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Região tem 25 casos de meningite bacteriana

Nario Barbosa 18/6/11 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vacina, no entanto, só está disponível na rede particular; duas doses têm custo médio de R$ 680


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

09/07/2015 | 07:00


Em quatro das sete cidades do Grande ABC, foram registrados, do dia 1º de janeiro até o momento, 25 casos de meningite bacteriana, o tipo mais grave da doença e com maior incidência no inverno.

A meningite é uma infecção que se instala principalmente quando uma bactéria ou vírus, por alguma razão, consegue vencer as defesas do organismo e ataca as meninges – três membranas que envolvem e protegem o encéfalo, a medula espinhal e outras partes do sistema nervoso central. A incidência é mais comum em crianças, em virtude da imaturidade das defesas do organismo.

Em Santo André, onde nas escolas têm ocorrido, nos últimos dias, boatos de grande incidência da enfermidade, foram contabilizados pela Secretaria de Saúde, neste ano, nove ocorrências. Em 2013 foram 55 diagnósticos e em 2014, 29. Já a forma viral, que apresenta quadro mais brando, teve 168 casos em 2013, 208 em 2014 e 43 até ontem.

Em São Bernardo já são 12 casos de meningite bacteriana e 51 virais; em 2013 foram 107 e 263 e, no ano passado, 55 e 294, respectivamente.

Em São Caetano, dois casos bacterianos foram registrados em crianças com idade entre 5 e 9 anos e um acima dos 30 anos. Nos dois últimos anos, pequeninos e adolescentes somaram quatro casos e adultos, 11. Em 2015, a meningite viral foi diagnosticada em 13 pessoas (sendo 11 crianças e adolescentes até 14 anos); no ano passado, 39 (sendo oito adultos) e em 2013, 15 (com somente um caso atingindo pessoa com mais de 30 anos).

Mauá, teve dois casos bacterianos até este mês e seis virais; quatro e doze em 2014, respectivamente, e seis em 2013, sendo três do tipo de maior gravidade. As demais cidades não informaram.

De acordo com o professor de Infectologia da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) Munir Akar Ayub, a meningite bacteriana tem alto índice de mortalidade e, mesmo com tratamento (por meio de antibiótico), é grande a chance de sequelas como surdez e retardo mental. Já para os pacientes virais o método é sintomático, ou seja, com medicações para alívio dos sintomas.

O especialista explica por que o inverno é a época do ano com maior risco de contrair a meningite bacteriana. “Isso acontece em decorrência de as pessoas ficarem muito em locais fechados, pelo contato mais próximo. Por isso, é importante deixar os espaços bem ventilados e evitar grandes aglomerações”, falou.

Em maio, a empresa farmacêutica GSK lançou a primeira vacina de prevenção à meningite bacteriana tipo B no País, porém, ela está disponível, por enquanto, apenas na rede privada de Saúde e cada dose pode chegar a R$ 340. A recomendação é que crianças de 2 a 5 meses tomem três doses e de 6 a 11 meses, duas, assim como quem for imunizado a partir de um 1 ano. “Quem pode pagar, vale a pena, principalmente para imunizar crianças e adolescentes”, salientou Ayub. 



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