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PT pede hospital infantil e Carnaval em Diadema

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Bancada protocola emendas à LDO com promessas de campanha de Lauro que não foram cumpridas no mandato


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

08/07/2015 | 07:00


A bancada do PT de Diadema apresentou emendas à LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2016, pedindo a garantia à realização do Carnaval, institucionalização do OP (Orçamento Participativo), retomada do hospital infantil na UBS (Unidade Básica de Saúde) do Jardim das Nações e ampla divulgação com gastos em publicidade. Todas, entretanto, devem ser rejeitadas pelo bloco que defende o prefeito Lauro Michels (PV).

A sessão de hoje de manhã será a última antes do recesso de meio de ano e ficará quase que voltada ao debate da LDO. A discussão sobre possíveis alterações na peça será feita antes dos trabalhos, inicialmente marcados para as 10h.

As duas mudanças principais na LDO, que prevê receita de R$ 1,3 bilhão para o próximo ano, são com relação à retomada da festa de Carnaval e do atendimento pediátrico na UBS do Jardim das Nações, que ficou conhecido como hospital infantil.

O festejo popular foi realizado pela última vez em 2012, ainda na gestão de Mário Reali (PT). Assim que assumiu o Paço, Lauro colocou as dificuldades financeiras como empecilhos para organização do evento. Desde 2013, apenas um dia é separado para pequeno desfile das escolas.

“A emenda é pela realização das festas brasileiras, inclusive o Carnaval. No ano passado, quando fiz (a mudança pelo Carnaval), ele (Lauro) reclamou que não citei outras festas. Desta vez fiz do jeito que ele sugeriu, inclusive com a festa junina que ele organiza todos os anos na praça que tem o nome parecido com o dele”, afirmou Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), em referência à Praça Lauro Michels, no Centro, que homenageia o tio-avô do prefeito.

Já o hospital infantil chegou a ser fechado no governo Reali, em 2012, com justificativa de baixa demanda e falta de estrutura. Pressionado, o petista resgatou o atendimento às vésperas da eleição, com horário reduzido. Perdeu o pleito e decidiu novamente terminar com as consultas pediátricas do local, transferindo ao Quarteirão da Saúde.

Durante a campanha, Lauro prometeu que iria reabrir o hospital infantil. Mas nunca cumpriu o que disse. Com a demissão de quase 150 médicos da rede – muitos que entraram em atrito com o secretário de Saúde, José Augusto da Silva Ramos (PSDB) –, o plano ficou mais distante. No governo, já há quem admita que o atendimento pediátrico da UBS não será retomado neste mandato.

“Apenas fiz a emenda para lembrá-lo de um compromisso de campanha que ele fez à população. Moro no local e diversas vezes o vi dizendo que iria reabrir o hospital infantil dentro de um mês. Passaram-se dois anos e meio e ele ainda não fez. Talvez tenha esquecido, por isso quero relembrá-lo. Eu me sinto na obrigação disso”, alfinetou Josa Queiroz (PT).

O bloco petista quer ainda que a LDO tenha poderes impositivos – sem possibilidade de descumprimento – e que divulgue todos os gastos com publicidade. “Temos notado que há significativo aumento do volume de dinheiro com propaganda, para divulgar até algo que não foi feito”, criticou Josa.

O líder de governo Atevaldo Leitão (PSDB), condenou os petistas. “Eles falam mal da Saúde de Diadema e pedem uma emenda de R$ 1,6 milhão para o Carnaval. Gostam de tratar Diadema diferente das gestões do PT.”



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