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Indústria, o carro-chefe na arrecadação de impostos


Marcelo Moreira
Do Diário do Grande ABC

28/07/2005 | 08:55


Mais do que o orgulho da cidade, é uma verdadeira obsessão. A General Motors comemora 80 anos de atividades no Brasil cada vez mais inserida e misturada com São Caetano. A cidade tem orgulho de sediar no país a maior montadora do mundo, que povoa os sonhos de habitantes, ansiosos por obter um emprego em uma época de desemprego alto no Grande ABC.

Disparada a maior fonte de arrecadação de impostos da rica São Caetano, a empresa atingiu em 2004 a liderança do mercado nacional de veículos pela primeira vez na história, desbancando a Volkswagen, antes eterna líder. Também bateu o recorde próprio de exportações na América do Sul. Os resultados foram bons para a cidade, mas trazem preocupação.

São Caetano abriga 753 indústrias, com 14.670 postos de trabalho no mercado formal. Mais da metade deste total está na planta da General Motors do Brasil instalada desde 1930 na cidade. Dos 19 mil funcionários distribuídos pelas quatro fábricas da GM no continente, 8,5 mil trabalham em São Caetano. "As duas (cidade e empresa) estão intimamente ligadas, quase como duas irmãs siamesas. A GM praticamente impulsionou o progresso de São Caetano", afirma o empresário André Beer, ex-vice-presidente da montadora.

A GM solidifica-se cada vez mais como âncora da riqueza do município, entretanto, uma GM mais potente também amplia a dependência econômica de São Caetano em relação à montadora, problema que preocupa os gestores públicos.

Após os anos de guerra fiscal quando atraiu milhares de empresas de serviços que apenas alugavam um endereço para aproveitar o ISS (Imposto sobre Serviços) baixo, ficou claro que a cidade precisava diversificar suas atividades, tanto para diminuir a dependência em relação à indústria automobilística como para oferecer alternativas de emprego a uma região castigada pela globalização e pela abertura da economia nos anos 90. Hoje são 235 mil desempregados nas sete cidades, de um contingente de 1,5 milhão de trabalhadores.

A rica São Caetano está em busca de novas vocações e já deu um passo à frente. O ambicioso projeto de instalação do Pólo Industrial de Cerâmica é a mais promissora tentativa de diversificação econômica.

Elaborado durante as gestões mais recentes do prefeito Luiz Tortorello o Pólo nasceu para reunir o que há de mais avançado em alta tecnologia, química fina e pesquisa tecnológica.

São Caetano reúne condições favoráveis para buscar novas vocações econômicas e a solidez de uma GM permite ampliar as possibilidades.



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