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Arte desnuda hipocrisia em montagem de texto italiano no Sesc Pinheiros

Divulgação  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Marcela Munhoz

06/07/2015 | 07:00


 “Depois de cinco minutos, as pessoas esquecem que estou sem roupas. O que a personagem fala, pensa e expressa é o que passa a chamar mais atenção.” Com esta frase da atriz Christiane Tricerri já dá para sentir um pouco do que o público vai encontrar no espetáculo que protagoniza.

A Merda (La Merda) de Cristian Ceresoli entra em cartaz na quinta-feira para temporada que segue até 15 de agosto no Sesc Pinheiros (Rua Paes Leme, 195. Tel.: 3095-9400), em São Paulo. Os ingressos custam R$ 12,50 e R$ 25 e podem ser comprados no portal do Sesc (www.sescsp.org.br) ou direto na bilheteria da unidade.

O monólogo inédito no Brasil tem como mote o premiado texto do italiano Cristian Ceresoli. A protagonista é uma fêmea ‘jovem’ e ‘feia’ que desabafa tudo o que vem à cabeça. “É a possibilidade de falar da violência contra a mulher de forma potente, poética, realmente crua. A gente vive em um mundo do politicamente correto, do não poder pronunciar certas palavras. O espetáculo tira o véu desta hipocrisia, vela todo esse preconceito. É a ideia do não existir autoritarismo mais massacrante do que o pós-moderno, que nos massacra sem perceber no dia a dia”, enfatiza a atriz.

Revolta, obstinação, coragem e resistência fazem parte do fio condutor do fluxo de consciência despejado na plateia. “O texto tem ritmo, é praticamente uma partitura. As palavras são afiadas para que atinjam o público como uma metralhadora. É um choque, de alguma forma. Mas não um choque moral e, sim, de sensações, de sentimentos”, explica a protagonista. A peça é apresentada com Christiane nua, sentada, sob holofotes, com apenas um microfone nas mãos. “Sempre vesti bem minha personagens, sejam elas nuas ou com figurinos. O que fica para mim, nesta montagem, é a possibilidade de desnudar o público junto comigo. Como se todas as máscaras sociais e familiares caíssem”, conclui.

A Merda (La Merda) já foi encenado em vários países da Europa e ganhou seis prêmios importantes da área. Seu texto foi traduzido para os idiomas dinamarquês, inglês, espanhol, tcheco e português, e tem adaptações em processo para francês, sérvio e alemão.



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