Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 6 de Dezembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

economia@dgabc.com.br | 4435-8057

Inflação no semestre é a maior desde 2003

Marcos Santos/USP Imagens/Fotos Públicas: Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Nos seis primeiros meses do ano, índice
acumula 6,17%; soma chega a 8,89% em 12 meses


Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

09/07/2015 | 06:04


Indicador oficial da inflação no País, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), chegou a 6,17% no primeiro semestre deste ano. Foi o mais alto patamar para o período desde 2003 – primeiro ano de governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No acumulado de 12 meses, a taxa inflacionária chega a 8,89%, a mais elevada de dezembro de 2003 até agora. Em junho, a inflação subiu 0,79%. No mesmo mês de 2014, a variação ante maio foi de 0,40%. O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), indexador utilizado para reajustar o salário mínimo, somou 9,31% em 12 meses.

O resultado de junho foi impulsionado pela elevação dos preços nos grupos de despesas pessoais (1,63%); saúde e cuidados pessoais (0,91%) e habitação (0,86%). Nas despesas pessoais, a principal alta ocorreu nos jogos lotéricos (30,8%). Os preços dos convênios médicos, remédios e artigos de higiene puxaram para cima os custos de saúde e cuidados pessoais. Os aumentos nas taxas de água e esgoto foram os principais responsáveis pelo desempenho do segmento de habitação.

Apesar de os acumulados – tanto de 12 meses quanto do semestre – serem os mais altos desde 2003, especialistas já veem possibilidade de queda para os próximos períodos. “Nos índices mensais, a média móvel dos últimos seis meses já está com tendência de redução”, analisa o economista André Roncaglia, professor da Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado). O IPCA subiu de abril a junho, mas é mais baixo do que o de janeiro, de 1,48% (veja gráfico acima). Entretanto, os resultados anuais deverão começar a cair apenas nos últimos meses do ano.

Segundo Roncaglia, a inflação tem sido influenciada pelos preços dos alimentos e pelas tarifas controladas pelo governo, como água, esgoto e energia elétrica. Essas elevações, diz o economista, provocam choques na economia do País, que tem dificuldade para se recuperar. “Seria como colocar um idoso sedentário para subir correndo as escadas de um prédio até o 14º andar. Ele levará pelo menos até o resto do dia para se recompor. Essa demora para a recuperação da economia brasileira se deve a uma estrutura de indexação muito disseminada. Ou seja, os preços são reajustados com base no que aconteceu no passado.”

Para ele, a política econômica adotada pelo Banco Central nos últimos meses já tem surtido efeito no combate à inflação. Entretanto, ele avalia a possibilidade de o Copom (Comitê de Política Monetária) continuar a aumentar a taxa básica de juros (Selic) para reforçar a credibilidade perante os investidores. Ele alerta, entretanto, que a continuidade da aplicação de alta na Selic pode comprometer o ajuste fiscal que está sendo feito pela equipe econômica da presidente Dilma Rousseff (PT). “Chega a um ponto que, quando sobe demais, a consequência é aumentar a carga de juros do que o governo tem que pagar sobre a dívida pública.” Atualmente, a Selic está fixada em 13,75% ao ano.

O analista socioeconômico do IBGE Jefferson Mariano segue a mesma linha e avalia que a retração da atividade econômica e a política monetária do governo contribuem para que ocorra acomodação da inflação. “Além disso, o pacote de reajustes já aconteceu. Por isso, deveremos ter cenários de índices mensais paulatinamente em redução.”

A meta de inflação definida pelo Ministério da Fazenda é de 4,5% ao ano, com variação de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A estimativa do Banco Central é de que o centro da meta seja atingido somente em 2016.



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;