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Comércio paulistano espera por vendas menores no Natal


William Glauber
Do Diário do Grande ABC

22/12/2005 | 09:05


O pessimismo domina o comércio paulistano neste Natal. Enquanto o setor no Grande ABC comemora perspectiva de até 12% de crescimento nas vendas o período, as loja e shoppings da cidade de São Paulo crêem em queda de 1% em relação ao ano passado, conforme registrado em sondagem da Fecomércio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo).

Para chegar à estimativa de queda, a Fecomércio consultou entre os dias 16 e 18 de dezembro 150 empresários da capital. O levantamento aponta também queda de 1,5% nas vendas de bens duráveis, como eletroeletrônicos, e 0,8% entre os bens semiduráveis, como vestuário e calçado.

A entidade estadual ouviu 800 consumidores paulistanos que revelam querer gastar R$ 37, em média, neste Natal contra R$ 51 em 2004. Embora o valor a ser gasto tenha diminuído, aumentou o número de entrevistados que pretende realizar compras, saltando de 70%, no ano passado, para 74% neste ano.

Segundo a assessora econômica da Fecomercio Kelly Carvalho, a redução das vendas e recuo no valor das compras são justificados pelo alto endividamento do consumidor. “A oferta de crédito à pessoa física cresceu, endividando o consumidor”, explica. Atualmente, segundo a economista, o 13º salário é utilizado para o pagamento de dívidas.

Euforia – O presidente da ACE-Diadema (Associação Comercial e Empresarial de

Diadema), José Manuel Vieira de Mendonça, estima crescimento de até 12% nas vendas. No entanto, ele destaca que os consumidores estão se endividando, conforme argumentação da Fecomércio, além da própria capacidade financeira. “Vontade de comprar todo mundo tem. Por isso, as compras estão facilitadas na forma de pagamento.”

A presença maciça dos consumidores nas ruas e nos shoppings justifica, segundo presidente da Acisbec (Associação Comercial e Industrial de São Bernardo), Valter Moura, a estimativa de crescimento de até 8% das vendas. “O movimento está razoável se compararmos com o crescimento mínimo da economia neste ano”, diz Moura.

O gerente-executivo da Acisa (Associação Comercial e Industrial de Santo André), Luis Antonio Sampaio da Cruz, também aposta em expansão do comércio e destaca que até agora foram apurados 7% de crescimento nas vendas na cidade.



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