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Bingos pagavam até R$ 30 mil por mês para manter liminares


Do Diário OnLine

20/04/2007 | 20:21


As investigações da operação Têmis da Polícia Federal, deflagrada nesta sexta-feira com o objetivo de desmontar um esquema de venda de sentenças judiciais para beneficiar a máfia dos jogos em São Paulo, descobriu que empresários de casas de bingo pagavam mensalidades de R$ 20 mil a R$ 30 mil para desembargadores, juízes e uma funcionária da Receita Federal, para que os estabelecimentos fossem mantidos abertos a partir de liminares judiciais.

Segundo a PF, alguns bingos chegaram a pagar R$ 150 mil de uma só vez a lobistas, profissionais que exercem alguma influência junto ao poder público, que convenciam magistrados a conceder as decisões favoráveis aos bingos envolvidos no esquema.

O superintendente da Polícia Federal em São Paulo, Geraldo José de Araújo, informou, em entrevista coletiva no final da tarde, que pelo menos dez decisões judiciais que beneficiaram bingos e uma multinacional, cujo nome não foi divulgado, estão sob investigação.

Durante a entrevista, o superintendente ainda revelou que as investigações sobre o esquema começaram em agosto de 2006, após uma denúncia do Ministério Público, mas tiveram que ser interrompidas há cerca de um mês devido o vazamento de informações.

Segundo Araújo, funcionários da telefônica vazaram grampos telefônicos sigilosos a policiais civis envolvidos no crime. Os agentes avisaram os investigados, que iniciaram a queima de documentos. Para evitar a perda de provas, a PF avisou o STJ (Superior Tribunal de Justiça).  

Nesta sexta-feira, os agentes envolvidos na operação Têmis cumpriram 70 mandados de busca e apreensão, alguns deles no prédio do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, na Avenida Paulista. Todo o material apreendido será enviado para a superintendência da PF em Brasília. Cerca de 40 quilos de documentos de desembargadores, juízes, advogados e empresários foram apreendidos.

Segundo informações do Jornal Hoje (Rede Globo), a Polícia Federal chegou a requerer a prisão de alguns investigados, mas o STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou o pedido. Por isso apenas mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta sexta-feira.

TRF Durante a manhã, cerca de 40 policiais federais estiveram no Tribunal Regional Federal para apreender documentos impressos e eletrônicos de três gabinetes de desembargadores. As buscas duraram aproximadamente três horas. Enquanto isso, o prédio permaneceu cercado por homens armados com sub-metralhadoras.

Os nomes dos investigados não foram divulgados. O TRF da 3ª Região conta com 42 desembargadores, 273 juízes e responde por cerca de 50% das sentenças federais no Brasil.

 



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Bingos pagavam até R$ 30 mil por mês para manter liminares

Do Diário OnLine

20/04/2007 | 20:21


As investigações da operação Têmis da Polícia Federal, deflagrada nesta sexta-feira com o objetivo de desmontar um esquema de venda de sentenças judiciais para beneficiar a máfia dos jogos em São Paulo, descobriu que empresários de casas de bingo pagavam mensalidades de R$ 20 mil a R$ 30 mil para desembargadores, juízes e uma funcionária da Receita Federal, para que os estabelecimentos fossem mantidos abertos a partir de liminares judiciais.

Segundo a PF, alguns bingos chegaram a pagar R$ 150 mil de uma só vez a lobistas, profissionais que exercem alguma influência junto ao poder público, que convenciam magistrados a conceder as decisões favoráveis aos bingos envolvidos no esquema.

O superintendente da Polícia Federal em São Paulo, Geraldo José de Araújo, informou, em entrevista coletiva no final da tarde, que pelo menos dez decisões judiciais que beneficiaram bingos e uma multinacional, cujo nome não foi divulgado, estão sob investigação.

Durante a entrevista, o superintendente ainda revelou que as investigações sobre o esquema começaram em agosto de 2006, após uma denúncia do Ministério Público, mas tiveram que ser interrompidas há cerca de um mês devido o vazamento de informações.

Segundo Araújo, funcionários da telefônica vazaram grampos telefônicos sigilosos a policiais civis envolvidos no crime. Os agentes avisaram os investigados, que iniciaram a queima de documentos. Para evitar a perda de provas, a PF avisou o STJ (Superior Tribunal de Justiça).  

Nesta sexta-feira, os agentes envolvidos na operação Têmis cumpriram 70 mandados de busca e apreensão, alguns deles no prédio do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, na Avenida Paulista. Todo o material apreendido será enviado para a superintendência da PF em Brasília. Cerca de 40 quilos de documentos de desembargadores, juízes, advogados e empresários foram apreendidos.

Segundo informações do Jornal Hoje (Rede Globo), a Polícia Federal chegou a requerer a prisão de alguns investigados, mas o STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou o pedido. Por isso apenas mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta sexta-feira.

TRF Durante a manhã, cerca de 40 policiais federais estiveram no Tribunal Regional Federal para apreender documentos impressos e eletrônicos de três gabinetes de desembargadores. As buscas duraram aproximadamente três horas. Enquanto isso, o prédio permaneceu cercado por homens armados com sub-metralhadoras.

Os nomes dos investigados não foram divulgados. O TRF da 3ª Região conta com 42 desembargadores, 273 juízes e responde por cerca de 50% das sentenças federais no Brasil.

 

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