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Cachorros são motivo de discórdia na V.Linda


Marco Borba
Do Diário do Grande ABC

24/02/2006 | 08:35


O melhor amigo do homem é motivo de discórdia na Vila Linda, em Santo André. Vizinhos do número 22 da rua Alfenas estão em "pé de guerra" com a proprietária de 14 cães. Sono interrompido na madrugada, lavar as calçadas sempre que os animais ganham as ruas, ficar atento para não ser atacado e suportar o mau cheiro. Esse é o drama dos últimos seis anos, garantem os moradores.

De acordo com a dona-de-casa Helena Maria Souza Santos, 50 anos, há cerca de 10 dias o filho Leandro, 13, teve de correr para não ser mordido quando brincava na rua. "Ao correr ele caiu e ralou os braços e joelhos." O garoto, que voltava da escola no momento em que a reportagem esteve no local, mostrou as marcas da queda. "Dia desses cercaram uma mulher que passava na rua. Peguei um pedaço de pau para afastá-los", comentou.

No mês passado, disse Helena, uma agente de Saúde do bairro não conseguiu entrar na casa para visitar uma moradora, que teria dado à luz. "Ela ficou com medo por causa da agressividade dos cães."

Segundo outra moradora, Bruna Queiroz, 21 anos, Daniela, uma outra filha da dona do imóvel, teria sido atacada. "A Daniela foi mordida nos braços e pernas. Sei porque a acompanhei até o posto de saúde do bairro. Ela conseguiu se defender. E se fosse uma criança?"

Ainda de acordo com relato dos moradores, os cães vão para as ruas porque sobem em objetos dispostos no quintal que ficam na altura do portão. "Parece que esses cães voam. Ganham impulso e pulam para fora. Nem lixo podemos deixar na calçada. Às vezes não deixam ninguém dormir. Se a gente reclama, ainda xingam."

A dona dos animais, que informou apenas o primeiro nome (Maria), não quis comentar as acusações. Disse que pediu ajuda à Uipa (União Internacional de Proteção aos Animais) para doar alguns cães. No entanto, uma das filhas, que não se identificou, e parecia ter incorporado a fúria dos bichos, esbravejou com a reportagem. "Vão embora. Esse vizinhos deviam cuidar da vida deles."

O presidente da Uipa, João Vicente Netcer, 50 anos, confirmou que vai ajudar Maria a encontrar quem adote os cães. "Realmente é um número elevado. Vamos pegar os dados desses animais, fazer fotos e divulgar em sites com seções especiais para essa finalidade (adoção). Antes, porém, serão cadastrados pelo setor de zoonoses da Prefeitura e, em seguida, castrados. Isso facilita as adoções", disse.

A Prefeitura informou que quarta-feira uma equipe da zoonoses esteve no local, vacinou e cadastrou todos os cães, que em seguida serão castrados. Informou ainda que no início do ano entregou intimação aos proprietários pedindo a diminuição do número de animais.

Na cidade, segundo a Administração, não há legislação que limite a quantidade de cães por pessoa. O município se ampara no Código Sanitário estadual que diz que os proprietários devem cuidar para que seus cães (também não faz limitações) não causem incômodos ou transtornos a terceiros.



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Cachorros são motivo de discórdia na V.Linda

Marco Borba
Do Diário do Grande ABC

24/02/2006 | 08:35


O melhor amigo do homem é motivo de discórdia na Vila Linda, em Santo André. Vizinhos do número 22 da rua Alfenas estão em "pé de guerra" com a proprietária de 14 cães. Sono interrompido na madrugada, lavar as calçadas sempre que os animais ganham as ruas, ficar atento para não ser atacado e suportar o mau cheiro. Esse é o drama dos últimos seis anos, garantem os moradores.

De acordo com a dona-de-casa Helena Maria Souza Santos, 50 anos, há cerca de 10 dias o filho Leandro, 13, teve de correr para não ser mordido quando brincava na rua. "Ao correr ele caiu e ralou os braços e joelhos." O garoto, que voltava da escola no momento em que a reportagem esteve no local, mostrou as marcas da queda. "Dia desses cercaram uma mulher que passava na rua. Peguei um pedaço de pau para afastá-los", comentou.

No mês passado, disse Helena, uma agente de Saúde do bairro não conseguiu entrar na casa para visitar uma moradora, que teria dado à luz. "Ela ficou com medo por causa da agressividade dos cães."

Segundo outra moradora, Bruna Queiroz, 21 anos, Daniela, uma outra filha da dona do imóvel, teria sido atacada. "A Daniela foi mordida nos braços e pernas. Sei porque a acompanhei até o posto de saúde do bairro. Ela conseguiu se defender. E se fosse uma criança?"

Ainda de acordo com relato dos moradores, os cães vão para as ruas porque sobem em objetos dispostos no quintal que ficam na altura do portão. "Parece que esses cães voam. Ganham impulso e pulam para fora. Nem lixo podemos deixar na calçada. Às vezes não deixam ninguém dormir. Se a gente reclama, ainda xingam."

A dona dos animais, que informou apenas o primeiro nome (Maria), não quis comentar as acusações. Disse que pediu ajuda à Uipa (União Internacional de Proteção aos Animais) para doar alguns cães. No entanto, uma das filhas, que não se identificou, e parecia ter incorporado a fúria dos bichos, esbravejou com a reportagem. "Vão embora. Esse vizinhos deviam cuidar da vida deles."

O presidente da Uipa, João Vicente Netcer, 50 anos, confirmou que vai ajudar Maria a encontrar quem adote os cães. "Realmente é um número elevado. Vamos pegar os dados desses animais, fazer fotos e divulgar em sites com seções especiais para essa finalidade (adoção). Antes, porém, serão cadastrados pelo setor de zoonoses da Prefeitura e, em seguida, castrados. Isso facilita as adoções", disse.

A Prefeitura informou que quarta-feira uma equipe da zoonoses esteve no local, vacinou e cadastrou todos os cães, que em seguida serão castrados. Informou ainda que no início do ano entregou intimação aos proprietários pedindo a diminuição do número de animais.

Na cidade, segundo a Administração, não há legislação que limite a quantidade de cães por pessoa. O município se ampara no Código Sanitário estadual que diz que os proprietários devem cuidar para que seus cães (também não faz limitações) não causem incômodos ou transtornos a terceiros.

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