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Rádio paraguaia espalha boatos sobre 'segredos' políticos


Do Diário do Grande ABC

27/05/2000 | 13:08


No Paraguai, existe a cultura do boato, chamada ``Radio So'o'' (``em voz baixa'', em língua guarani), através da qual os cidadaos tomam conhecimento dos secredos da política nacional, de quem é quem, do que aconteceu e do que vai acontecer.

Através da ``Radio So'o'', os paraguaios puderam saber de forma mais ou menos aproximada o que acontecia em seu país durante os 35 anos da ditadura de Alfredo Stroessner (1954-1989).

O sociólogo Carlos Martini lembrou que entre 1987 e 1988, ``circulavam tantos boatos sobre a morte de Stroessner que o presidente teve de ir ao gramado do Club Deportivo Sajonia para desmentir com sua presença a onda de boatos''.

Desde o levante da semana passada, a ``Radio So'o'' funciona 24 horas por dia. Os boatos também emanam dos meios de comunicaçao ou de figuras parlamentares ou do governo, na maioria das vezes contraditórios e que nunca podem ser confirmados.

Cada boato que circula durante uma semana é, entao, uma realidade potencial: que foi Oviedo, que foi um autogolpe, que foram Juan Carlos Galaverna (presidente do Senado) e o ex-presidente Juan Carlos Wasmosy, que vai haver outro golpe, que havia uma lista de pessoas condenadas à morte, que foi por dinheiro, que há uma lista de financiadores da intentona.

Estas duas últimas espécies deixaram de ser meros boatos e se converteram em versoes oficiais, quando o Governo afirmou esta sexta-feira que os militares se rebelaram utilizando dinheiro proveniente do narcotráfico e do crime organizado vinculado a Oviedo.

O próprio ministro de Defesa, Nelson Argaña, disse esta semana que houve 37 rumores de golpe desde que o governo de Luis González Macchi assumiu o poder, em março do ano passado.

Um 'formigueiro' de boatos tomou conta do Paraguai: o mais forte é que isto nao acabou e que há outro golpe em preparaçao.

Nas últimas quarta e quinta-feira, foram tao fortes os boatos que as ruas estavam vazias.



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Rádio paraguaia espalha boatos sobre 'segredos' políticos

Do Diário do Grande ABC

27/05/2000 | 13:08


No Paraguai, existe a cultura do boato, chamada ``Radio So'o'' (``em voz baixa'', em língua guarani), através da qual os cidadaos tomam conhecimento dos secredos da política nacional, de quem é quem, do que aconteceu e do que vai acontecer.

Através da ``Radio So'o'', os paraguaios puderam saber de forma mais ou menos aproximada o que acontecia em seu país durante os 35 anos da ditadura de Alfredo Stroessner (1954-1989).

O sociólogo Carlos Martini lembrou que entre 1987 e 1988, ``circulavam tantos boatos sobre a morte de Stroessner que o presidente teve de ir ao gramado do Club Deportivo Sajonia para desmentir com sua presença a onda de boatos''.

Desde o levante da semana passada, a ``Radio So'o'' funciona 24 horas por dia. Os boatos também emanam dos meios de comunicaçao ou de figuras parlamentares ou do governo, na maioria das vezes contraditórios e que nunca podem ser confirmados.

Cada boato que circula durante uma semana é, entao, uma realidade potencial: que foi Oviedo, que foi um autogolpe, que foram Juan Carlos Galaverna (presidente do Senado) e o ex-presidente Juan Carlos Wasmosy, que vai haver outro golpe, que havia uma lista de pessoas condenadas à morte, que foi por dinheiro, que há uma lista de financiadores da intentona.

Estas duas últimas espécies deixaram de ser meros boatos e se converteram em versoes oficiais, quando o Governo afirmou esta sexta-feira que os militares se rebelaram utilizando dinheiro proveniente do narcotráfico e do crime organizado vinculado a Oviedo.

O próprio ministro de Defesa, Nelson Argaña, disse esta semana que houve 37 rumores de golpe desde que o governo de Luis González Macchi assumiu o poder, em março do ano passado.

Um 'formigueiro' de boatos tomou conta do Paraguai: o mais forte é que isto nao acabou e que há outro golpe em preparaçao.

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