a vida de feirante para comer pastel com ele e os amigos.



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