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A poesia está de volta

Marcos Hermes/Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Cantor Paraibano Chico César apresenta disco de
estúdio 'Estado de Poessia' após hiato de oito anos


Vinícius Castelli

12/07/2015 | 07:00


Se colocar num mesmo balaio diversas receitas sonoras e ritmos como toada, samba, forró e frevo, a ousada mistura poderia se chamar facilmente Chico César. O cantor, compositor e guitarrista paraibano volta à cena após hiato de oito anos sem trabalho de inéditas e apresenta seu novo disco: Estado de Poesia (R$ 19,90, em média).

Mas mesmo após anos sem álbum de estúdio nas prateleiras, Chico César, que passou os últimos seis como gestor público de Cultura na Paraíba, não parou de criar. Ao contrário. Ele teve novas faixas reproduzidas nas vozes de outras pessoas: Marcelo Jeneci gravou a canção Felicidade, já Maria Bethânia cantou Estado de Poesia, única não inédita no disco de Chico César.

Obra que tem direção do próprio artista, ao lado de Michi Ruzitscha, Estado de Poesia é ilustrado por 14 composições e teve como ponto de partida o cantor viver outra experiência profissional. “Estar lá sendo gestor de Cultura, sem pensar que estava gerando um novo disco. Depois veio a consciência de que havia chegado a hora de preparar álbum”, explica o cantor ao Diário.

Estado de Poesia surgiu a partir das conversas de Chico com Maria Bethânia para o disco dela mais recente, Meus Quintais. “Ali eu mostrei minhas músicas, algumas prontas, outras esboçadas. Percebi que queria fazer um disco que tematizasse o amor e a liberdade, numa pegada com certa influência dos anos 1970”, diz.

A mistura sonora que o álbum apresenta, riquíssima, por sinal, é algo natural do cantor. Chico explica dizendo que tudo já está misturado e que seria muito difícil tentar separar isso nele. “Seria esquizofrênico. É bom deixar que essas diferenças de dentro de nós mesmos apareçam. Aceitá-las é um bom passo para admitir as desigualdades que vamos encontrar no outro, no mundo.”

Orgânico e com atmosfera de ter sido feito de forma coletiva, Estado de Poesia vai além da bela oferta musical. Críticas estão presentes e apontam o preconceito e a opressão, como em Negão. Tem também Reis do Agronegócio. “É reflexão profunda sobre nossa época, sobre o envenenamento de toda a população da terra pelo latifúndio e a indústria de alimentos geneticamente transformados.”

Mas não é isso só. Chico fala sim de amor, como em Caninana. E tem também Caracajus, em que canta ‘Vem comigo maruja/Marulhos marejam meus olhos/E o que vejo avulta/Preenche minha aldeia’. “Acho que o grande tema é o amor e a falta dele, o incômodo que gera pela sua diversidade. Para mim trata-se de um disco de amor e liberdade ou de amor em liberdade”, encerra.



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